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18 de janeiro de 2013

Colômbia: 42 por cento das famílias estariam passando fome

Segundo nota do jornal El Espectador, de Bogotá, em http://www.elespectador.com/noticias/nacional/articulo-396603-colombia-no-sabe-cuanta-hambre-padece, em castelhano, dados oficiais indicam que 42 por cento das famílias do país não têm acesso a cesta básica. Diz o jornal: "En Colombia, cerca de 20 millones de personas no tienen acceso a los productos básicos de una canasta familiar: según el Departamento Administrativo Nacional de Estadística (DANE), el 34,1% de los colombianos vive en la pobreza y otro 10,6% en la indigencia. "Si estas cifras se comparan con las entregadas por la última Encuesta Nacional de Situación Nutricional (Ensin), publicada en 2010, según la cual el 42% de los hogares del país padece hambre, quizá los datos permitan llegar de nuevo a la conclusión de que la pobreza y la mala nutrición van de la mano." Mais adiante, o jornal argumenta que a proporção de pessoas que passam fome pode ser ainda maior do que indicam os dados oficiais.

17 de janeiro de 2012

México: 50 índios se matam por fome

Segundo o informativo CMM da Argentina, em http://www.cadenamarianomoreno.com.ar/?p=26684, em castelhano, 50 índios rarámuri, do Estado de Chihuaha, no Norte do México, se suicidaram em dezembro jogando-se do alto de um barranco, por não terem o que comer e, principalmente, por não terem o que dar para seus filhos comerem. Esses índios sofrem pela seca, frio no atual inverno nas montanhas, e pelas ações de criminosos invasores. Não contam com ajuda oficial.

16 de agosto de 2011

Carta-aberta de economistas aos ministros das Finanças do G-20 pede controle dos preços de alimentos

Em http://www.networkideas.org/G20_Letter.pdf, em inglês, há o texto de uma carta-aberta de economistas de todo o mundo aos ministros das Finanças do G-20, que reúne países ricos e países emergentes, que pede, notadamente:

 "Caros ministros das Finanças do G-20,
"Escrevemos aos senhores para instá-los a se comprometerem com as suas contrapartes para adotar ação efetiva para fazer curvar a especulação excessiva em alimentos. A especulação financeira excessiva está contribuindo para aumentar a volatilidade e os preços-recordes dos alimentos, exacerbando a fome e a pobreza globais".
A carta-aberta é uma iniciativa do Movimento pelo Desenvolvimento Global, entidade internacional com sede na Grã-Bretanha. Informações e adesões, com indicação de nome, título e instituição, em t.pursey@wdm.org.uk

3 de julho de 2010

Goldman Sachs, Merrill Lynch e Deutsche Bank acusados por fome de 200 milhões

Em artigo publicado a 2 de julho pelo jornal The Independent de Londres, o jornalista Johann Hari, j.hari@independent.co.uk, afirma que as instituições financeiras Goldman Sachs e Merrill Lynch, mais o banco alemão Deutsche Bank, lucraram fabulosamente a partir da especulação com alimentos que, em fins de 2006, originou o aumento do preço do trigo em 80 por cento, do milho em 90 por cento e do arroz em 20 por cento. Isso levou à desnutrição e à fome mais 200 milhões de pessoas em todo o mundo, o que ocasionou ondas de protestos em trinta países. Essas pessoas se somaram ao bilhão que já passava fome cronicamente.
Hari argumenta que, em 2006, os grandes especuladores financeiros saíram do mercado imobiliário americano, que havia entrado em colapso, e transferiram seus fundos para o ramo de alimentos, que iam ou manter ou aumentar os preços em meio a uma economia mundial que ia se estagnar. Foram seguidos por investidores assustados em todo o mundo. "Então, enquanto a oferta e a procura de alimentos permaneceram em alto grau as mesmas, a oferta e a procura por derivativos baseados em alimentos subiram massivamente", e essa alavancagem causou o aumento brutal de preços e a fome. "A bolha só estourou em março de 2008, quando a situação ficou tão má nos Estados Unidos que os especuladores tiveram de cortar os gastos para cobrir as perdas em casa".
O jornalista informa que procurou a Goldman Sachs, a Merrill Lynch e o Deutsche Bank, para que comentassem o assunto, mas não obteve resposta.

13 de março de 2010

África: a estrangeirização das terras

Mais de vinte países africanos estão vendendo ou alugando suas terras a megamultinacionais e a bilionários, no que está sendo a maior corrida de terras desde os tempos coloniais. Em http://www.alternet.org/story/145970/billionaires_and_mega-corporations_behind_immense_land_grab_in_africa. Há coisas como, na Etiópia, uma estufa que cobre o equivalente a 20 campos de futebol, para cultivar tomates e pimenta - e a obra está longe de ser completada. A safra é toda para exportação ao Oriente Médio. A Etiópia é um dos países em que as condições da fome são as piores do mundo, mesmo assim seu governo - como de outros países africanos que passam fome - está vendendo terras a megafirmas estrangeiras para a agricultura de exportação.

7 de fevereiro de 2010

Fome aumenta 46 por cento nos EUA

Estudo citado em reportagem em inglês de Daniel Tencer, em http://www.informationclearinghouse.info/article24581.htm, indica que, nos últimos três anos, o número de pessoas que solicitam alimentação gratuita nos Estados Unidos subiu 46 por cento. Entre crianças, essa cifra é de 50 por cento; entre idosos, 60 por cento. O total de pessoas que receberam ajuda alimentar em 2009 foi de 37 milhões, um oitavo da população americana.

16 de outubro de 2009

No Dia Mundial da Alimentação, artigo de jornal americano diz que fim da fome é meta perfeitamente alcançável

Hoje, 16 de outubro, é o Dia Mundial da Alimentação e o jornal americano New Jersey Voices, em http://blog.nj.com/njv_guest_blog/2009/10/post_3.html, marcou a data publicando um artigo de Humara Faiz, especialista em alimentação, segundo o qual, desde 1969, portanto há 40 anos, a agricultura produz em todo o mundo alimentos suficientes para todos os habitantes do planeta e, assim, com uma melhor distribuição, não passariam fome o bilhão de pessoas que, segundo a ONU, atualmente sofrem desnutrição crônica. No entanto, a fome continua sendo a principal causa da morte de seres humanos, matando mais do que a Aids, a malária e a tuberculose juntas. Faiz defende que o fim da fome é perfeitamente concretizável.