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5 de maio de 2012

Argentina: Krugman critica mídia

Em artigo no jornal americano The New York Times,em http://krugman.blogs.nytimes.com/2012/05/03/down-argentina-way/, o badalado economista Paul Krugman, que desta vez não foi divulgado internacionalmente com a costumeira presteza, afirma: "A cobertura da Argentina pela imprensa é outro desses exemplos de como a sabedoria convencional pode aparentemente tornar impossível estabelecer corretamente os fatos. Continuamos a receber matérias sobre a recuperação da Irlanda quando não há, de fato, nenhuma recuperação - mas deveria haver, dane-se, porque eles fizeram a coisa 'certa', então é isso que vamos noticiar.
"E, inversamente, artigos sobre a Argentina são quase sempre de tom muito negativo, eles são irresponsáveis, estão renacionalizando algumas indústrias, sua fala é populista, logo eles devem estar indo muito mal". Krugman em seguida menciona dados segundo os quais a economia argentina está indo bem, pois desde 2006 cresce mais do que o Brasil, tão incensado pela mídia internacional.

6 de janeiro de 2012

Líbia: violência estaria continuando, mas não estaria sendo noticiada

Segundo a edição em inglês do jornal russo Pravda, em http://english.pravda.ru/opinion/columnists/04-01-2012/120153-libya_latest-0/, apenas nesta primeira semana do ano morreram dezenas de pessoas apontadas como "terroristas" em tiroteios e fuzilamentos na Líbia, em Trípoli, Sirta e outras cidades. O artigo, de Timothy Bancroft-Hitchen, diz que a imprensa ocidental não está noticiando essas violências.

17 de julho de 2011

Correspondente Fisk conta por que saiu do jornal The Times de Murdoch

Agora que o magnata da mídia mundial, Rupert Murdoch, está sob os holofotes da opinião pública, o famaoso correspondente internacional Robert Fisk resolveu contar, no jornal inglês The Independent, por que saiu do The Times de Murdoch 23 anos atrás, em http://www.independent.co.uk/news/media/press/robert-fisk-why-i-had-to-leave-the-times-2311569.html, em inglês. Escreve Fisk:
"O fim veio para mim quando fui de avião para Dubai em 1988 depois que o submarino americano Vincennes tina alvejado e derrubado um avião de passageiros iraniano acima do Golfo. Em 24 horas, falei com os controladores de voo britânicos em Dubai, descobri que navios dos Estados Unidos estavam ameaçando aviões da British Airways como coisa de rotina, e que a tripulaçãa do Vincennes parecia ter entrado em pânico A editoria de Internacional me disse que o relato ia sair na primeira página. Adverti os editores de que os 'vazamentos' americanos, segundo os quais o piloto da IranAir estava fazendo um voo suicida para destruir o Vincennes, eram puro lixo. Eles concordaram.
"No dia seguinte, meu relato apareceu com todas as críticas aos americanos deletadas, com todas as minhas fontes ignoradas. O The Times até mesmo divulgou um editorial sugerindo que o piloto era realmente um suicida. Um informe oficial americano subsequente e relatos por oficiais navais americanos depois provaram que meu despacho estava correto. Exceto que os leitores do Times não puderam ler isso. Foi quando fiz meu primeiro contato com o The Independent. Não acreditava mais no The Times, certamente não em Rubert Murdoch".
Fisk acrescentou que não acredita que Murdoch tenha interferido pessoalmente no caso. Afinal, os esbirros sempre são mais realistas do que o rei.

30 de junho de 2011

A essência do jornalismo ocidental

Tudo que a grande mídia faz está sintetizado em http://www.o-dub.com/images/looter.jpg.

Quem não entender, me mande uma mensagem para rrpompeu@uol.com.br. É que eu não quis tirar a surpresa de quem sabe inglês.

22 de setembro de 2010

Repórter da CNN acusa a rede de ter ocultado um crime de guerra no Iraque

Na revista americana The Raw Story, em http://www.rawstory.com/rs/2010/09/excnn-reporter-network-censored-footage-iraq-war-crime/, em inglês, o jornalista Daniel Tencer informa:
"Um ex-correspondente da CNN no Iraque, que sofre de distúrbio pós-traumático, diz que seus empregadores não exibiram sua filmagem do que ele descreve como um crime de guerra cometido por tropas americanas, informa uma fonte australiana. Michael Ware, que cobriu o Iraque para a CNN de 2006 até o ano passado, descreve o incidente como 'um pequeno crime de guerra, se é que isso existe'. Em 2007, Ware estava com um grupo de soldados dos Estados Unidos numa remota aldeia do Iraque que estava sob o controle de militantes da Al Qaeda. Ware diz que havia um adolescente na rua com uma arma para proteção. 'Ele se aproximou da casa em que estávamos e os soldados, que estavam vigiando, um deles baleou o rapaz na nuca. Infelizmente, a bala não o matou", disse Ware, à Australian Broadcasting Corporation, conforme consta do jornal Brisbane Times http://www.brisbanetimes.com.au/queensland/my-report-was-too-hot-to-broadcast-brisbane-war-correspondent-20100918-15gwf.html?from=brisbanetimes_sb".
O repórter acrescentou que a CNN justificou a não exibição da filmagem por esta ser "por demais impressionante".

5 de outubro de 2009

Duas mortes não noticiadas em Honduras

Segundo o site americano http://www.socialistunity.com/?p=4727, na sexta-feira, 2 de outubro, dois outros membros da Resistência em Honduras foram assassinados, sem que a mídia ocidental tenha noticiado as mortes. Mario Fidel Contreras, professor de 50 anos, morreu em Tegucigalpa depois de ter sido baleado na cabeça. O regime nega responsabilidade, alegando que Contreras foi morto por um criminoso comum não identificado. Mais tarde, o corpo de Antonio Leiva, líder da Resistência no Oeste de Honduras, foi descoberto no distrito de Santa Bárbara. Segundo algumas fontes, Leiva, que tinha "desaparecido" dias antes, foi brutalmente torturado.