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16 de outubro de 2011
Um programa para o movimento mundial
Na jornada global de protestos de 15 de outubro, com manifestações em mais de 900 cidades do mundo, o tom geral foi anticapitalista, mas com presença de anarquistas mais importante do que de socialistas e comunistas. Os manifestantes se autoproclamaram "indignados", isto é, não tinham um programa coordenado para defender. Na minha opinião, a essa altura dos acontecimentos, tendo fracassado em responder aos anseios das populações tanto o socialismo marxista-leninista, como a social-democracia e o capitalismo neoliberal, creio que a única saída viável é a eleição de um governo mundial por sufrágio universal de todos os adultos do planeta, com a tarefa de regular a economia, em especial os fluxos financeiros e de investimentos, e de resolver os conflitos entre países.
24 de outubro de 2009
Reflexões de aniversário
Estou completando hoje 68 anos de idade, e no ano que vem devo completar 50 anos de jornalismo profissional. Vi muitos sonhos de minha juventude serem derrubados com o Muro de Berlim vinte anos atrás, mas esses sonhos renascem com a perspectiva de lutarmos por um governo mundial, eleito por todos os adultos do planeta, mantida a autonomia dos governos nacionais, como se mantém na União Europeia, e para que esse governo tenha a função de regular os fluxos de investimentos e de mão-de-obra, estabelecendo um salário mínimo mundial, um salário máximo mundial, direitos trabalhistas em escala mundial, bem como a extensão das liberdades democráticas em escala mundial, e a intervenção em caso de conflitos armados. O que vocês acham? - Renato Pompeu
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