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23 de novembro de 2013
McDonald's teria aconselhado empregados a venderem presentes de Natal
Segundo nota do repórter Adam Peck na revista americana Think Progress, http://thinkprogress.org/economy/2013/11/19/2970651/mcdonalds-advice-underpaid-employees-sell-christmas-presents-cash/, em inglês, o site da McDonald's para seus funcionários, McResources Line, aconselhou os empregados do grupo, notoriamente mal pagos, a venderem os presentes que ganharem no Natal para fazerem algum dinheirinho.
27 de setembro de 2012
Egito: líder sindical critica o novo governo
Em entrevista em vídeo e texto em http://vimeo.com/49696832, com o vídeo em árabe e o texto em inglês, o secretário-geral da Federação Egípcia de Sindicatos Independentes e presidente do Sindicato da Autarquia dos Impostos Imobiliários, Kamal Abu-Eita, relata como os trabalhadores foram pioneiros na Revolução e adverte o governo atual: "Os objetivos da Revolução são os critérios que governam nosso relacionamento com vocês (os governantes). Se vocês os mantiverem, nós saudamos vocês. Se vocês os violarem, derrubaremos vocês do mesmo modo que derrubamos os seus antecessores". Abu-Eita demonstra preocupação com a disposição do governo em manter as restrições do regime anterior aos direitos de organização e de mobilização dos trabalhadores, particularmente no que se refere a melhores salários e melhores condições de trabalho. E assinala que o novo governo não deu nenhum passo rumo a uma maior justiça social no Egito.
6 de setembro de 2012
Foxconn tem 1,2 milhão de operários
Em http://talkingunion.wordpress.com/2012/09/01/chinese-students-and-workers-confront-global-capitalism-at-foxconn/, há uma detalhada descrição, em inglês, de como trabalham na China os 1,2 milhão de jovens operários da taiwanesa Foxconn, que cumprem jornada de pelo menos 60 horas semanais, recebem salário mínimo, não têm nenhum direito trabalhista e fabricam metade dos componentes de aparelhos eletrônicos de todo o mundo. O texto também relata as lutas pela melhoria dos salários e das condições de trabalho.
10 de junho de 2012
EUA: trabalhadores contra trabalhadores
Segundo nota do jornalista Nicholas Confessore no jornal The New York Times, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, que comanda uma ofensiva contra os direitos sindicais dos trabalhadores do setor público, recebeu 500 mil dólares de contribuições de um grupo de sindicatos de trabalhadores da construção civil. Estes parecem achar que, em meio à crise econômica e à consequente redução da arrecadação fiscal do governo, é melhor reduzir os gastos com professores e trabalhadores da saúde, por exemplo, para que possa haver maiores financiamentos de novas obras públicas e assim mais empregos no combalido setor da construção civil.
14 de maio de 2012
Venezuela: nova lei trabalhista
Segundo http://axisoflogic.com/artman/publish/Article_64508.shtml, em inglês, a Assembleia Legislativa da Venezuela aprovou a 30 de abril nova Lei Trabalhista que garante salário mínimo mensal de 700 dólares, apontado como o maior da América Latina; semana de 40 horas; descanso semanal remunerado de dois dias; proibição da terceirização em empresas estatais; aposentadoria e pensões por conta do empregador; licença-maternidade remunerada de seis semanas pré-parto e vinte semanas pós-parto, licença-paternidade remunerada de seis semanas, estabilidade de emprego para o casal durante dois anos após o parto.
18 de março de 2012
A herança do anarquismo
Mais um trabalho de História, sobre o anarquismo:
Renato Ribeiro Pompeu
R.A. 1052390
HISTÓRIA SOCIAL DO
ANARQUISMO NO BRASIL
Centro Universitário Claretiano
Curso de História – 2.o ano
Curso de Extensão
Polo de São Paulo
2011
Passado menos de um século do auge do anarquismo operário no Brasil, o que resta de memória dessa vasta movimentação, que em 1917 e 1919 chegou a duas das três únicas greves gerais na cidade de São Paulo (sendo a terceira a do Abono de Natal, hoje conhecido como 13.o salário, em 1962), está nos arquivos e em algumas iniciativas no mundo acadêmico. Para falar a verdade, o próprio 13.o salário é tido pelas atuais gerações de trabalhadores como algo dado e óbvio, sem a lembrança de que foram necessárias lutas até sangrentas durante décadas para concretizá-lo como direito de todos os assalariados.
E os hoje esquecidos anarquistas contribuíram para a conquista de um marco muito mais importante, para os trabalhadores atuais, do que uma questão de salários: foram os anarquistas que forjaram no Brasil recém-saído da escravidão a noção de que o trabalho confere dignidade aos seres humanos. Os anarquistas organizaram o orgulho de pertencer à classe operária, fomentaram uma cultura operária brasileira, por meio de livros, jornais, revistas, saraus, sessões musicais, peças de teatro – tudo escrito e desempenhado pelos próprios trabalhadores. Particularmente, mulheres anarquistas foram as primeiras, no Brasil, a defenderem a independência de cada mulher, não só no que se refere ao trabalho e ao direito de escolher quando terá filhos, mas também no que se relaciona à própria liberdade sexual.
Ironicamente, os direitos que os anarquistas defendiam, a uma vida e um salário dignos, à limpeza pública, ao sanitarismo, à educação e à saúde, à liberdade de expressão, hoje desfrutados por uma grande parcela (longe de serem todos) dos trabalhadores brasileiros, são na atualidade, na prática, garantidos pelo Estado, tão abominado pelos anarquistas. Mesmo porque o poder do Estado burguês no País hoje é largamente exercido por sindicalistas e outros operários que, no entanto, não guardam memória de fato, nem histórica nem afetiva, de que seus benefícios são oriundos das lutas, dos sofrimentos e dos sonhos de trabalhadores hoje obscuros que lutaram durante décadas por uma sociedade sem classes, sem exploradores e sem explorados, sem oprimidos e sem opressores, autogovernada por todos os seus membros, sem um Estado que paire coercitivamente sobre essa sociedade.
Todos esses direitos, no entanto, estão hoje sob ameaça por mais uma incontrolável crise estrutural do capitalismo mundial. Mais e mais trabalhadores, em todo o planeta, estão perdendo o emprego, ou tiveram seus salários e benefícios sociais drasticamente reduzidos, em empregos a cada dia mais precários e insalubres. Por isso, e por muitos outros motivos, é importante cultivar a história social e fazer nascer a memória do que pensaram, do que fizeram e do que pensaram trabalhadores e trabalhadoras hoje de lembrança tão obscurecida. Pois sua noção de que a exploração não devia ser só amenizada, mas extinta – como era o objetivo dos antigos anarquistas –, está começando a entrar de novo na ordem do dia dos trabalhadores, embora os sentimentos de revolta estejam sendo mais aproveitados por populistas de direita do que por esquerdistas, cuja ala mais radical é a dos anarquistas.
4 de janeiro de 2012
EUA: ofensiva contra sindicatos de trabalhadores do setor privado
Segundo nota do repórter Steven Greenhouse, no jornal americano The New York Times, reproduzida na lista também americana Marxism, por Louis Proyect < lnp3@panix.com >, está ocorrendo uma ofensiva dos governadores republicanos para impor a chamada "lei do direito ao trabalho" em seus Estados, como os de Indiana, Maine, Michigan, Missouri. Essa lei determina que os sindicatos de trabalhadores do setor privado não podem cobrar anuidades dos trabalhadores não sindicalizados. Isso se segue a uma ofensiva republicana contra os sindicatos de trabalhadores do setor público no ano passado.
24 de dezembro de 2011
Hobsbawm diz que movimento trabalhista é coisa do passado
Aos 94 anos, o historiador britânico nascido no Egito, Eric Hobsbawm, um dos mais famosos gurus da esquerda mundial em geral e do marxismo mundial em particular, disse, em entrevista para a BBC, em http://www.bbc.co.uk/news/magazine-16217726, em inglês, depois de afirmar que 2011 foi semelhante, em movimentos radicais, ao bem conhecido ano de 1848:
"A esquerda tradicional era ligada a um tipo de sociedade que não mais existe ou que está deixando de funcionar. Ela acreditava muito amplamente no movimento trabalhista de massa como o portador do futuro. Bem, fomos desindustrializados, de modo que isso não é mais possível".
"As mobilizações mais eficazes hoje são as que começam a partir de uma nova classe média modernizada, e particularmente do corpo de estudantes enormemente aumentado".
"São mais eficazes nos países em que, demograficamente, jovens, tanto do sexo masculino como do feminino, são uma parte muito maior da população do que são na Europa."
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"A esquerda tradicional era ligada a um tipo de sociedade que não mais existe ou que está deixando de funcionar. Ela acreditava muito amplamente no movimento trabalhista de massa como o portador do futuro. Bem, fomos desindustrializados, de modo que isso não é mais possível".
"As mobilizações mais eficazes hoje são as que começam a partir de uma nova classe média modernizada, e particularmente do corpo de estudantes enormemente aumentado".
"São mais eficazes nos países em que, demograficamente, jovens, tanto do sexo masculino como do feminino, são uma parte muito maior da população do que são na Europa."
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15 de dezembro de 2011
Crise mundial chega à China
Segundo o semanário alemão Der Spiegel, o que tanto se temia aconteceu: a atual crise estrutural do capitalismo chegou à China, com queda da demanda, aumento da dívida pública e uma bolha imobiliária. A versão em inglês está em http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,802308,00.html#ref=rss; O mais grave é que têm ocorrido sucessivos choques entre as forças policiais e trabalhadores que se manifestam contra salários atrasados ou reduzidos e contra a falência de suas empresas.
21 de novembro de 2011
Irã: trabalhadores protestam diante do Parlamento
Três mil trabalhadores se reuniram a 20 de novembro, domingo, diante do Parlamento iraniano em Teerã, para protestar contra os projetos de lei de "flexibilização" das leis trabalhistas, com aumento do poder do Estado e dos patrões em relação aos empregados. A notícia está em http://iranlaborreport.com/?p=1698, em inglês, e diz também que mais de 80 por cento da mão-de-obra no país estão em empregos temporários, sem maiores garantias.
8 de novembro de 2011
Israel: greve geral
De acordo com nota publicada em http://www.presstv.ir/detail/208816.html, em inglês, a central sindical israelense Histradut declarou greve geral por tempo indeterminado, depois de não ter chegado a um acordo com o governo sobre salários, contratos e condições de trabalho.
1 de novembro de 2011
Nestlé estaria ignorando direitos de seus trabalhadores na Indonésia e no Paquistão
Em http://www.iuf.org/cgi-bin/campaigns/show_campaign.cgi?c=602, em inglês, a União Internacional de Trabalhadores na Alimentação está lançando um abaixo-assinado para protestar contra as ações da Nestlé em suas fábricas em Panjang, na Indonésia, e em Kabirwala, no Paquistão. A empresa estaria promovendo demissões em massa, em particular de trabalhadores sindicalizados e de dirigentes sindicais, e também boicotando negociações com sindicalistas.
20 de agosto de 2011
Egito: Conselho Militar preocupado com greves de trabalhadores
O prestigioso jornal egípcio Al-Ahram, em http://english.ahram.org.eg/News/19130.aspx, em inglês, informa que relatório elaborado pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Sami Enan, chama a atenção para a necessidade de que o Conselho Militar que governa o país reveja sua atitude perante os bloqueios de estradas e interrupção de atividades em empresas privadas e em instituições governamentais, no mesmo dia em que ferroviários iniciaram greve em quatro governadorias (equivalentes a províncias). é o segundo homem do Conselho Militar, liderado pelo marechal-de-campo Hussein Tantawi
9 de agosto de 2011
Cineasta Michael Moore convoca para manifestação em Washington em outubro
Diversas organizações americanas programaram para 6 de outubro próximo, décimo aniversário da invasão do Afeganistão e data do início da vigência do orçamento "austero" do governo federal dos Estados Unidos para 2012, uma manifestação em Washington em protesto contra a política de desviar para os trabalhadores o ônus da crise econômica. O cineasta Michael Moore inclui uma convocação a essa manifestação num seu artigo em http://www.readersupportednews.org/opinion2/277-75/6919-the-day-the-middle-class-died, em inglês, intitulado "O dia em que a classe média morreu". Segundo Moore, esse dia foi 5 de agosto de 1981, há exatos trinta anos, quando o presidente Reagan declarou ilegal o sindicato dos controladores de voo, que estavam em greve há dois dias. O cineasta assinalou que a partir de então começou a ofensiva neoliberal contra os direitos trabalhistas para pôr fim à jornada de 40 horas semanas, às férias remuneradas, ao sistema público de saúde e de aposentadorias.
29 de julho de 2011
Venezuela: manifestantes exigem controle das empresas pelos trabalhadores
Em http://venezuelanalysis.com/news/6379, o informativo VenezuelaAnalysis, em inglês, nota que na terça-feira, 26 de julho, 2 mil manifestantes entregaram à Assembleia Nacional, em Caracas, uma petição com mais de 45 mil assinaturas, para que os deputados aprovem logo a Lei dos Conselhos de Trabalhadores Socialistas e deem andamento ao projeto que cria uma nova Lei Orgânica do Trabalho. Segundo a Constituição venezuelana, pessoas comuns podem apresentar projetos de lei, mas é a Assembleia Nacional que decide.
18 de abril de 2011
Protestos na Bolívia contra o governo de Evo Morales
Segundo notícia da BBC, em http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-13099827, em inglês, professores e trabalhadores da saúde na Bolívia se mobilizaram durante vários dias por um aumento salarial de 15 por cento, bloqueando estradas em diferentes pontos do país, em protesto contra o governo do presidente Evo Morales. Em algumas cidades, a Polícia lançou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que reagiram com pedras atiradas à mão e por estilingues.
7 de abril de 2011
Portos da Califórnia param em solidariedade aos funcionários do Wisconsin
Os portuários de Oakland e São Francisco, no Estado americano da Califórnia, paralisaram o trabalho durante 24 horas na segunda-feira, 4 de abril, em solidariedade aos funcionários públicos estaduais do Wisonsin, recentemente proibidos pelo Legislativo, a pedido do governador, de se sindicalizarem. A notícia, que não mereceu maior repercussão na mídia americana, está em http://www.indybay.org/newsitems/2011/04/06/18676515.php, em inglês.
13 de março de 2011
Wisconsin: protestos superam os do Vietnã
A Polícia do Wisconsin avaliou entre 85 mil e 100 mil o número de pessoas na manifestação de sábado 12 de abril diante do Legislativo estadual em Madison, a capital desse Estado americano, em protesto contra a aprovação, pelos parlamentares, da extinção do direito dos funcionários públicos à sindicalização. O número é maior do que o de qualquer manifestação contra a guerra do Vietnã na cidade, até agora o auge das mobilizações de massa no pós-Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos.
12 de março de 2011
Michael Moore fala em "guerra de classes"
Em entrevista à jornalista Amy Goodman, no programa de TV americano "Democracy now", o cineasta Michael Moore, a propósito da aprovação, pelos Legislativos dos Estados do Wisconsin e do Michigan, da retirada de direitos trabalhistas dos funcionários públicos estaduais, afirmou: "[Isto] é uma guerra de classe contra o povo. Acho que o mundo inteiro foi inspirado pelo que aconteceu na Tunísia e no Egito e em todo o Oriente Médio. E enquanto os seus problemas são diferentes dos nossos, o espírito é o mesmo. E precisamos de um movimento pró-democracia no país, urgentemente, agora. "
10 de março de 2011
Wisconsin: protestos se intensificam
Milhares de pessoas invadiram em sinal de protesto o Legislativo do Estado americano de Wisconsin, em Madison, a capital, depois que os legisladores aprovaram a extinção dos direitos de sindicalização dos funcionários públicos. Isso pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=svsgvqyr0rQ. Twitters chegaram a afirmar que a multidão entoava "Greve geral! Greve geral!". Nos Estados Unidos, jamais houve uma greve geral, sequer apenas numa cidade.
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