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25 de agosto de 2013
Iraque espera guerra generalizada no Oriente Médio
Segundo reportagem de Daniel Hannan publicada no jornal canadense Vancouver Sun, em http://www.vancouversun.com/Region+spiralling+control/8829082/story.html, em inglês, o primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al-Malik, declarou: "Se a oposição for vitoriosa na Síria, haverá guerra civil no Líbano, divisões na Jordânia e uma guerra sectária no Iraque".
16 de junho de 2013
Irã teria decidido enviar 4 mil soldados à Síria para defender o governo de Assad
Segundo artigo no jornal inglês The Independent on Sunday de 16 de junho, reproduzido em http://www.informationclearinghouse.info/article35298.htm, em inglês, de autoria de Robert Fisk, um dos mais respeitados correspondentes no Oriente Médio, o governo do Irã decidiu enviar 4 mil soldados da Guarda Revolucionária à Síria, para defender o governo de Assad. Fisk assinala também que se criou uma situação particularmente perigosa: pela primeira vez na história, todos os aliados muçulmanos dos Estados Unidos na região são sunitas e todos os adversários dos americanos são xiitas.
9 de junho de 2012
Síria: guru conservador americano se opõe à intervenção
Em entrevista à rede de TV americana MSNBC, relatada em http://www.presstv.ir/detail/2012/06/07/245028/brzezinski-dont-be-emotional-on-syria/, em inglês, um dos principais líderes dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, que é um dos principais intelectuais do mundo mais bem informados sobre questões internacionais, Zbigniew Brzezinxki, defende a tese de que não há provas de que a grande maioria dos sírios se oponha ao presidente Al-Ashad e afirma haver indicações de que a revolta se dá apenas em repentes isolados,embora ocorram violências brutais no que ele considera eventos esparsos. Além disso, uma intervenção militar em território sírio levaria, segundo Brzezinski, a um conflito generalizado e incontrolável em vastas áreas do Oriente Médio, por exemplo entre xiitas e sauditas. Ele dá a entender que, no caso, a posição da Rússia, de uma ação coordenada entre as grandes potências para minimizar o conflito, é mais correta.
20 de setembro de 2011
Incoerência de Israel e dos EUA sobre a Palestina
Israel e os Estados Unidos contestam a legitimidade do reconhecimento do Estado palestino pela ONU e argumentam que só será legítima a negociação direta entre as autoridades israelenses e palestinas. Porém a legitimidade da existência de Israel é, tanto por Israel como pelos Estados Unidos, atribuída ao fato de que a criação do Estado judeu foi decidida pela ONU. Não houve negociação direta nem com os palestinos, nem com os outros países árabes vizinhos de Israel, dos quais até hoje só Egito e Jordânia reconhecem Israel como legítimo.
14 de setembro de 2011
Um romance de Amós Oz
O seguinte artigo de minha autoria saiu recentemente no Diário de S. Paulo
A busca da paz interior, da paz entre as
pessoas e as nações, por Amós Oz
Renato Pompeu
A par de ser uma história muito bem contada, o romance “Uma certa paz”, do escritor israelense Amós Oz, lançado agora no Brasil pela Companhia das Letras, 29 anos após o lançamento do original em hebraico, é uma profunda meditação sobre a possibilidade de cada ser humano alcançar uma verdadeira paz consigo mesmo e com os outros. A história se passa durante dois anos, de 1965 a 1967, num kibbutz (fazenda coletiva em hebraico; a tradução preferiu a forma kibutz) de Israel junto à fronteira síria, isto é, alcança a Guerra dos Seis Dias, ao fim da qual as tropas israelenses ocuparam territórios árabes, partes dos quais ocupam até hoje.
Trata-se do oitavo livro de ficção de uma carreira iniciada por Oz exatamente no ano em que começa a história contada na obra. Um jovem nascido no kibbutz e que tem 26 anos em 1965, ou seja, a mesma idade de Oz na época – o autor nasceu em 1939 – e que havia sido educado nos valores socialistas, de igualdade e de solidariedade da fazenda coletiva, sente que não tem por esses ideais o mesmo apreço que seus pais, judeus poloneses, e que os demais pioneiros em geral, os fundadores do kibbutz, judeus de origem europeia.
Embora Oz retrate nesse livro a vida que conheceu em seus tempos de kibbutz, no auge do defunto socialismo israelense, o fato é que o autor nasceu, não num kibbutz, mas em Jerusalém, filho de trabalhadores urbanos. E foi criado num bairro popular da cidade, até que aos 15 anos, ainda abalado pelo suicídio da mãe três anos antes, fugiu de casa e se estabeleceu num kibbutz. Mas, como os personagens de “Uma certa paz”, Oz lutou na guerra de 1967.
Os judeus europeus que fundaram o kibbutz ainda antes da fundação de Israel, na Palestina ainda sob mandato britânico, estavam imbuídos das utopias socialistas vigentes então na Europa e quiseram criar na sua nova terra uma sociedade sem propriedade privada. Para eles, as misérias e violências que sofreram na Europa por causa dos agudos contrastes de nível de vida vigentes no início do século 20, e particularmente por causa do feroz antissemitismo, principalmente na Europa Oriental, seriam eliminadas na Terra Prometida aos judeus por uma vida mais plena, em que a sociedade baseada na competição entre proprietários individuais seria substituída por uma sociedade baseada na solidariedade que imaginavam surgiria entre os trabalhadores de uma empresa coletivista em que tudo seria decidido por votação.
No entanto, os jovens já nascidos nessa sociedade coletivista não acham sua vida tão amena assim. O personagem central, em particular, não vê nenhuma finalidade na sua vida, a não ser a pura luta pela sobrevivência. Afinal, todas as decisões importantes de sua vida são tomadas, não por ele, mas nas votações entre todos os integrantes do kibbutz. Ele não decide onde mora, em que profissão trabalha, o que compra e o que consome, pois grande parte de seu salário é pago diretamente em produtos. Desde a infância ele foi obrigado a “abrir mão” dos objetos de seus desejos que fossem considerados egoísticos pelos demais membros do kibbutz. Sonha em ir para a cidade, onde a vida é mais individualista e ele pudesse viver a sua autorrealização, ao invés de viver uma vida decidida pelas votações dos outros. Sonha em viver no deserto, ou mesmo em território inimigo.
Além dessas dificuldades em viver uma vida mais rica como indivíduo, o jovem nota que entre os entusiastas do coletivismo há muita hipocrisia. Uma grande pergunta que percorre todo o livro é: vale a pena viver sob o socialismo? O escritor Amós Oz, cada vez mais candidato ao Nobel, acha que sim. Muitos de seus personagens acham que não.
5 de agosto de 2011
Israel: luta de classes na frente interna, mas acordo quanto à colonização da Palestina
No site comunista Lenin's Tomb, em http://leninology.blogspot.com/2011/08/few-observations-on-israels-protests.html, em inglês, são comentados os protestos de massa que têm ocorrido em Israel, bastante semelhantes às revoluções árabes, cujo exemplo os manifestantes procuram seguir, embora a mídia ocidental não lhes tenha dado atenção. Há até acampamentos de tendas nas ruas, contra o alto custo dos alimentos e dos alugueis. O artigo, nota, no entanto, que enquanto as lutas de classes em Israel se mantêm, elas não se estendem à questão palestina,
"Certamente, todos os níveis da socidade israelense, dos sindicatos aos sistemas da educação, as Forças Armadas e os partidos políticos, estão implicados no sisstema de apartheid".
"Certamente, todos os níveis da socidade israelense, dos sindicatos aos sistemas da educação, as Forças Armadas e os partidos políticos, estão implicados no sisstema de apartheid".
5 de junho de 2011
Oriente Médio: BBC acusada de distorcer fatos
Em artigo no jornal inglês The Guardian, em http://www.guardian.co.uk/media/2011/may/23/bbc-israeli-conflict-coverage, o repórter Tim Llewellyn afirma:
"Cobri o Oriente Médio para a BBC de meados dos anos 1970 a inícios dos anos 1990 e estou chocado com a contínua incapacidade de minha ex-patroa em descrever de um modo justo e contextualizado o conflito entre ocupante militar e ocupados militarmente. Não há empenho em transmitir adequadamente causa e efeito, informar sobre a miséria, violência e pilhagem que ofendem e privam de liberdade os palestinos e provocam suas ações (limitadas)".
Em outras palavras, o ex-correspondente da BBC acusa a emissora de não dar o devido destaque às maciças ações israelenses contra os palestinos e de dar ênfase irrealmente excessiva às limitadas reações palestinas.
"Cobri o Oriente Médio para a BBC de meados dos anos 1970 a inícios dos anos 1990 e estou chocado com a contínua incapacidade de minha ex-patroa em descrever de um modo justo e contextualizado o conflito entre ocupante militar e ocupados militarmente. Não há empenho em transmitir adequadamente causa e efeito, informar sobre a miséria, violência e pilhagem que ofendem e privam de liberdade os palestinos e provocam suas ações (limitadas)".
Em outras palavras, o ex-correspondente da BBC acusa a emissora de não dar o devido destaque às maciças ações israelenses contra os palestinos e de dar ênfase irrealmente excessiva às limitadas reações palestinas.
2 de junho de 2011
Bastante ativo o comércio entre Israel e o Irã
No site de negócios israelense http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4075900,00.html, em inglês, se observa que o comércio entre firmas israelenses e iraniana atinge dezenas de milhões de dólares por ano, apesar da inimizade entre os dois países e do embargo internacional contra o Irã. As firmas de Israel estariam usando intermediários na Turquia e outros países islâmicos para mascarar esses negócios.
28 de maio de 2011
Ex-presidente americano Jimmy Carter exige retirada de Israel de territórios ocupados
Em artigo no jornal The New York Times, em http://www.nytimes.com/2011/05/26/opinion/26iht-edcarter26.html?_r=1, em inglês, o ex-presidente dos Estados Unidos,, Jimmy Carter, que se tornou ativo militante dos direitos humanos, proclama que o atual presidente Barack Obama não anunciou uma nova política americana em relação à necessidade de partir das fronteiras de 1967 para negociar a paz entre Israel e seus vizinhos. Disse Carter que essa é a política que seu país ssempre defendeu, respaldada por resolução da ONU já desde 1967.
10 de maio de 2011
Síria: jornal americano teme a queda de Al-Assad
Em reportagem intitulada "Cenário de Juízo Final se Al-Assad cair", a correspondente em Beirute do influente jornal americano The Washington Post, Liz Sly, afirma, em http://www.washingtonpost.com/world/unrest-in-syria-threatens-regional-stability/2011/05/01/AF3OQtUF_story.htm, em inglês:
"Na Síria, a queda do presidente Bashar Al-Assad desencadearia um cataclisma de caos, animosidade sectária e extremismo que se espalharia muito além de suas fronteiras, ameaçando não só os governantes entricheirados já lutando para abafar um clamor por mudanças democráticas, mas também todo o equilíbrio de poder na região tão volátil, dizem analistas e especialistas."
Tradução: setores importantes dos meios dominantes nos Estados Unidos preferem a manutenção de Al-Assad, apesar da oposição oficial do governo americano às medidas repressivas adotadas pelo presidente sírio, com centenas de mortes.
"Na Síria, a queda do presidente Bashar Al-Assad desencadearia um cataclisma de caos, animosidade sectária e extremismo que se espalharia muito além de suas fronteiras, ameaçando não só os governantes entricheirados já lutando para abafar um clamor por mudanças democráticas, mas também todo o equilíbrio de poder na região tão volátil, dizem analistas e especialistas."
Tradução: setores importantes dos meios dominantes nos Estados Unidos preferem a manutenção de Al-Assad, apesar da oposição oficial do governo americano às medidas repressivas adotadas pelo presidente sírio, com centenas de mortes.
20 de abril de 2011
Manifestação no Iraque contra os EUA
Nota da agência americana UPI informa que pelo menos 700 pessoas participaram segunda-feira passada de manifestação em Mossul, uma das principais cidades do Iraque, contra a presença no país de tropas dos Estados Unidos. Esse protesto não teve maior repercussão na grande mídia internacional, mas foi reproduzido na lista americana de notícias Marxism, por Matthew Russo, russo.matthew9@gmail.com
22 de março de 2011
Uma história do Oriente Médio
Um panorama histórico do Oriente Médio, inserindo as atuais mobilizações populares dentro de um quadro a longo prazo, é proporcionado pelo jornalista Aslam Farouk-Alli, da rede de TV Al Jazira, em http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/03/201131513626957891.html, em inglês. Ele diz que as atuais revoltas têm sido lideradas por jovens universitários de boa situação financeira e de visão cosmopolita, e que é preciso levar em conta que o Oriente Médio, até a passagem do século 19 para o século 20, era dirigido por instituições orientais tradicionais dos Impérios Otomano e Safávida, e que em seguida passou a ser colonizado por potências européias, que dividiram arbitrariamente os territórios. Estes, uma vez independentes, foram controlados por chefes tribais e pelos notáveis da cidade, em alguns casos deslocados posteriormente por ditaduras militares e, mais adiante, por regimes civis autoritários. Segundo Farouk-Alli, os únicos regimes constitucionais entre os países muçulmanos do Oriente Médio ocorrem na Turquia e no Irã. A juventude luta basicamente pela instauração de Estados democrátidos de direito.
21 de fevereiro de 2011
Ilusões da esquerda
O fato de as revoltas nos países árabes estarem ocorrendo tanto em países como a Tunísia e o Egito, em que as medidas neoliberais e pró-Ocidente afetaram com desemprego, baixos salários e aumentos de preços grandes parcelas da população, como na Líbia, em que o regime proporcionava um populismo redistributivista antiamericano, como também no Irã (que não é país árabe), igualmente antiamericano, parece atestar que o que há de comum entre as várias mobilizações é um anseio por maior democracia, inclusive nas decisões econômicas. A esquerda que tem simpatia pela Líbia de Gaddafi e pelo Irã dos aiatolás estava esperando que a revolução árabe e muçulmana evoluísse no sentido de um estatismo esquerdista anti-imperialista, mas parece que o caso da Líbia, país tão admirado por setores da esquerda por seu estatismo, demonstra que o buraco, desta vez, é mais em cima.
13 de dezembro de 2010
Ator George Clooney condena intervenção dos EUA no Oriente Médio
Sempre se dá destaque a declarações de atores famosos de Hollywood, mas passou batido o discurso com que o ator George Clooney apresentou no Festival de Berlim seu filme "Syriana", sobre as relações entre políticos e empresas petrolíferas no Oriente Médio. Ele declarou, segundo nota enviada à lista argentina Reconquista Popular por Ezequiel Beer, ezequielbeer@hotmail.com:
"Estou farto de ser tratado como traidor da pátria só porque eu disse coisas sobre a guerra do Iraque que mais tarde se confirmaram. É preciso entender os motivos para a conduta dos terroristas. Não basta dizer que 'estão contra o Ocidente'. Nas guerras do Oriente Médio a única coisa que interessa a quem intervém militarmente é o petróleo. Isso é que mantém nosso nível de vida. A derrubada de um ditador, como Saddam Hussein, foi um pretexto, porque, se não fosse um pretexto, teríamos de intervir também em outros países."
"Estou farto de ser tratado como traidor da pátria só porque eu disse coisas sobre a guerra do Iraque que mais tarde se confirmaram. É preciso entender os motivos para a conduta dos terroristas. Não basta dizer que 'estão contra o Ocidente'. Nas guerras do Oriente Médio a única coisa que interessa a quem intervém militarmente é o petróleo. Isso é que mantém nosso nível de vida. A derrubada de um ditador, como Saddam Hussein, foi um pretexto, porque, se não fosse um pretexto, teríamos de intervir também em outros países."
15 de outubro de 2010
O escritor John Le Carré denuncia Tony Blair
Embora o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair esteja no Brasil e John Le Carré, o ex-espião britânico que se tornou autor de ficções bestsellers sobre espionagem, seja sempre bem divulgado pela mídia, desta vez não tiveram maior repercussão as declarações do escritor à jornalista americana Amy Goodman, em http://www.democracynow.org/blog/2010/10/13/john_le_carr_calling_out_the_traitors, em inglês, em que ele disse: “Não consigo entender que Blair tenha uma vida pública e talvez ainda futuro político. Me parece que qualquer político que tenha levado seu país à guerra sob falsos pretextos cometeu o pecado capital. Acredito que uma guerra, na qual nos negamos a divulgar o número de pessoas que matamos, é uma guerra de que deveríamos estar envergonhados. É preciso sempre ter cuidado com isso. Não falo como profeta, suponho que falo simplesmente como um cidadão desgotoso. Penso que é certo que causamos danos irreparáveis no Oriente Médio e acredito que vamos ter de pagar por isso durante muito tempo."
10 de julho de 2010
Judeus britânicos reagem a boicote por metodistas a mercadorias provenientes de assentamentos judaicos na Cisjordânia
Segundo a publicação judaica britânica The Jewish Chronicle, em inglês em http://www.thejc.com/news/uk-news/33594/fury-methodists-vote-boycott-israel, a Junta de Representantes e o Conselho da Liderança Judaica da Grã-Bretanha disseram que a Conferência Anual dos Metodistas do país deveria "mergulhar a cabeça na vergonha", por ter aprovado o boicote a bens provenientes de assentamentos judaicos "ilegais" na Cisjordânia. e ter declarado que a ocupação israelense de territórios palestinos é "o principal obstáculo" para a paz no Oriente Médio.
O rabino-chefe, lorde Sacks, afirmou que as implicações do caso "vão reverberar sobre as relações até então harmoniosas entre as comunidades de fé".
O rabino-chefe, lorde Sacks, afirmou que as implicações do caso "vão reverberar sobre as relações até então harmoniosas entre as comunidades de fé".
20 de junho de 2010
Líder do Birô Político do Hamas diz que palestinos em seu Estado "decidiriam democraticamente" futuro do relacionamento com Israel
Em entrevista em inglês em http://www.charlierose.com/view/interview/11032, ao pesquisador Charlie Rose, o líder do Birô Político do Hamas, Khaled Meshaal, procurado pelas autoridades de Israel como responsável pela morte de civis israelenses, e que se considera alvo de tentativas de assassínios por agentes de Israel, disse que a luta do Hamas é legítima porque é uma reação a uma agressão israelense, esta efetuada por meio da ocupação dos territórios palestinos. Mas esclarece que a luta dos palestinos contra Israel cessará quando cessarem os motivos que a desencadearem, isto é, quando cessarem a ocupação e seus efeitos.
Acrescenta que, caso ocorra a retirada de Israel para as fronteiras de 1967, reconhecidas internacionalmente, e caso seja constituído o Estado palestino, ainda restará a resolver o problema dos palestinos que viviam nas fronteiras de 1948, estabelecidas pela ONU e que davam ao Estado árabe territórios hoje reconhecidos internacionalmente como pertencentes a Israel. (Ou seja, ele não menciona os palestinos que viviam nos territórios reservados ao Estado judeu pela resolução da ONU em 1948).
Igualmente, segundo o líder do Birô Político do Hamas, caso seja constituído o Estado palestino, cessará a luta atual contra Israel. Mas o futuro das relações do Estado palestino com Israel, de acordo com Meshaal, seria decidido democraticamente pelo povo palestino dentro de seu Estado, por exemplo, por meio de um referendo ou de um plebiscito. Ou seja, ele não dá garantias de que as relações do Estado palestino com Israel seriam pacíficas, pois a decisão democrática dos palestinos pode ser o não-reconhecimento do Estado judeu.
Em suma, nenhum dos lados quer dar plenas garantias ao outro.
Acrescenta que, caso ocorra a retirada de Israel para as fronteiras de 1967, reconhecidas internacionalmente, e caso seja constituído o Estado palestino, ainda restará a resolver o problema dos palestinos que viviam nas fronteiras de 1948, estabelecidas pela ONU e que davam ao Estado árabe territórios hoje reconhecidos internacionalmente como pertencentes a Israel. (Ou seja, ele não menciona os palestinos que viviam nos territórios reservados ao Estado judeu pela resolução da ONU em 1948).
Igualmente, segundo o líder do Birô Político do Hamas, caso seja constituído o Estado palestino, cessará a luta atual contra Israel. Mas o futuro das relações do Estado palestino com Israel, de acordo com Meshaal, seria decidido democraticamente pelo povo palestino dentro de seu Estado, por exemplo, por meio de um referendo ou de um plebiscito. Ou seja, ele não dá garantias de que as relações do Estado palestino com Israel seriam pacíficas, pois a decisão democrática dos palestinos pode ser o não-reconhecimento do Estado judeu.
Em suma, nenhum dos lados quer dar plenas garantias ao outro.
14 de junho de 2010
Documento oficial israelense diz que bloqueio a Gaza é medida de "guerra econômica", e não de segurança
A rede de jornais McClatchy informa, em inglês em http://www.mcclatchydc.com/2010/06/09/95621/israeli-document-gaza-blockade.html#ixzz0qUPF7lxM, numa reportagem de Sheera Frenkel, a resposta oficial do governo israelense ao Centro Legal para a Liberdade de Movimento, ONG de Israel que havia entrado com um pedido de informações sobre o bloqueio a Gaza. Um trecho da resposta do governo israelense: "Um país tem o direito de decidir se escolhe não se empenhar em relações econômicas ou dar assistência econômica à outra parte do conflito, ou se quer agir usando a 'guerra econômica'". Em outras palavras, o bloqueio não visa o tráfico de armas, ou a segurança de Israel, mas o esmagamento econômico da Faixa de Gaza controlada pelo Hamas.
30 de maio de 2010
Obama autoriza operações armadas clandestinas
Enquanto a mídia internacional dá destaque à nova política de segurança nacional do presidente Obama, segundo a qual os Estados Unidos dariam mais ênfase à diplomacia do que a ações militares, o jornal inglês The Independent publica em http://www.independent.co.uk/news/world/americas/us-to-launch-covert-strikes-on-terror-targets-1982889.html reportagem de Rupert Cornwell segundo a qual o presidente Obama autorizou "ações encobertas" de forças especiais da Marinha, do Exército e outras em países do Oriente Médio e da África, sejam países amigos, sejam países hostis com os quais os EUA não estejam oficialmente em guerra. De acordo com Cornwell, os alvos principais seriam o Iêmen, onde já ocorreu um assassínio (como também na Somália) e o Irã, onde - diz a nota do Independent, citando o jornal americano The New York Times - já estariam ocorrendo incursões de reconhecimento. O jornal inglês acrescenta que a ordem de Obama é muito mais abrangente do que ordens anteriores do então presidente Bush, mas não causou o furor da mídia e dos políticos que teria ocorrido no governo anterior.
19 de fevereiro de 2010
Comandante israelense reconhece que regras de combate foram "reescritas" por seu Exército em Gaza
Em artigo exclusivo do jornal inglês The Independent, em http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/exclusive-israeli-commander-we-rewrote-the-rules-of-war-for-gaza-1887627.html, o seu correspondente em Israel, Donald MacIntyre conta que teve acesso à entrevista dada por um alto comandante israelense há mais de cinco meses ao jornal Yedhiot Ahronot, o de maior circulação em Israel, e até hoje não publicada. Nela, o alto comandante informa que, por ocasião da operação na Faixa de Gaza, no começo do ano passado, o Exército israelense "reescreveu" a regra de combate tradicional segundo a qual só pode ser alvejado um combatente, isto é, alguém que porte uma arma. Essa regra "não valeu" para os helicópteros e aviões sem piloto de Israel, que alvejaram indiscriminadamente quaisquer palestinos de Gaza, matando inclusive crianças, mulheres e idosos.
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