12 de outubro de 2009

Racismo contra ciganos na Hungria fomenta crescimento de partido neofascista

O jornal americano Los Angeles Times, latimes.com/news/nationworld/world/la-fg-hungary-right11-2009oct11,0,1698369.story, publica reportagem de Megan K. Stack que descreve um comício em Komarom, na Hungria, à beira do rio Danúbio, na fronteira com a Eslováquia, do Partido Jobbik, que com sua campanha contra os Roma (nome que os ciganos dão a si mesmos, sendo assim o seu nome politicamente correto) cresceu do nada até atingir 15 por cento dos votos húngaros para o Parlamento Europeu. Milicianos desse partido neofascista usavam óculos escuros inteiriços, coletes de couro e botas de combate, tendo ao pescoço faixas listradas de branco e vermelho, semelhantes às usadas pelos pró-nazistas da Hungria nos anos 1930 e 1940. Entoavam cânticos como "Tomem as armas nas mãos. Esta é a última luta e vamos vencer. Persistência. Posso ter botas grandes. Você pode me atirar pedras. Mas ainda é o meu país, aqui fica meu berço". Do milhão de ciganos húngaros dos anos 1930, 250 mil foram exterminados por nazistas húngaros e alemães, num Holocausto pouco divulgado. Os ciganos foram relativamente protegidos pelas autoridades húngaras durante o regime comunista.

2 comentários:

Coppir disse...

Olá. Publicamos esta postagem no nosso blog, citando a fonte, certamente.

Não encontramos seu e-mail, por isso estamos comentando.

Se houver algum problema, favor nos avisar, que iremos retirar a postagem.

Obrigado.

Renatão Pompeu disse...

Caros, não há problema nenhum em reproduzir notas do blog, citando a fonte. - Renato