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22 de agosto de 2013
Israel se esforça para o Ocidente manter a ajuda bilionária aos militares egípcios
Segundo o jornalista Alan Kane, da revista MondoWeiss, em http://mondoweiss.net/2013/08/israel-and-aipac-keep-up-efforts-to-save-aid-for-egyptian-military.html, o governo de Israel e instituições judaicas americanas se estão esforçando para evitar que os Estados Unidos e a União Europeia reduzam ou mesmo suspendam as ajudas bilionárias que prestam ao governo e ao Exército egípcios. Kane cita um artigo do jornal americano The New York Times segundo o qual Israel tem "intensificado" esses esforços.
29 de maio de 2013
Habermas e a Europa
Resenha encomendada pela revista Carta Capital:
Abstrações generosas:
Habermas e a Europa
-
Em “Sobre a Constituição da Europa”, livro lançado simultaneamente em dezenas de países, no Brasil pela Editora Unesp, o filósofo alemão Jürgen Habermas, o atual representante da teoria crítica lançada por Thomas Adorno e Max Horkheimer, se distingue mais uma vez de seus antecessores ao fazer mais proposições positivas do que constatações negativas. Ele discute em geral a crise política que se desatou nas grandes democracias dos países avançados, particularmente diante da incapacidade dos governantes e das instituições de tomarem medidas eficazes para combater a crise econômica que cada vez mais se tem alastrado nos últimos anos. Se isso gerou uma descrença nos políticos e um desinteresse até pela democracia, e na Europa uma revolta contra a unificação continental tal como está concretizada pela União Europeia e por suas decisões draconianas em relação aos países atualmente mais afetados pela crise econômica, Habermas, de um lado, procura resgatar a dignidade humana como fonte dos direitos individuais, e de outro lado procura refletir a respeito da necessária unificação dos povos, não só em escala europeia, mas em escala mundial. Ele quer substituir a comunidade “internacional”, tipo “Estados Unidos da Europa”, pela comunidade “cosmopolita” não só de Estados como também de “cidadãos do mundo”. A pergunta que se pode fazer é: como convencer um casal de trabalhadores gregos que se apresenta às autoridades para entregar seus filhos pequenos que não tem mais condições de sustentar, de que a solução de seus problemas passa pela “juridificação democrática do poder político”, ainda mais proposta por um alemão? – RENATO POMPEU
16 de setembro de 2012
32 por cento dos americanos são pobres
Segundo o pesquisador Wolf Richter em http://www.informationclearinghouse.info/article32431.htm, em inglês, a proporção de pobres entre os adultos americanos passou de 25 por cento em 2008 para 32 por cento atualmente. O artigo lembra que os Estados Unidos são o país clássico da classe média e que, na atual campanha eleitoral, nenhum dos candidatos a presidente dedica algum espaço aos pobres - tanto Obama quanto Romney se dirigem preferencialmente à combalida classe média americana. Richter nota também que, na Europa, onde a tendência à pobreza está mais "adiantada", as multinacionais de produtos para o grande público estão importando técnicas de marketing de suas filiais nos países atrasados, onde se dirigem só a uma pequena parte da população, já que a maioria está marginalizada da economia.
12 de abril de 2012
Soros: crise europeia tende a piorar
Contrariando o tom otimista das recentes declarações de autoridades econômicas europeias e também das recentes avaliações feitas pela grande mídia global, o megainvestidor húngaro George Soros, em artigo no mais importante jornal econômico do mundo, o Financial Times da Inglaterra, defende a tese de que a crise da Europa está entrando "numa fase mais letal", em http://www.ft.com/intl/cms/s/f7ac05c8-82fa-11e1-ab78-00144feab49a,Authorised=false.html?_i_location=http%3A%2F%2Fwww.ft.com%2Fcms%2Fs%2F0%2Ff7ac05c8-82fa-11e1-ab78-00144feab49a.html&_i_referer=http%3A%2F%2Fmail.uol.com.br%2Fmain%2Fmessage%3Fuid%3DOTcxMzg%26folder%3DINBOX%26externalAcc%3D%26link_security%3D0%26msg_flagged%3Dfalse%26show_msg_header%3D1#axzz1rqMo1Id0, em inglês.
24 de março de 2012
As fraquezas da esquerda diante da crise
Sem que tenham atingido até agora qualquer resultado contra a chamada política de austeridade, que restringe os direitos e as rendas dos trabalhadores e que beneficia os setores das grandes finanças responsáveis pela crise atual, se sucedem há mais de um ano, periodicamente, as greves gerais em países europeus. A greve geral com data marcada para terminar parece se ter transformado em um simples ritual, com o único objetivo de dar às massas populares a impressão de que se está fazendo alguma coisa para reagir à ofensiva contra os seus direitos. Cansados de não ouvirem propostas mais concretas vindas das esquerdas, as massas populares, em seu desespero em relação às precárias situações pelas quais estão passando, podem muito aderir às teses do populismo de direita e mesmo de fascismo.
26 de janeiro de 2012
Megainvestidor Soros teme o caos nos EUA e Europa
Segundo entrevista publicada em http://www.thedailybeast.com/newsweek/2012/01/22/george-soros-on-the-coming-u-s-class-war.html, em inglês, o mais famoso megainvestidor do mundo, George Soros, teme que o caos se espalhe pelas ruas dos Estados Unidos e da Europa, por causa da crise econômica. Resume o entrevistador: "A Europa se está confrontando com uma queda no caos e no conflito. Nos Estados Unidos ele prevê desordens nas ruas que vão levar a uma reação brutal que vai restringir dramaticamente as liberdades civis. O sistema econômico global poderia até mesmo entrar em colapso total". De acordo com Soros, nem ao mesmo o ouro é um investimento seguro. Ele fala da "bolha do ouro".
16 de novembro de 2011
Direita pode crescer na Europa e provocar crise
Segundo análise do pesquisador americano George Friedman, da agência privada de estudos estratégicos Stratfor, em http://www.stratfor.com/weekly/20111114-europes-crisis-beyond-finance?utm_source=freelist-f&utm_medium=email&utm_campaign=20111115&utm_term=gweekly&utm_content=readmore&elq=0367a36f443f4b629f6b9d5e2a84aef1, em inglês, a crise financeira na União Europeia pode fazer aumentar as tensões nacionalistas para cada país se afastar do bloco. Isso porque o descontentamento das populações vai com toda certeza fazer crescer os partidos de direita, que é nacionalista, já que o centro é considerado responsável pela crise e a quase totalidade das esquerdas, inclusive as marxistas, é a favor de uma Europa politicamente unificada.
4 de novembro de 2011
Heróis gregos contra a "austeridade"
Dois heróis nacionais gregos, o famoso compositor Mikis Theodorakis e Manolis Glezos, combatente da Resistência que em 1941 arrancou a bandeira nazista do alto da Acrópole em Atenas, lançaram carta aberta criticando a política atual da União Europeia e do governo de seu país, distribuída na lista argentina de notícias Reconquista Popular, em castelhano, pelo colisteiro Néstor Gorojovsky < nmgoro@gmail.com >. A carta assim se encerra:
18 de setembro de 2011
Direitistas europeus convocados para reprimir palestinos
Segundo o grupo israelense Gush Shalom, Bloco da Paz, em http://zope.gush-shalom.org/home/en/channels/press_releases/1316089602/, em inglês, a Liga de Defesa Judaica, entidade francesa, está enviando extremistas de direita europeus não-judeus, que tenham treinamento militar, para Israel, para ajudarem na repressão contra os palestinos agora que estes pediram o reconhecimento de seu Estado pela ONU,
14 de outubro de 2010
Ciganos estão sendo perseguidos também na Itália
Enquanto a mídia internacional dá mais atenção à expulsão de ciganos da França, reportagem de Anthony Faiola no jornal americano The Washington Post, em http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/10/11/AR2010101105815.html, em inglês, denuncia que os ciganos estão sendo perseguidos também na Itália. Em Milão, as autoridades estão arrasando com bulldozers centenas de acampamentos improvisados de ciganos e preparam a desocupação dos dois maiores acampamentos legalizados dessa população. O vice-prefeito Riccardo De Corato afirma: "Eles são pessoas de pele escura, não europeus como eu e você. Nosso objetivo final é não ter nenhum acampamento cigano em Milão". Isso faz parte de uma ofensiva geral contra os imigrantes em toda a União Europeia. Ao invés de culparem os mecanismos da economia capitalista pelo desemprego, grandes massas da população acham que são os imigrantes que estão tomando os seus empregos.
10 de outubro de 2010
A China oferece ajuda à Grécia e à Europa
Teve pouco destaque na mídia internacional a notícia divulgada pela agência inglesa Reuters, em inglês, em http://www.reuters.com/article/idUSTRE69112L20101002, segundo a qual, em visita a Atenas, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou no sábado 9 de setembro que seu país vai comprar parte da dívida da Grécia. Ele declarou, oficialmente: "A China vai fazer um grande esforço para ajudar os países da Eurozona e da Grécia a superarem a crise". E mais: "Com suas reservas em divisas estrangeiras, a China já comprou e está mantendo títulos gregos e vai manter uma atitude positiva em participar e comprar títulos que a Grécia vai lançar".
19 de setembro de 2010
Desemprego em massa ameaça "coesão social" na Europa
Em artigo no jornal inglês The Independent, em http://www.independent.co.uk/news/business/news/wasteland-europe-stalked-by-spectre-of-mass-unemployment-2080499.html, em inglês, o jornalista Alistair Dawber afirma:
"Numa conferência do FMI em Oslo (Noruega) na segunda-feira, o presidente de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que está enfrentando 20 por cento de desemprego em seu país, disse que o alto desemprego pode desencadear uma 'crise de confiançai na Europa, acrescentando que períodos continuados de grave desemprego deveriam preocúpar o mercado tanto quando os altos déficits do setor público.
"O comissário europeu para Emprego e Assuntos Sociais, Laszlo Andor, acrescentou que 2010 tinha sido até agora um 'annus horribilis' para o desemprego, advertindo que, "se não agirmos, 2011 pode ainda se revelar o annus horribilis para a coesão social'."
"Numa conferência do FMI em Oslo (Noruega) na segunda-feira, o presidente de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que está enfrentando 20 por cento de desemprego em seu país, disse que o alto desemprego pode desencadear uma 'crise de confiançai na Europa, acrescentando que períodos continuados de grave desemprego deveriam preocúpar o mercado tanto quando os altos déficits do setor público.
"O comissário europeu para Emprego e Assuntos Sociais, Laszlo Andor, acrescentou que 2010 tinha sido até agora um 'annus horribilis' para o desemprego, advertindo que, "se não agirmos, 2011 pode ainda se revelar o annus horribilis para a coesão social'."
16 de julho de 2010
Presidente da Comissão Européia ameaça sindicatos acenando para a instauração de ditaduras militares na Espanha, Grécia e Portugal
A União Europeia advertiu formalmente os sindicatos de que a resistência a "pacotes de austeridade" pode levar a golpes militares no Sul do Continente. Não se sabe por que a mídia internacional não deu destaque a essa importantíssima notícia divulgada na América Latina aparentemente apenas em nota de Heinz Dieterich na revista impressa argentina Patria Grande e reproduzida no grupo de notícias, também argentino, Reconquista Popular, pelo correspondente José María Cavalleri .
Eis a abertura da nota de Dieterich: "José Durão Barroso, ex-primeiro-ministro de Portugal e atual presidente da Comissão Europeia, advertiu os sindicatos e movimentos populares de que, se não aceitarem os pacotes neoliberais de austeridade, poderiam ser instaladas ditaduras militares na Espanha, Grécia e Portugal. Barroso, o mais alto funcionário do Executivo europeu, 'nos traumatizou com uma visão apocalíptica do colapso de democracias na Europa, devido a sua situação de endividamento', recorda John Monks, secretário-geral da Confederação de Sindicatos da Europa (Etuc). A mensagem 'foi incisiva: se não forem implantados os pacotes de medidas de austeridade, nesses países poderia desaparecer a democracia como a conhecemos atualmente. Não há outra alternativa'".
Eis a abertura da nota de Dieterich: "José Durão Barroso, ex-primeiro-ministro de Portugal e atual presidente da Comissão Europeia, advertiu os sindicatos e movimentos populares de que, se não aceitarem os pacotes neoliberais de austeridade, poderiam ser instaladas ditaduras militares na Espanha, Grécia e Portugal. Barroso, o mais alto funcionário do Executivo europeu, 'nos traumatizou com uma visão apocalíptica do colapso de democracias na Europa, devido a sua situação de endividamento', recorda John Monks, secretário-geral da Confederação de Sindicatos da Europa (Etuc). A mensagem 'foi incisiva: se não forem implantados os pacotes de medidas de austeridade, nesses países poderia desaparecer a democracia como a conhecemos atualmente. Não há outra alternativa'".
12 de maio de 2010
Mídia não dá destaque a protesto na Irlanda
O informativo do Partido Socialista dos Trabalhadores da Irlanda, em inglês em http://www.swp.ie/index.php?page=883&dept=News&title=Spririt%20of%20Greece%20comes%20to%20Dublin%20as%202,000%20march%20to%20the%20Dail, dá conta de que, na noite de 11 de maio, dois mil manifestantes protestaram diante do Parlamento em Dublin, contra as medidas de austeridade previstas pelo governo, que implicam cortes de salários e pensões e aumento de impostos. A própria mídia européia não deu destaque ao protesto, atacado a golpes de cassetete por policiais que também terão seus salários diminuídos. Na manifestação, se entoaram e se liam nas faixas os slogans dos protestos na Grécia, como: "Povos da Europa, revoltem-se!"
2 de fevereiro de 2010
A Europa islâmica, melhor do que a Europa cristã?
A seguinte resenha foi recentemente encomendada pela revista Carta Capital:E se os árabes tivessem vencido?
O mundo teria sido um lugar melhor se, no século 8.o, os árabes tivessem conquistado toda a Europa, e não apenas a Península Ibérica. Isso porque o islamismo tinha dado origem a um modo de vida muito mais progressista do que o europeu herdeiro das ruínas do Império Romano e das invasões dos chamados bárbaros. Mais: a parte da Europa que não foi arabizada se tornou, em relação à islamizada, uma região atrasada economicamente, balcanizada política e militarmente, fratricida, que usou como virtudes para a Reconquista males como a manutenção do feudalismo de uma aristocracia rural hereditária, a intolerância religiosa, o particularismo cultural e étnico, e a guerra permanente. É a tese do historiador americano David Levering Lewis, conhecido por seus trabalhos sobre o antissemitismo na França na passagem do século 19 para o século 20, sobre a resistência da África ao colonialismo europeu, sobre o intelectual e militante negro americano W.E.B. Du Bois, no livro “O Islã e a formação da Europa, de 570 a 1215”, lançado no Brasil pela Amarilys, em tradução de Ana Ban. O título do livro em inglês é “O cadinho de Deus”, sendo o título brasileiro, no original, apenas um subtítulo. A obra merece leitura atenta, nestes tempos em que o Islã como um todo é imediatamente associado ao terrorismo de grupos de indivíduos isolados e em que os intelectuais ocidentais mais avançados têm procurado ver os vários Orientes com um olhar mais isento do que o tradicional olhar de superioridade colonialista. Nisso estão descobrindo que, na maior parte da história, os diferentes Orientes foram um lugar melhor para viver do que a isolada Europa. – RENATO POMPEU
1 de fevereiro de 2010
Turquia se afasta da Europa e se aproxima da Rússia
A Turquia sempre foi sólida aliada de Israel, sempre quis se integrar à Europa Ocidental e sempre foi um bastião contra a Rússia, fosse o Império Tzarista, fosse a União Soviética ou a atual Rússia capitalista. Há algumas semanas chamamos a atenção no blog para que a Turquia passou a criticar abertamente Israel e a iniciar negociações com a Síria. Agora, em http://dissidentvoice.org/2010/01/russia-turkey-and-the-great-game-changing-teams/, o pesquisador Eric Walberg nota como Turquia e Rússia vêm em sucessivas reuniões aparando as suas arestas, inclusive no que se refere às populações turcas de países como o Uzbequistão, Turquimenistão, Quirguiztão, hoje independentes, e o Tatarstão, ainda integrante da Federação Russa. No balanço estratégico mundial, esta é uma das grandes novidades do novo século.
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