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21 de janeiro de 2012
Energia eólica não seria tão inocente quanto parece
Em http://louisproyect.wordpress.com/2012/01/20/the-city-dark-windfall/, em inglês, o moderador da lista americana de notícias Marxism, Louis Proyect, comenta o documentário "Windfall", em que a diretora Laurie Israel, moradora na pequena cidade de Meredith, no Estado de Nova York, conta como foi a introdução da energia eólica na região de fazendas e sítios. Ao invés do paraíso verde prometido, os habitantes depararam com um projeto de turbinas de 330 metros de altura a 300 metros de suas casas, e com a impiedosa terraplenagem das áreas montanhosas para instalar as turbinas de vento, que tinham de ser embutidas em enormes massas de concreto; as estradas tiveram de ser alargadas, prejudicando a vegetação, para acomodar as lâminas das turbinas, lâminas que podem chegar a 60 metros de comprimento. Os habitantes ficam sujeitos a sons de baixa frequência, que provocam insônia, dores de cabeça e náusea, além de serem muito desagradáveis ao ouvido. Há ainda o problema das enormes sombras. A população se dividiu: os grandes granjeiros de leite, ramo em decadência, aplaudiram o ganho extra, mesmo porque muitos nem moram na região; os pequenos sitiantes se revoltaram com os danos à saúde e ambientais. Pessoas antes amigas entre si se tornaram adversárias, ou seja, as turbinas de vento também afetaram as relações sociais na cidadezinha.
3 de junho de 2010
A era da abundância teria acabado. Há alternativas
Em artigo da rede ambientalista ArchDruid, em http://thearchdruidreport.blogspot.com/2010/05/world-after-abundance.html em inglês, se defende a tese de que já faz quatro décadas que se tornou claro que o desenvolvimento industrial, tal como vem ocorrendo secularmente, é insustentável a longo prazo, sob pena de tornar impossível a sobrevivência das atuais sociedades e até da própria civilização. Mas toda a população, inclusive os ambientalistas, parece, segundo o relatório, resignada com a inevitabilidade do próximo desastre. Ainda de acordo com a ArchDruid, as propostas atuais dos ambientalistas, de que o governo e as grandes empresas fomentem grandes unidades de energia sustentável, mantendo-se o nível de consumo atual, não são a solução. Na verdade, a solução seria cada cidadão e cada família adotar padrões de redução do consumo e de economia de recursos naturais. Lembra a rede que, por ocasião do choque do petróleo em 1973, as pessoas reduziram o seu consumo ao ponto de, em apenas um ano, o consumo de petróleo ter caído em 15 por cento.
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