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1 de janeiro de 2014
Irã e EUA colaboram na luta contra Al Qaeda
Segundo relato da agência israelense Debka, citado em http://louisproyect.org/2013/12/31/the-anti-imperialist-backhanded-support-to-the-war-against-al-qaeda/, em inglês, forças do Irã e dos Estados Unidos estão agindo em conjunto contra as ameaças da Al Qaeda em território iraquiano. É mais um paradoxo da política internacional.
15 de setembro de 2013
OMS censura estudos sobre efeitos do urânio empobrecido no Iraque
Segundo consta em http://www.informationclearinghouse.info/article36220.htm, em inglês, a direção da Organização Mundial de Saúde vetou, em 2004 e 2012, a publicação de dois estudos sobre o prejuízo à saúde dos sobreviventes causado pelas bombas de urânio empobrecido lançadas pelos Estados Unidos no Iraque. Em particular, se notam malformações em recém-nascidos.
29 de agosto de 2013
CIA ajudou Saddam durante ataque químico contra iranianos
Se agora há um ultraje geral por causa do uso de armas químicas na Síria, a ponto de se planejar um ataque contra as forças de Assad, a verdade é que, uma geração atrás, a CIA continuou ajudando Saddam Hussein, apesar de ele ter usado gases, e até gás sarin, contra tropas iranianas, na guerra Irã-Iraque. Pelo menos, é o que dizem os jornalistas SHANE HARRIS e MATTHEW M. AID, em reportagem exclusiva, em http://www.informationclearinghouse.info/article35973.htm, em inglês.
25 de agosto de 2013
Iraque espera guerra generalizada no Oriente Médio
Segundo reportagem de Daniel Hannan publicada no jornal canadense Vancouver Sun, em http://www.vancouversun.com/Region+spiralling+control/8829082/story.html, em inglês, o primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al-Malik, declarou: "Se a oposição for vitoriosa na Síria, haverá guerra civil no Líbano, divisões na Jordânia e uma guerra sectária no Iraque".
3 de setembro de 2012
Arcebispo Tutu quer processo contra Bush e Blair
Segundo reportagem de Toby Helm no jornal inglês The Guardian, em http://www.guardian.co.uk/politics/2012/sep/02/tony-blair-iraq-war-desmond-tutu, em inglês, o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz e herói da luta contra o apartheid, exigiu que o ex-presidente americano George W. Bush e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair sejam julgados, por crimes de guerra, pelo Tribunal Internacional de Haia, por terem ordenado a invasão do Iraque sob o falso pretexto de que aquele país detinha armamentos de destruição em massa.
16 de junho de 2012
Tentam prender Blair por crimes de guerra
Segundo o jornal inglês The Guardian, em http://www.guardian.co.uk/politics/2012/jun/14/tony-blair-avoids-citizens-arrest, em inglês, um cidadão britânico, Tom Grundy, usando do poder de polícia que as leis de Hong Kong dão a qualquer cidadão, deu voz de prisão ao ex-primeiro-ministro Tony Blair, que fazia uma palestra na cidade chinesa, na quinta-feira, dia 14 de junho. A acusação: violações das Convenções de Genebra e de Haia e dos chamados regulamentos de Nurembergue, por crimes de guerra durante a invasão e a ocupação do Iraque. A prisão de Blair, entretanto, não se consumou, porque a Polícia, chamada por Grundy, não compareceu ao auditório e assim não levou Blair para a cadeia, como manda a lei da "detenção cidadã". O fato foi registrado por dezenas de fotógrafos, mas a notícia não teve maior repercussão na grande mídia.
13 de fevereiro de 2012
Síria: a estranha aliança entre o Ocidente e a Al-Qaida
Enquanto o Ocidente faz pressão para a derrubada do regime sírio, e até ameaça intervir militarmente na Síria, o jornal israelense Haaretz revela, em http://www.haaretz.com/news/middle-east/al-qaida-calls-on-muslim-world-to-support-assad-opposition-forces-1.412458, em inglês, que, num vídeo de oito minutos, transmitido desde sábado 11 de fevereiro à noite pela Internet, o dirigente da Al-Qaida, Aiman Al-Zauari, convoca os islamitas do Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia a se unirem aos combatentes contra o presidente sírio Al-Assad, a quem acusa de liderar "um regime canceroso".
6 de dezembro de 2011
Iraque confirma apoio a governo sírio
Segundo o jornal canadense Vancouver Sun, em http://www.vancouversun.com/life/Iraq+predicts+region+wide+strife+Assad+forced/5811708/story.html, em inglês, o primeiro-ministro do Iraque, Al-Maliki, aliado dos Estados Unidos, reiterou o apoio de seu governo ao presidente sírio Al-Assad, objeto de sanções pelos EUA. Diz Al-Maliki que, se Al-Assad for afastado ou morto, o conflito entre sunitas e xiitas se espalhará por todo o Oriente Médio. As declarações do primeiro-ministro iraquiano foram interpretadas pelo jornal como dando a entender que o Iraque se unirá ao Irã, inimigo dos Estados Unidos, no caso de combates entre países xiitas e sunitas.
27 de novembro de 2011
Bush e Blair condenados por crimes de guerra
Segundo notícia da agência Press TV, reproduzida em http://www.informationclearinghouse.info/article29815.htm, em inglês, um Tribunal de Crimes de Guerra, reunido em Cuala Lumpur, capital da Malaísia, condenou o ex-presidente americano George Bush e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair por genocídios e crimes contra a humanidade durante a invasão e ocupação do Iraque, a partir de 2003. O processo foi encaminhado ao Tribunal Criminal Internacional. A notícia não esclarece se se trata de um tribunal regular ou um tribunal ad-hoc e sem jurisdição reconhecida, composto de personalidades eminentes na defesa dos direitos humanos, como o Tribunal Russell sobre o Vietnã.
6 de novembro de 2011
Líbia ajuda repressão a baathistas no Iraque
Segundo informações da publicação France Irak Actualité, em http://www.france-irak-actualite.com/article-mustapha-abdeljalil-va-denoncer-un-complot-baasiste-a-bagdad-87510269.html, em francês, nos últimos dias foram detidos no Iraque cerca de seiscentos antigos integrantes do Partido Baath, o partido de Saddam Hussein, suspeitos de estarem participando de um complô para derrubar o governo. A nota ainda acrescenta que Mustafá Abdeljalil, dirigente do Conselho Nacional de Transição da Líbia, é que levou uma lista de conspiradores, encontrada no serviço secreto líbio, em sua recente viagem a Bagdá.
10 de outubro de 2011
O Iraque, mesmo ocupado pelos EUA, estaria apoiando a Síria de Assad
Segundo Joby Warrick, correspondente do jornal americano The Washington Post, em http://www.washingtonpost.com/world/national-security/iraq-siding-with-iran-sends-lifeline-to-assad/2011/10/06/gIQAFEAIWL_story.html, em inglês, o governo do Iraque, apesar da presença de tropas americanas que controlam seu território, estaria dando apoio político e financeiro ao presidente sírio Assad, contra o qual os EUA tentam impor sanções. Nas manifestações contra Assad na Síria, já foram mortas mais de duas mil pessoas. O governo do Iraque estaria coordenando seus esforços na Síria com o governo do Irã, inimigo dos Estados Unidos.
16 de julho de 2011
EUA não pretenderiam se retirar do Afeganistão e do Iraque
Em artigo na revista da TV Al Jazira, em http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/07/2011711121720939655.html, em inglês, o jornalista brasileiro Pepe Escobar, radicado na Ásia e considerado um dos mais importantes correspondentes internacionais em todo o mundo, defende a tese de que evidentemente os Estados Unidos não gastaram 10 bilhões de dólares em dez anos na guerra do Afeganistão apenas para caçar de 50 a 75 agentes da Al Qaeda que operam no país, segundo estimativas da própria CIA. Haveria, segundo ele, poderosos interesses das empreiteiras americanas e dos grandes conglomerados financeiros em jogo no Afeganistão. Escobar acrescenta que, mesmo que seja cumprido o "plano de retirada" apresentado pelo presidente Barack Obama, permanecerá em território afegão o mesmo número de soldados americanos que havia antes da recente escalada da guerra no Afeganistão e Paquistão.
Já em artigo do professor Lawrence Davidson, enviado à lista canadense Socialist Register pelo colisteiro Sid Shniad, shniad@gmail.com, se lembra que, segundo acordo em 2008 entre os governos do Iraque e dos Estados Unidos, as tropas americanas deveriam abandonar o território iraquiano em fins do atual ano de 2001, mas que o Departamento da Defesa já anunciou, em maio, que suas tropas continuarão no Iraque.
O professor assinala: "Os EUA podem despejar armamentos no valor de bilhões de dólares no Iraque e no resto do Oriente Médio, pondo esses aarmamentos na mão de grupos selecionados que se aliarão com Washington, mas o Irã, que opera numa escala muito menor, não pode fazer isso sem ser chamado de esteio do terrorismo e dos extremismo."
Já em artigo do professor Lawrence Davidson, enviado à lista canadense Socialist Register pelo colisteiro Sid Shniad, shniad@gmail.com, se lembra que, segundo acordo em 2008 entre os governos do Iraque e dos Estados Unidos, as tropas americanas deveriam abandonar o território iraquiano em fins do atual ano de 2001, mas que o Departamento da Defesa já anunciou, em maio, que suas tropas continuarão no Iraque.
O professor assinala: "Os EUA podem despejar armamentos no valor de bilhões de dólares no Iraque e no resto do Oriente Médio, pondo esses aarmamentos na mão de grupos selecionados que se aliarão com Washington, mas o Irã, que opera numa escala muito menor, não pode fazer isso sem ser chamado de esteio do terrorismo e dos extremismo."
12 de junho de 2011
Faz cem anos que os ocidentais bombardeiam os árabes.
Em 1911, um avião italiano lançou bombas sobre a Líbia, então pertencente ao Império Otomano e que logo se tornou uma colônia da Itália. Era o início de um século de permanente bombardeio de forças ocidentais contra países árabes, segundo se conta em http://www.brushtail.com.au/july_10_on/100_years_of_bombing_arabs.html, em inglês, em artigo do pesquisador australiano Nick Possum. Em 1912 foi a vez de aviões franceses bombardearem o Marrocos, seguidos em 1913 pelos espanhóis, que lançaram nos anos seguintes até bombas de gás venenoso contra os marroquinos. Em 1915 a Grã-Bretanha começou a bombardear o noroeste da Índia (hoje Paquistão) e, em 1919, o Afeganistão; em seguida, o Iraque. Em 1925 aviões franceses bombardearam dezenas de aldeias sírias e mercenários americanos a serviço da Espanha bombardearam de novo o Marrocos. Tudo isso veio continuando até hoje
20 de abril de 2011
Manifestação no Iraque contra os EUA
Nota da agência americana UPI informa que pelo menos 700 pessoas participaram segunda-feira passada de manifestação em Mossul, uma das principais cidades do Iraque, contra a presença no país de tropas dos Estados Unidos. Esse protesto não teve maior repercussão na grande mídia internacional, mas foi reproduzido na lista americana de notícias Marxism, por Matthew Russo, russo.matthew9@gmail.com
13 de dezembro de 2010
Ator George Clooney condena intervenção dos EUA no Oriente Médio
Sempre se dá destaque a declarações de atores famosos de Hollywood, mas passou batido o discurso com que o ator George Clooney apresentou no Festival de Berlim seu filme "Syriana", sobre as relações entre políticos e empresas petrolíferas no Oriente Médio. Ele declarou, segundo nota enviada à lista argentina Reconquista Popular por Ezequiel Beer, ezequielbeer@hotmail.com:
"Estou farto de ser tratado como traidor da pátria só porque eu disse coisas sobre a guerra do Iraque que mais tarde se confirmaram. É preciso entender os motivos para a conduta dos terroristas. Não basta dizer que 'estão contra o Ocidente'. Nas guerras do Oriente Médio a única coisa que interessa a quem intervém militarmente é o petróleo. Isso é que mantém nosso nível de vida. A derrubada de um ditador, como Saddam Hussein, foi um pretexto, porque, se não fosse um pretexto, teríamos de intervir também em outros países."
"Estou farto de ser tratado como traidor da pátria só porque eu disse coisas sobre a guerra do Iraque que mais tarde se confirmaram. É preciso entender os motivos para a conduta dos terroristas. Não basta dizer que 'estão contra o Ocidente'. Nas guerras do Oriente Médio a única coisa que interessa a quem intervém militarmente é o petróleo. Isso é que mantém nosso nível de vida. A derrubada de um ditador, como Saddam Hussein, foi um pretexto, porque, se não fosse um pretexto, teríamos de intervir também em outros países."
22 de setembro de 2010
Repórter da CNN acusa a rede de ter ocultado um crime de guerra no Iraque
Na revista americana The Raw Story, em http://www.rawstory.com/rs/2010/09/excnn-reporter-network-censored-footage-iraq-war-crime/, em inglês, o jornalista Daniel Tencer informa:
"Um ex-correspondente da CNN no Iraque, que sofre de distúrbio pós-traumático, diz que seus empregadores não exibiram sua filmagem do que ele descreve como um crime de guerra cometido por tropas americanas, informa uma fonte australiana. Michael Ware, que cobriu o Iraque para a CNN de 2006 até o ano passado, descreve o incidente como 'um pequeno crime de guerra, se é que isso existe'. Em 2007, Ware estava com um grupo de soldados dos Estados Unidos numa remota aldeia do Iraque que estava sob o controle de militantes da Al Qaeda. Ware diz que havia um adolescente na rua com uma arma para proteção. 'Ele se aproximou da casa em que estávamos e os soldados, que estavam vigiando, um deles baleou o rapaz na nuca. Infelizmente, a bala não o matou", disse Ware, à Australian Broadcasting Corporation, conforme consta do jornal Brisbane Times http://www.brisbanetimes.com.au/queensland/my-report-was-too-hot-to-broadcast-brisbane-war-correspondent-20100918-15gwf.html?from=brisbanetimes_sb".
O repórter acrescentou que a CNN justificou a não exibição da filmagem por esta ser "por demais impressionante".
"Um ex-correspondente da CNN no Iraque, que sofre de distúrbio pós-traumático, diz que seus empregadores não exibiram sua filmagem do que ele descreve como um crime de guerra cometido por tropas americanas, informa uma fonte australiana. Michael Ware, que cobriu o Iraque para a CNN de 2006 até o ano passado, descreve o incidente como 'um pequeno crime de guerra, se é que isso existe'. Em 2007, Ware estava com um grupo de soldados dos Estados Unidos numa remota aldeia do Iraque que estava sob o controle de militantes da Al Qaeda. Ware diz que havia um adolescente na rua com uma arma para proteção. 'Ele se aproximou da casa em que estávamos e os soldados, que estavam vigiando, um deles baleou o rapaz na nuca. Infelizmente, a bala não o matou", disse Ware, à Australian Broadcasting Corporation, conforme consta do jornal Brisbane Times http://www.brisbanetimes.com.au/queensland/my-report-was-too-hot-to-broadcast-brisbane-war-correspondent-20100918-15gwf.html?from=brisbanetimes_sb".
O repórter acrescentou que a CNN justificou a não exibição da filmagem por esta ser "por demais impressionante".
7 de setembro de 2010
Vídeo mostra fuzileiros americanos matando iraquiano já ferido e indefeso
Em http://www.informationclearinghouse.info/article5365.htm se pode ver um vídeo em que um civil iraquiano ferido, deitado no chão e totalmente indefeso, é assassinado por um fuzileiro americano, enquanto outros fuzileiros dos Estados Unidos se regozijam ruidosamente.
26 de maio de 2010
Bush julgava estar combatendo Gog e Magog no Iraque
Segundo o jornalista James A. Haught, em artigo em inglês em http://www.secularhumanism.org/index.php?section=library&page=haught_29_5, o ex-presidente francês Jacques Chirac revelou que, logo antes da invasão do Iraque, o ex-presidente George W. Bush lhe disse pelo telefone: “Gog e Magog estão atuando no Oriente Médio... As profecias bíblicas estão sendo cumpridas. Este confronto é desejado por Deus, que quer usar este conflito para destruir os inimigos de Seu povo antes que uma Nova era comece".
1 de janeiro de 2010
AS CINCO (OU MAIS) GUERRAS QUE OS EUA ESTÃO TRAVANDO EM PAÍSES MUÇULMANOS
Em artigo na revista americana Salon, em http://www.salon.com/news/opinion/glenn_greenwald/2009/12/29/terrorism/index.html, o jornalista Glenn Greenwald, comentando artigo do jornal The New York Times, segundo o qual, aos frontes do Iraque e do Afeganistão, a "guerra contra o terror" acrescentou um "terceiro fronte", no Iêmen, explica que na verdade os Estados Unidos estão em guerra também no Paquistão e na Somália. De modo que, só em países islâmicos, os EUA estão empenhados em cinco guerras atualmente. Isso, diz Greenwald, além do conflito contra o Irã, que pode se agravar com as sanções mais pesadas a Teerã exigidas pelo Partido Democrata ao governo do presidente Barack Obama, e dos conflitos do "Estado-cliente dos EUA" (Israel) contra os palestinos, que podem se estender contra seus vizinhos árabes. Acrescenta o artigo que, mesmo assim, poderosos interesses americanos acusam o governo de Obama de sofrer de "uma alergia ao conceito de guerra" e que o frustrado atentado de um nigeriano a um avião que ia descer em Detroit só contribuiu para intensificar o ardor bélico dos dois grandes partidos e da mídia dos EUA. Comenta Greenwald que "é quase mais fácil contar os países islâmicos que não estamos atacando ou ameaçando do que contar os que estamos". Mas, mais importante é o fato de que o atentado do nigeriano não ocorreu por uma "maldade" inerente aos "terroristas": por mais que a mídia americana e internacional não dê o devido destaque, a Al Qaeda do Iêmen, em seus comunicados, tem proclamado abertamente que o atentado foi organizado como "retaliação" aos sucessivos ataques aéreos americanos contra regiões iemenitas, que mataram grande número de civis inocentes. Isto é, não fossem esses ataques dos EUA no Iêmen, o atentado do nigeriano não teria ocorrido.
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