Nos meios acadêmicos brasileiros, dá-se preferência a estudar a história e o presente das camadas populares, o que é importante para dar voz e memória a quem não tem. Mas as camadas populares, mais do que a si próprias, querem mais é conhecer como vivem e como viveram as elites. Por isso é importante os pesquisadores brasileiros conhecerem o trabalho do argentino Rubén Furman, que em http://www.infonews.com/2011/12/26/politica-4725-200-argentinos---joe-y-los-martinez-de-hoz.php, em castelhano, estuda uma das principais famílias das elites da Argentina, a família Martínez de Hoz.
O primeiro Martínez de Hoz argentino, na passagem do século 18 para o século 19, era traficante de escravos e foi um dos líderes da independência. Um aeu neto, em 1866, foi um dos fundadores da Sociedade Rural Argentina, um dos mais importantes bastiões do conservadorismo no país. Um bisneto foi líder fascista nos anos 1930. Finalmente, José Martínez de Hoz foi ministro da ditadura de 1976. São raros, porém, os estudos brasileiros sobre as elites nacionais.