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6 de abril de 2012

Líbia: matança continua

Segundo informações da PBS, rede pública americana de TV, em http://www.pbs.org/wnet/need-to-know/security/a-hollow-victory-the-slow-unraveling-of-libya/13520/, em inglês somente num único episódio no extremo sul da Líbia, no último fim de semana, 147 foram mortas por uma das dezenas de gangues que infestam o país. A nota assinala que notícias como essa não são destacas pela mídia global, seguindo a linha da Otan e do governo americano, de que a intervenção na Líbia foi "um êxito". Além disso, a informação dá conta de que a recente revolta dos tuaregues no Norte do Mali, até agora vitoriosa, é um subproduto da queda de Muammar Gaddafi, que era apoiado pelos tuaregues no território da Líbia. Estes, com armas e bagagens, se reuniram a seus semelhantes no Mali.

4 de março de 2012

Líbia: ONU cobra novo governo e Otan por violências

Em relatório citado pelo jornal americano The New York Times, em http://www.nytimes.com/2012/03/03/world/africa/united-nations-report-faults-nato-over-civilian-deaths-in-libya.html?_r=2&scp=4&sq=neil%20macfarquhar&st=cse, o Conselho de Direitos Humanos da ONU critica a Otan, por não ter investigado devidamente os bombardeios que mataram 80 civis líbios. Também são criticadas as novas autoridades líbias, por estarem permitido a livre ação de milícias que estão matando e perseguindo adeptos do falecido líder Muammar Gaddafi.

1 de fevereiro de 2012

Síria: Otan e CIA estariam armando rebeldes

Segundo Daan de Wit, jornalista do DeepJournal, em artigo reproduzido em http://www.truth-out.org/nato-and-cia-covertly-arming-syrian-rebels-order-weaken-iran/1327685522, em inglês, a Organização do Tratado do Atlântico Norte-Otan e a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos-CIA, estariam armando, clandestinamente, setores da oposição da Síria, para que combatem o governo de Bashir Al-Assad. O objetivo central da aliança ocidental e da agência americana, porém, seria enfraquecer a posição estratégica do Irã no Oriente Médio. O regime sírio costuma apoiar o regime iraniano.

2 de dezembro de 2011

Brasil envolvido no barril de pólvora da Síria

Na revista da Al Jazira, em http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2011/11/2011112991711150824.html, em inglês, o jornalista brasileiro radicado na Ásia, Pepe Escobar, discute a crescente tensão entre a Otan, de um lado, e os Brics, de outro, principalmente a Rússia, a respeito de uma intervenção ocidental na Síria. Ele assinala que o Departamento de Estado dos Estados Unidos já anunciou que não vai mais cumprir o acordo de 1990, segundo o qual Otan e União Soviética (sucedida pela Rússia) tinham de informar um ao outro sobre mudanças no posicionamento de suas tropas em todo o mundo. Escobar destaca que, enquanto a Otan pretende transformar o Mediterrâneo num mar sob o seu comando, a Rússia quer manter o seu status de única grande potência naval no leste do Mediterrâneo, a partir de sua base em Tartus, na Síria. Além disso, os Brics, entre eles o Brasil, fizeram recentemente uma declaração conjunta segundo a qual uma intervenção na Síria só pode ser efetivada por determinações da ONU, onde a Rússia e China têm poder de veto. Finalmente, 20 por cento da indústria de armamentos da Rússia depende de encomendas da Síria, que podem ser suspensas se o país passar para a área de influência da Otan

24 de novembro de 2011

Navios de guerra russos na costa da Síria

Segundo o noticiário espanhol Tercera Información, em http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article31084, em castelhano, nav ios de guerra russos entraram em águas territoriais sírias, no leste do Mediterrâneo. O objetivo seria proteger a Síria de um ataque da Otan semelhante ao que ocorreu na Líbia.
Outro indício de apoio russo à Síria consta de boletim da agência de notícias oficial síria, a Sana, em http://www.sana.sy/print.html?sid=381325&newlang=spa, em castelhano: o presidente Assad recebeu a vista do patriarca de Moscou e de Todas as Rússias, Kirill, chefe da Igreja Ortodoxa Russa.

25 de agosto de 2011

Líbia: forças da Otan teriam coordenado a ofensiva rebelde

Em http://www.informationclearinghouse.info/article28925.htm, em inglês, o analista Brian Becker afirma:
"A Líbia é um pequeno país de pouco mais de 6 milhões de habitantes, mas tem as maiores reservas de petróleo de toda a África. O petróleo lá produzido é especialmente cobiçado por causa de sua qualidade particularmente alta.
"A Força Aérea dos Estados Unidos, juntamente com a Grã-Bretanha e a França, executou 7.459 missões de bombardeios desde 19 de março. A Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos enviaram forças terrestres de operações especiais e unidades de comando para dirigir as operações militares dos chamados combatentes rebeldes - é um exército comandado pela Otan no campo de batalha.
"As tropas podem ser de líbios descontentes, mas a operação está sob o controle e direção de comandantes da Otan e unidades de comando ocidentais que servem como 'assessores'. Os novos armamentos e bilhões em fundos dessas tropas vêm dos Estados Unidos e de outros poderes da Otan que congelaram a apreenderam os ativos da Líbia em bancos ocidentais. Os únicos sucessos militares dos chamados combatentes fora de Benghazi foram exclusivamente baseados nas operações aéreas e terrestres coordenadas pelas forças militares imperialistas da Otan.
(...)
"Nas últimas semanas, as operações militares da Otan usaram aviões não-tripulados coletores de vigilância, satélites, crescentes ataques aéreos e unidades clandestinas de comandos para decapitar a liderança militar e política da Líbia e suas capacidades de comando e de controle. As sanções econômicas globais significaram que o país foi subitamente privado de renda e acesso seguro a bens e serviços necessários para sustentar uma economia civil durante logo período."



23 de agosto de 2011

Líbia: aconselhado o envio de tropas ocidentais

Em artigo no jornal econômico inglês Financial Times, o mais importante do mundo no setor, o pesquisador Richard Haass, presidente do Conselho de Relações Internacionais, ong americana, em http://www.ft.com/cms/s/559804f8-cc7f-11e0-b923-00144feabdc0,Authorised=false.html?_i_location=http%3A%2F%2Fwww.ft.com%2Fcms%2Fs%2F0%2F559804f8-cc7f-11e0-b923-00144feabdc0.html&_i_referer=#axzz0pvwLsHYE, em inglês, nota que pode ser necessário o envio de tropas ocidentais à Líbia, para evitar que as divergências entre os rebeldes vitoriosos possam resultar em uma guerra civil semelhante à que ocorre no Iraque. Além disso, seria importante que Gaddafi e seus principais assessores sejam julgador por um tribunal internacional, para evitar que tribunais líbios exerçam "vingança" e não "justiça". Em suma, a ideia geral desse conselheiro da política externa americana é de que os líbios, sozinhos, não são capazes de resolver os problemas do país.
Recorde-se que, quando começou a intervenção ocidental na Líbia, este blog transmitiu uma análise segundo a qual Gaddafi seria afastado do poder, mas conservaria dezenas de milhares de combatentes capazes de se empenharem numa intensa guerra de guerrilhas, a partir do deserto, contra as novas autoridades.

3 de agosto de 2011

Líbia: Otan já atingiu mais de 1.600 alvos civis

Segundo o correspondente em Trípoli da revista americana Counterpunch, Frankie Lamb, em http://www.counterpunch.org/lamb08022011.html, em inglês, a Otan tem bombardeado alvos civis na Líbia. Diz o artigo:
"A razão para bombardear a TV governamental líbia, segundo a Otan, é que o líder líbio Gaddafi tem dado entrevistas e feito discursos em seguida a repetidos bombardeios da Otan que recentemente incluíram hospitais, depósitos para armazenamento de alimentação no mês sagrado do Radaman, a principal infraestrutura da distribuição de água da nação, residências particulares e mais de 1.600 outros alvos civis".
As resoluções da ONU apenas autorizaram bombardeios para evitar chacinas de civis opositores ao regime líbio.

13 de julho de 2011

O governo da França teria aceitado negociar com Gaddafi

Segundo o jornal canadense The Globe and Mail informa em inglês em http://www.theglobeandmail.com/news/world/africa-mideast/french-proposal-would-see-gadhafi-remain-in-libya/article2093989/, o governo francês teria proposto negociações com o líder Gaddafi sobre o futuro da Líbia e até já teria aceitado que ele permaneça em Tripoli após eventual acordo com os rebeldes, A nota lembra que, até agora, a França era a potência mais agressiva entre os paáses da Otan que estão intervindo na Líbia.

26 de junho de 2011

Anistia Internacional diz que não há provas de atrocidades na Líbia

De acordo com artigo do jornalista Patrick Cockburn, reproduzido na lista americana de notíxias Marxism, pelo colisteiro que se identifica como Suresh,  borhyaenid@yahoo.com, a "Anistia questiona alegação de que Gaddafi ordenou o estupro como arma de guerra" (título do artigo). Eis trechos:
"Organizações de direitos humanos lançaram dúvidas sobre alegações de estupros em massa e outros abusos cometidos por forças leais ao coronel Muammar Gaddafi, alegações que têm sido amplamente usadas para justificar a guerra da Otan na Líbia.
"Os líderes da Otan, grupos da oposição e a mídia têm produzido uma enxurrada de histórias desde o início da insurreição a 15 de fevereiro, alegando que o regime de Gaddafi ordenou estupros em massa, usou mercenários estrangeiros e empregou helicópteros.
"Uma investigação da Anistia Internacional não conseguiu achar provas dessas violações aos direitos humanos e em muitos casos as desacreditou ou lançou dúvidas sobre elas. Tamabém achou indicações de que em várias ocasiões os rebeldes em Benghazi pareceram ter feito conscientemente alegações falsas, ou ter apresentado provas forjadas.
"Donatella Rovera, assessora sênior de Resposta a Crises da Anistia, que esteve na Líbia durante três meses após o começo da revolta, diz que 'não achamos nenhuma prova e nenhuma vítima de estupro e nenhum médico que sabia de alguém que tivesse sofrido estupro".
"Ela destaca que isso não prova que o estupro em massa não ocorreu, mas não há provas para mosstrar que isso ocorreul. Liesel Gerntholtz, chefe de Direitos Humanaos na Human Rights Watch, que também investigou a acusação de estupro em massa, disse: "Não conseguimos achar provas'."

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4 de junho de 2011

Perguntas incômodas sobre a Líbia

Na edição em inglês do jornal russo Pravda, fundado por Lenin, jornal oficial do Partido Comunista da União Soviética e hoje uma publicação privada, em http://english.pravda.ru/opinion/columnists/02-06-2011/118101-support_libya-0/, são feitas, entre outras, as seguintes perguntas sobre a Líbia:
"Segundo qual resolução da ONU a Otan tem o direito de matar civis? Por que a Otan matou o fillho do coronel Gaddafi, se seu mandato era impor uma zona de exclusão aérea para proteger civis? Por que a Otan matou três netos do coronel Gaddafi? Por que não houve responsabilização pelo assassínio de crianças inocentes? Por que ninguém está chamando Cameron, Sarkozy ou Obama de frio assassino de crianças? Por que a Otan está tentando matar o coronel Gaddafi? Por que os líderes dessa carnificina mudaram de tom, começando por declarar que 'Não se trata de remover Gaddafi' (Cameron) para agora declará-lo alvo legítimo? Por que a Otan está atacando esstruturas civis, como fez no Iraque, com equipamento militar?"

23 de fevereiro de 2011

Fidel defende Gaddafi

Em novo artigo, em castelhano em http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2011/02/22/, o líder cubano Fidel Castro defende as conquistas anti-imperialistas de Muammar Gaddafi, embora diga que Gaddafi deve assumir as suas responsabilidades, e afirma que a Otan está programando uma intervenção na Líbia.

31 de maio de 2010

Última mensagem da frota de civis atacada por Israel

Em http://www.smh.com.au/world/paul-mcgeough-with-the--flotilla-in-gaza-20100529-wm9z.html, o jornalista australiano Paul McGeough transmite em inglês as últimas mensagens da Frota da Liberdade, grupo de navios formado por voluntários de vários países que pretendiam levar suprimentos para Gaza, pouco antes de forças de Israel terem atacado a frota. A Turquia pediu reunião de emergência do Conselho de Segurança. Um dos navios da Frota da Liberdade era de bandeira turca, e a Turquia é país-membro da Otan.

25 de maio de 2010

Dilema para Israel: Frota da Liberdade de Gaza se aproxima

A Frota da Liberdade de Gaza, oito navios de vários países, inclusive um de bandeira turca, se aproxima do litoral da Palestina, levando suprimentos para seus habitantes. Isso, segundo o jornalista Ron Forthofer, em http://www.palestinechronicle.com/view_article_details.php?id=15985, em inglês, cria um dilema para Israel. As autoridades israelenses haviam anunciado que não permitiriam o desembarque desses navios. Mas, como a Turquia faz parte da Otan, diz Forthofer, a Otan teria de intervir contra Israel se o navio turco for interceptado. O desenlace deverá ocorrer nos próximos dias.

3 de novembro de 2009

TALIBÃ RECUSA OFERTA DOS EUA

Em http://www.informationclearinghouse.info/article23861.htm, o jornalista Aamir Latif, de Islamabad, no Paquistão, informa que o Talibã, se sentindo reforçado pelos últimos acontecimentos, rejeitou uma oferta de acordo por parte de representantes dos EUA, segundo o qual o Talibã ficaria com o governo de seis províncias do Afeganistão, em troca de aceitar a presença de tropas da Otan em oito bases no país. As indicações são de que o Ocidente já aceita a legitimidade do Talibã e quer se concentrar, no Afeganistão, no combate à Al Qaida. Inimigos, inimigos, negócios à parte: o importante é controlar o petróleo da Ásia Central, impedindo que Rússia e China, e mesmo a Índia, tenham acesso a ele, e para isso é mais fundamental controlar o Paquistão.