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20 de setembro de 2011

Incoerência de Israel e dos EUA sobre a Palestina

Israel e os Estados Unidos contestam a legitimidade do reconhecimento do Estado palestino pela ONU e argumentam que só será legítima a negociação direta entre as autoridades israelenses e palestinas. Porém a legitimidade da existência de Israel é, tanto por Israel como pelos Estados Unidos, atribuída ao fato de que a criação do Estado judeu foi decidida pela ONU. Não houve negociação direta nem com os palestinos, nem com os outros países árabes vizinhos de Israel, dos quais até hoje só Egito e Jordânia reconhecem Israel como legítimo.

5 de março de 2011

Diplomata israelense renuncia e ataca o governo

O ex-embaixador de Israel na África do Sul, Ilan Baruch, que se tornou diplomata há três décadas depois de perder um olho em combate em defesa do seu país, renunciou à carreira diplomática anos antes de sua aposentadoria, alegando não poder mais representar o governo israelense. Ele diz, segundo a agência judaica YNetNews, em http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4036889,00.html, em inglês, que a atual política externa de Israel, especialmente em relação aos palestinos, vai transformar seu país num "Estado pária", sem legitimidade aos olhos da comunidade internacional. É raro, em qualquer lugar do mundo, que um diplomata renuncie a seu posto, mas Baruch fez uma coisa praticamente inédita: renunciou à própria carreira diplomática.

6 de fevereiro de 2011

Autoridade Palestina e Al-Fatah reprimem manifestações contra Mubarak

Em http://www.palestinemonitor.org/spip/spip.php?article1677, em inglês, está relatado que a Autoridade Palestina, que havia anteriormente prestado apoio ao presidente do Egito, Hosni Mubarak, e a Al-Fatah, braço armado da Organização para a Libertação da Palestina, no poder na Cisjordânia, reprimiram abertamente uma manifestação contra Mubarak em Ramallah na sexta-feira, e, mais discretamente, uma manifestação maior no sábado, na mesma cidade. A de sexta foi dissolvida à força, na de sábado só foram permitidas bandeiras do Egito, e não outras bandeiras.

2 de julho de 2010

Autoridade Palestina teria sabotado resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Israel

O site Electronic Intifada publica em inglês, em http://electronicintifada.net/v2/article11350.shtml, o texto de um documento confidencial que obteve, o qual provaria que a Autoridade Palestina procurou reduzir o alcande de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenou Israel por causa do ataque à Frota da Liberdade de Gaza, em que nove integrantes da Frota foram mortos. O documento é uma proposta, aparentemente de um delegado europeu, mas com a anuência da Autoridade Palestina, de emendas à proposta da Turquia de condenação a Israel, emendas que amenizavam a resolução - por exemplo, eliminando a exigência de uma investigação internacional sobre o ataque.

22 de dezembro de 2009

CIA ESTARIA COLABORANDO COM AUTORIDADE PALESTINA NA REPRESSÃO AO HAMAS

Segundo reportagem de Ian Cobain no jornal The Guardian, de Londres, em http://www.guardian.co.uk/world/2009/dec/17/cia-palestinian-security-agents, a CIA americana estaria colaborando com agentes de segurança da Autoridade Palestina na repressão a militantes do Hamas na Cisjordânia. A colaboração CIA-Autoridade Palestina envolveria inclusive a tortura de presos políticos.

8 de novembro de 2009

PALESTINOS À BEIRA DE DESISTIREM DE SEU ESTADO

Segundo artigo do pesquisador americano Juan Cole, especialista em Oriente Médio, em http://www.juancole.com/2009/11/erekat-sees-one-state-solution-if.html, "Saeb Erekat, chefe do Comitê Dirigente da Organização para a Libertação da Palestina, disse quarta-feira que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deveria ser franco com o povo palestino e admitir que não há possibilidade de uma solução de dois Estados, dada a contínua colonização da Cisjordânia por Israel". Os palestinos deveriam agora lutar por direitos iguais num Estado unificado que englobasse judeus e árabes. Cumpre notar que Abbas já anunciou que não pretende se candidatar à reeleição, por sentir que nem Israel, nem o Hamas estão inclinados a acordos.

21 de outubro de 2009

Nem todos lembram que o mandato de Abbas na Autoridade Palestina já terminou

Em http://accuracy.org/newsrelease.php?articleId=2097, o cientista político Naseer Aruri, da Universidade do Massachusetts, em Darthmouth, nos EUA, anota em inglês que o chefe da Autoridade Palestina, que controla a Cisjordânia, Mahmoud Abbas, havia cedido à pressão dos EUA e de Israel para só discutir a partir de março de 2010 o Relatório Goldstone, de uma missáo oficial da ONU, que condenou tanto o governo israelense por crimes de guerra na Faixa de Gaza como o Hamas pelo lançamento de foguetes contra civis de Israel, mas teve de mudar de posição, por causa da pressão da maioria dos palestinos e dos países árabes. Abbas agora se dispõe a discutir desde já o Relatório Goldstone. Mas o principal é que Aruri observa que Abbas, único porta-voz dos palestinos considerado legítimo pelos países ocidentais, em contraposição ao Hamas, que controla Gaza, "teve o seu mandato expirado há muito tempo" e assim não é governante legítimo da Autoridade Palestina.

11 de outubro de 2009

Israel responde a "tapa na cara" da central sindical britânica

A Embaixada de Israel na Grã-Bretanha enviou protesto ao Conselho dos Sindicatos, de sigla em inglês TUC, a central sindical mais antiga do mundo, que havia decidido em seu recente congresso recomendar a seus filiados que boicotassem produtos originados de assentamentos judaicos localizados em territórios palestinos ocupados, o que foi considerado um "tapa na cara" de Israel, de acordo com meios pacifistas britânicos. Segundo o jornal inglês The Guardian, de Londres, em http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,2680704,157,13294,impressa.html, a Embaixada israelense alega, entre outras coisas, que o boicote vai prejudicar tanto árabes como judeus.