9 de setembro de 2010

Trabalho de História sobre filme "Amistad"


Por sugestão do jornalista Thiago Domenici, cujo blogue é parceiro deste, vou inserir aqui trabalhos do curso de História que estou fazendo no Centro Universitário Claretiano. O primeiro é sobre o filme "Amistad", tratado na disciplina de História da África e dos Africanos no Brasil.

Ficha técnica – Filme “Amistad”
Apresentado por: Dreamworks Pictures – HBO Pictures “Amistad”
Morgan Freeman – Nigel Hawthorne – Antony Hopkins – Djimon Hounsou – Matthew McConaughey – David Paymer – Pete Postlethwaite – Stellan Skarsgard
Música de: John Williams
Desenhista de figurino: Ruth E. Carter
Editor de filmagem: Michael Kah, a.c.e.
Designer de produção: Rick Carter
Diretor de fotografia: Janusz Kaminski, a.s.c
Produtores Executivos: Walter Parkes – Laurie MacDonald
Produzido por: Steven Spielberg – Debbie Allen – Colin Wilson
Escrito por: David Franzoni
Dirigido por: Steven Spielberg
Duração: 148 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Idiomas: Português, Inglês e Espanhol
Legendas: Português, Inglês, Espanhol e Cantonês
Ano: 1997

Resumo
Na década de 1830, negros de Serra Leoa que estavam sendo levados num navio negreiro espanhol, como escravos, de um ponto para outro de Cuba, se revoltam e conseguem assumir o comando do navio, obrigando o capitão e o piloto, únicos brancos que sobraram vivos da revolta, a se dirigirem de volta para a África. Ainda na costa dos Estados Unidos, entretanto, o navio sob o comando dos negros é apresado por um navio de guerra americano, e os negros são feitos prisioneiros em terra, em território americano.
Inicia-se então um complexo julgamento num tribunal federal regional dos Estados Unidos, em que são partes a rainha Isabel 2.a da Espanha, uma menina pré-adolescente, que afirma serem os negros escravos de propriedade da Coroa espanhola; dois empresários de Cuba, que afirmam terem comprado os negros como escravos num ponto de Cuba e que eles estavam sendo transportados para outro ponto de Cuba exatamente para serem entregues a eles, empresários; e os próprios negros, representados por advogados americanos abolicionistas, que querem a sua liberdade.
Inicialmente a causa dos negros parece perdida, pois a escravidão, na época, era legal nos Estados do Sul dos Estados Unidos e o país tinha um tratado com a Espanha que mandava entregar à Espanha os escravos das colônias espanholas que fossem apresados em águas americanas.
Mas os advogados dos negros descobrem que a lista dos negros do grupo, apresentadas pelos empresários de Cuba como prova de que os negros eram escravos e de sua propriedade, era na verdade uma lista dos negros que haviam sido levados de Serra Leoa para Cuba por um navio português. Isso era importante, pois na época o tráfico de africanos já tinha sido abolido nos Estados Unidos e a legislação americana só reconhecia como escravos quem tivesse nascido escravo, isto é, filho de escravos. Se aqueles negros tivessem nascido livres em Serra Leoa – que era uma colônia britânica e a Grã-Bretanha já tinha abolido não só o tráfico como a própria escravidão em seus territórios em todos os continentes –, e foram depois capturados e vendidos como escravos, eles eram homens livres pelas leis americanas.
Os advogados dos negros, porém, não conseguem se comunicar com seus clientes, pois estes não falam inglês e os advogados sequer sabem que língua os negros falam. Depois de muitas peripécias, e de uma viagem dos advogados a Serra Leoa, se descobre que eles falam mendê, uma das línguas da então colônia britânica. Se descobre também, em Serra Leoa, um intérprete que fala tanto inglês como mendê e os advogados dos negros passam a poder se comunicar com seus clientes.
Um líder dos mendês presos, falando em sua língua, e traduzido a cada trecho pelo intérprete, presta depoimento perante o tribunal, contando como ele e outros dos negros presentes eram livres em sua terra natal e como haviam sido capturados e levados à chamada Fortaleza dos Escravos, fora do território da Serra Leoa, e lá foram vendidos ao capitão do navio português, que os levou para um ponto de Cuba, onde foram revendidos e estavam sendo transportados no Amistad, um navio espanhol, para outro ponto de Cuba quando se revoltaram e acabaram assumindo o comando do navio, até serem aprisionados pelo navio de guerra americano.
O tribunal de primeira instância acaba decidindo que os negros tinham nascido livres e tinham direito não só à liberdade como à insurreição, por terem sido escravizados. O governo americano, a rainha Isabel 2.a da Espanha e os empresários de Cuba recorrem em todas as instâncias, embora sejam derrotados em todas, até a Suprema Corte, onde apesar de, dos nove magistrados, sete serem proprietários de escravos, novamente e definitivamente os negros obtêm ganho de causa e são libertados, podendo voltar à sua terra natal.
O filme se baseia num episódio real e é bastante fiel aos registros históricos. Apesar de ser um hino à liberdade, o filme foi questionado por espectadores negros, como a jornalista e escritora brasileira Marilene Felinto, particularmente por contar que os primeiros a escravizarem esses negros foram outros negros, de fora de Serra Leoa. No entanto, é fato histórico registrado que soberanos e empresários negros africanos traficavam escravos de sua cor.

5 comentários:

putiinha disse...

adógooooooo

HELTON disse...

opa,blz! esse filme ,amistad, que vc viu, tem as legendas nas falas dos escravos? todos os filmes amistad que baixei nao contêm as legendas das falas dos escravos!!! to desanimando de vê-lo , pois sem as falas dos escravos perde-se muito conteúdo do filme !!

HELTON disse...

SERÁ QUE NO FILME, AMISTAD DUBLADO, A FALA DOS ESCRAVOS ESTÁ ,PELO MENOS, DUBLADA? TOMARA QUE SIM , POIS NOS FILMES LEGENDADOS , SÓ TEM A LEGENDA DOS OUTROS PERSONAGENS QUE NÃO SÃO ESCRAVOS!!!

Anônimo disse...

Adoorei muito esse resumo , me ajudou bastante no trabalho de Histórias . Obrigada !

Maicon Souza disse...

muito bom, é o que eu tava precisando