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18 de março de 2011

Zona de exclusão aérea

Se a zona de exclusão aérea para a Líbia foi decidida pela ONU por motivos humanitários, para evitar matanças em massa de civis, por que não foi aplicada contra os aviões israelenses em Gaza ou no Líbano?

8 de março de 2011

Intrigas na Líbia: Obama pede que sauditas ajudem rebeldes e filho de Gaddafi pede ajuda a Israel

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu à Arábia Saudita, o país árabe mais conservador e mais pró-ocidental, que envie armas aos rebeldes líbios, segundo diz o famoso jornalista Robert Fisk em reportagem no jornal inglês The Independent, em http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/americas-secret-plan-to-arm-libyas-rebels-2234227.html, em inglês. Enquanto isso, um filho de Gaddafi, Saif El-Islam, visitou a Palestina ocupada e pediu a autoridades israelenses ajuda em munição, vigilância noturna e monitoramento por satélite, de acordo com o que consta em http://jewssansfrontieres.blogspot.com/2011/03/al-akhbar-son-of-qaddafi-visits-israel.html, em inglês, em que se cita notícia do jornal libanês Al-Akhbar.

5 de março de 2011

Diplomata israelense renuncia e ataca o governo

O ex-embaixador de Israel na África do Sul, Ilan Baruch, que se tornou diplomata há três décadas depois de perder um olho em combate em defesa do seu país, renunciou à carreira diplomática anos antes de sua aposentadoria, alegando não poder mais representar o governo israelense. Ele diz, segundo a agência judaica YNetNews, em http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4036889,00.html, em inglês, que a atual política externa de Israel, especialmente em relação aos palestinos, vai transformar seu país num "Estado pária", sem legitimidade aos olhos da comunidade internacional. É raro, em qualquer lugar do mundo, que um diplomata renuncie a seu posto, mas Baruch fez uma coisa praticamente inédita: renunciou à própria carreira diplomática.

25 de maio de 2010

Dilema para Israel: Frota da Liberdade de Gaza se aproxima

A Frota da Liberdade de Gaza, oito navios de vários países, inclusive um de bandeira turca, se aproxima do litoral da Palestina, levando suprimentos para seus habitantes. Isso, segundo o jornalista Ron Forthofer, em http://www.palestinechronicle.com/view_article_details.php?id=15985, em inglês, cria um dilema para Israel. As autoridades israelenses haviam anunciado que não permitiriam o desembarque desses navios. Mas, como a Turquia faz parte da Otan, diz Forthofer, a Otan teria de intervir contra Israel se o navio turco for interceptado. O desenlace deverá ocorrer nos próximos dias.

17 de maio de 2010

EUA teriam fornecido a Israel urânio enriquecido "em grau de armamento"

Artigo do jornalista americano Grant Smith, em inglês em http://www.informationclearinghouse.info/article25457.htm, com data de 16 de maio, informa que um relatório secreto do governo americano de 1978, somente divulgado a 6 de maio, deixa claro que os presidentes dos Estados Unidos nunca desmentiram, nem confirmaram, que seu país enviou a Israel urânio enriquecido "em grau de armamento" a Israel.

11 de abril de 2010

Não há israelenses em Israel

Um fato pouco conhecido sobre Israel é que não existe uma nacionalidade israelense. O Estado de Israel, conta o jornalista Jonathan Cook, em inglês, em http://www.informationclearinghouse.info/article25153.htm, exatamente como a antiga União Soviética, distingue entre "cidadania" e "nacionalidade". Na antiga União Soviética, todos eram cidadãos soviéticos, mas de "nacionalidade russa", "nacionalidade ucraniana", "nacionalidade quirguiz" e até "nacionalidade judaica". Em Israel, todos são "cidadãos de Israel", mas de nacionalidade judaica, na maioria - cumpre notar que são considerados de "nacionalidade judaica" todos os judeus do mundo; nacionalidade árabe, como um quinto da população, os chamados "árabes israelenses". O Estado de Israel, na verdade, reconhece como "cidadãos de Israel" pessoas de cerca de 130 "nacionalidades" diferentes.
Agora, um grupo de "cidadãos de Israel" judeus e árabes entrou com ação na Suprema Corte do país exigindo o reconhecimento da "nacionalidade israelense". Seu objetivo é pôr fim às leis que privilegiam os judeus, que têm mais direitos, em especial no que se refere ao acesso a terras e a empregos.

8 de março de 2010

Manifestação da esquerda em Israel, ignorada pela mídia

A própria mídia israelense não deu destaque, mas o jornal Haaretz pelo menos noticiou, em inglês em http://www.haaretz.com/hasen/spages/1154448.html, a manifestação de 5 mil judeus israelenses que, em conjunto com palestinos, protestaram contra a presença judaica em Jerusalém Oriental. Especificamente a manifestação era contra o despejo de quatro famílias palestinas, cujas residências foram entregues a judeus considerados pelas autoridades como seus legítimos proprietários.

4 de março de 2010

Universidades promovem Semana do Apartheid Israelense

Dezenas de universidades em 40 cidades do mundo inteiro, incluindo Amsterdã, na Holanda; Glasgow, na Escócia, e Boston, Estados Unidos, estão promovendo a Semana do Apartheid Israelense, em que se critica a política de Israel em relação aos palestinos. Nas três cidades citadas, os principais palestrantes contra a atuação do governo israelense são judeus israelenses. No Canadá, o Parlamento provincial de Ontario aprovou uma resolução que condena a Semana do Apartheid Israelense, acusando seus promotores de antissemitas. As informações são da jornalista Danna Harman, do jornal israelense Haaretz, em inglês em http://www.haaretz.com/hasen/spages/1153017.html

4 de fevereiro de 2010

Ministro da Defesa de Israel reconhece duplo dilema de seu país

Segundo reportagem de Rory McCarthy no jornal The Guardian de Londres, em inglês, em http://www.guardian.co.uk/world/2010/feb/03/barak-apartheid-palestine-peace, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, o soldado mais condecorado do país, reconheceu que, ou Israel faz a paz com um Estado palestino, ou o Estado judeu vai enfrentar o seguinte dilema: ou deixa de ser um Estado judeu e reconhece os direitos civis da futura maioria palestina, ou deixa de ser um Estado democrático, com a minoria judaica impondo um apartheid à maioria palestina.