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10 de setembro de 2012

Partido de Lenin estaria abrigando fascistas

Segundo nota do jornal do Partido Socialista da Grã-Bretanha, em http://www.worldsocialism.org/spgb/socialist-standard/2010s/2010/no-1273-september-2010/material-world-fascists-take-over-russian-commu, em inglês, na Rússia, militantes fascistas estão aderindo em massa ao Partido Comunista, do qual já estariam controlando os sites da Internet. O movimento teria duas vertentes: o fracasso das instituições claramente fascistas e a aceitação pelos comunistas, desmoralizados e desmotivados pelo fracasso da União Soviética, de posições nacionalistas.

26 de abril de 2012

Operários apoiam fascismo

Segundo pesquisas eleitorais, 30 por cento dos operários franceses que votaram no primeiro turno para presidente da República escolheram a fascista Frente Nacional. Isso é mais uma prova contra o mito de que o fascismo é uma criação da pequena burguesia e dos desempregados, em associação com as grandes empresas capitalistas.

20 de fevereiro de 2012

EUA: até candidato de direita acha que o país caminha para o fascismo

Segundo a rede de TV americana CBS, em http://www.cbsnews.com/8301-201_162-57380947/paul-u.s--slipping-into-a-fascist-system/#comments, em inglês, o parlamentar republicano do Estado do Texas, Ron Paul, pré-candidato a presidente da República, declarou em discurso em Kansas City: "Nós nos afastamos de uma república verdadeira. Agora estamos escorregando para um sistema fascista em que há uma combinação do poder do governo com os grandes negócios e administração autoritária, e a supressão dos direitos individuais de todos e cada um dos cidadãos americanos".

20 de novembro de 2011

Grécia: fascista militante aparece como "tecnocrata" no novo governo

A grande mídia apresenta o novo governo grego como sendo um "governo de austeridade", composto de "tecnocratas". Mas o novo ministro da Infraestrutura, Makis Voridis, pode ser visto num site esquerdista, The Exiled, em http://exiledonline.com/austerity-fascism-in-greece-the-real-1-doctrine, em inglês, numa foto dos anos 1980, quando estudava Direito na Universidade de Atenas e era líder da Alternativa Estudantil, um grupo fascista que agredia com violência estudantes de esquerda. Voridis aparece de machado na mão, patrulhando o campus. Ele acabou sendo expulso da Faculdade de Direito.Atualmente, é líder de um partido de extrema direita aliado de políticos antissemitas que chegam a negar que o Holocausto tenha ocorrido.

25 de dezembro de 2010

Avanços do fascismo na Rússia

Em artigo no jornal Moscow Times, editado em inglês na Rússia, e reproduzido em http://www.zcommunications.org/the-return-of-fascism-by-boris-kagarlitsky, também em inglês, o pesquisador russo Boris Kagarlitsky comenta a recente onda de violências racistas em Moscou e outras cidades, em que durante dez dias jovens, fazendo a saudação nazista, atacaram no metrô e nas ruas pessoas de pele mais escura. Kagarlitsky nota que o avanço do racismo representa uma ameaça para a integridade territorial e institucional da Rússia, país afinal de contas multiétnico.

31 de outubro de 2009

A MOÇA DE MINISSAIA E A FASCISTIZAÇÃO DA JUVENTUDE

Acho que todos ficaram sabendo do caso da aluna de Turismo que, por usar minissaia, foi hostilizada por dezenas de colegas rapazes e moças na Uniban de São Bernardo do Campo-SP, a tal ponto que foi necessária a intervenção da Polícia para impedir que a jovem fosse agredida. Convidado pela jornalista Natalia Viana a fazer observações sobre um texto a respeito do assunto publicado pela produtora de TV Sofia Amaral no blog do jornalista Thiago Domenici, http://notarodape.blogspot.com/2009/10/nove-perguntas-sobre-puta-da-uniban.html, postei lá o seguinte comentário:


Nat e Sof, creio que o que está acontecendo é uma fascistização da juventude, que não vê perspectivas de futuro pela frente, com a crise econômica mundial, e não crê também em soluções de esquerda, já que as esquerdas perderam o rumo após a queda do comunismo e praticamente não têm o que dizer à juventude. O fascismo oferece o caminho da exclusão do "outro" (sendo o outro odiado como concorrente a um espaço na sociedade) e o "outro", contra o qual os jovens podem se unir, podem ser quaisquer grupos sociais estigmatizados, como os judeus, os negros, os homossexuais, os estrangeiros e as mulheres que usam minissaia. Concordo com vocês que as pessoas em massa tendem a reagir com uma irracionalidade e violência que não demonstrariam se agissem como indivíduos isolados, mas essa é uma visão geral e cada caso concreto tem de ser avaliado segundo o que o desencadeou. No caso, no meio de jovens que não têm perspectivas de empregos acessíveis em futuro próximo, talvez uma mulher bonita de minissaia tenha muito mais chance do que a média de obter um emprego no ramo de turismo. Concordo também que é preciso apurar melhor a história, mas acho que o fulcro é esse da fascistização de uma juventude para a qual a esquerda não tem nada a dizer. Abraços do Renato

19 de outubro de 2009

Jornal de Mussolini foi financiado pelo Serviço Secreto britânico

De acordo com artigo da jornalista inglesa Georgina Cooper, distribuído pela Reuters em http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSTRE59D4MW20091014?feedType=RSS&feedName=oddlyEnoughNews&rpc=69, revelou-se agora que o jornal que Mussolini dirigia durante a Primeira Guerra Mundial, Il Poppolo d'Italia, recebia 100 libras por semana do Serviço Secreto britânico, o que na época era muito dinheiro, para que o então futuro líder fascista italiano defendesse a participação da Itália, ao lado da Grã-Bretanha e da França, na guerra contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. Mussolini, entre outras coisas, comandava valentões que atacavam manifestantes pacifistas. A pergunta crucial é: será que vamos levar também 90 anos para saber quem financia quem na mídia de hoje?

13 de outubro de 2009

A história da Segunda Guerra Mundial está sendo reescrita para culpar Stalin e não Hitler

Não teve maior repercussão no Brasil a polêmica posição de historiadores da Europa Oriental, que começa a ser seguida por historiadores ocidentais, de que Stalin foi tão ou mais responsável quanto Hitler pela Segunda Guerra Mundial. A polêmica foi intensificada em setembro último, em que se completaram 70 anos da invasão contra a Polônia, de um lado, por tropas nazistas, e dos países bálticos, de outro lado, por tropas soviéticas. Artigo do pesquisador Seumas Milne, intitulado "Esta reescrita da história está espalhando veneno pela Europa" no jornal inglês The Guardian, de Londres, http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/sep/09/second-world-war-soviet-pact, defende a tese de que essa nova versão do conflito, além de falsa, só beneficia a extrema direita que renasce com vigor, por causa da crise econômica.

12 de outubro de 2009

Racismo contra ciganos na Hungria fomenta crescimento de partido neofascista

O jornal americano Los Angeles Times, latimes.com/news/nationworld/world/la-fg-hungary-right11-2009oct11,0,1698369.story, publica reportagem de Megan K. Stack que descreve um comício em Komarom, na Hungria, à beira do rio Danúbio, na fronteira com a Eslováquia, do Partido Jobbik, que com sua campanha contra os Roma (nome que os ciganos dão a si mesmos, sendo assim o seu nome politicamente correto) cresceu do nada até atingir 15 por cento dos votos húngaros para o Parlamento Europeu. Milicianos desse partido neofascista usavam óculos escuros inteiriços, coletes de couro e botas de combate, tendo ao pescoço faixas listradas de branco e vermelho, semelhantes às usadas pelos pró-nazistas da Hungria nos anos 1930 e 1940. Entoavam cânticos como "Tomem as armas nas mãos. Esta é a última luta e vamos vencer. Persistência. Posso ter botas grandes. Você pode me atirar pedras. Mas ainda é o meu país, aqui fica meu berço". Do milhão de ciganos húngaros dos anos 1930, 250 mil foram exterminados por nazistas húngaros e alemães, num Holocausto pouco divulgado. Os ciganos foram relativamente protegidos pelas autoridades húngaras durante o regime comunista.