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9 de dezembro de 2010

Entidades judaicas condenam reconhecimento da Palestina pelo Brasil, Argentina e Uruguai

Segundo nota do jornal israelense The Jerusalem Post, em inglês em http://www.jpost.com/International/Article.aspx?id=198522, o Congresso Judaico Mundial e a Liga Antidifamação, entidade judaica americana, divulgaram declarações em que condenam o reconhecimento do Estado Palestino pelo Brasil, Argentina e Uruguai. As declarações afirmam que a paz entre israelenses e palestinos só pode ser alcançada por meio de negociações diretas entre Israel e a Autoridade Palestina.

20 de junho de 2010

Líder do Birô Político do Hamas diz que palestinos em seu Estado "decidiriam democraticamente" futuro do relacionamento com Israel

Em entrevista em inglês em http://www.charlierose.com/view/interview/11032, ao pesquisador Charlie Rose, o líder do Birô Político do Hamas, Khaled Meshaal, procurado pelas autoridades de Israel como responsável pela morte de civis israelenses, e que se considera alvo de tentativas de assassínios por agentes de Israel, disse que a luta do Hamas é legítima porque é uma reação a uma agressão israelense, esta efetuada por meio da ocupação dos territórios palestinos. Mas esclarece que a luta dos palestinos contra Israel cessará quando cessarem os motivos que a desencadearem, isto é, quando cessarem a ocupação e seus efeitos.
Acrescenta que, caso ocorra a retirada de Israel para as fronteiras de 1967, reconhecidas internacionalmente, e caso seja constituído o Estado palestino, ainda restará a resolver o problema dos palestinos que viviam nas fronteiras de 1948, estabelecidas pela ONU e que davam ao Estado árabe territórios hoje reconhecidos internacionalmente como pertencentes a Israel. (Ou seja, ele não menciona os palestinos que viviam nos territórios reservados ao Estado judeu pela resolução da ONU em 1948).
Igualmente, segundo o líder do Birô Político do Hamas, caso seja constituído o Estado palestino, cessará a luta atual contra Israel. Mas o futuro das relações do Estado palestino com Israel, de acordo com Meshaal, seria decidido democraticamente pelo povo palestino dentro de seu Estado, por exemplo, por meio de um referendo ou de um plebiscito. Ou seja, ele não dá garantias de que as relações do Estado palestino com Israel seriam pacíficas, pois a decisão democrática dos palestinos pode ser o não-reconhecimento do Estado judeu.
Em suma, nenhum dos lados quer dar plenas garantias ao outro.

12 de novembro de 2009

Novidades no Oriente Médio: boicote de central sindical francesa a Israel e israelenses contra Estado único de judeus e árabes

Uma das várias centrais sindicais francesas, a Confederação Nacional do Trabalho, que se define como "anticapitalista e internacionalista", aderiu oficialmente ao boicote internacional contra produtos israelenses, contra investimentos nos territórios ocupados por Israel e a favor de sanções contra Israel, enquanto não se resolver o problema palestino, como se pode ver, em inglês, em http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=239036.
Por outro lado, enquanto cada vez mais palestinos desistem de ter um Estado próprio e assumem a luta por direitos iguais num Estado único para judeus e árabes, essa solução é rejeitada pela maioria dos judeus israelenses. Mas o jornalista palestino Ali Abunimah, em http://electronicintifada.net/v2/article10883.shtml, em inglês, defende a tese de que, mesmo assim. a ideia do Estado único com direitos iguais pode ser aceita a longo prazo pelos judeus, e cita o caso da África do Sul, onde os brancos em sua esmagadora maioria temiam que o fim do apartheid fosse "esmagá-los", mas atualmente convivem pacificamente com a maioria negra, com direitos iguais para negros e brancos.