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23 de dezembro de 2012

Mali: Conselho de Segurança da ONU aprova intervenção

Em http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=9416, se pode ler e ouvir a notícia, negligenciada pela grande mídia global, de que o Conselho de Segurança da ONU aprovou um projeto de resolução apresentado pela França, Estados Unidos e União Africana, que autoriza a intervenção no Mali de soldados de outras nações africanas. O objetivo é liquidar a virtual independência, não reconhecida internacionalmente, de parte do norte do país, que recentemente passou a ser dominada por tuaregues, muitos deles vindos da Líbia, de onde saíram depois da queda e morte de Gaddafi.

9 de fevereiro de 2012

Síria: omissões da mídia sobre o veto russo-chinês

Em artigo no jornal inglês The Guardian, em inglês, em http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/feb/07/syria-intervention-escalate-killing, o jornalista Seumas Milne afirma que a intervenção militar na Síria faria escalar o morticínio, ao contrário de interrompê-lo como diz em geral a grande mídia ocidental. Mas, principalmente, Milne defende a tese de que a resolução aprovada pela maioria dos membros do Conselho de Segurança da ONU, e vetada pela Rússia e pela China, exigia a retirada das Forças Armadas sírias das ruas, mas não exigia isso das forças rebeldes armadas, como o Exército Sírio Livre, apontado pela Liga Árabe como igualmente autor de matanças.

19 de fevereiro de 2011

Obama chega ao ponto de não-retorno na política externa

Embora o seu próprio governo tenha pressionado Israel para deter a instalação de colônias judaicas na Cisjordânia, o presidente americano Barack Obama colocou uma pá de cal na última esperança internacional dos seus eleitores - lembram-se do "Sim, nós podemos" e da "Mudança, mudança" da campanha eleitoral? - ao mandar os Estados Unidos vetarem no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que considerava ilegais esses assentamentos. Ainda mais, seus eleitores ficaram órfãos - não há mais nenhum político que represente os anseios que elegeram Obama.

11 de dezembro de 2010

Conferência de Cancún: o presidente da Bolívia dá motivos para não assinar a declaração final

A mídia noticiou que a Bolívia foi o único país a não ter assinado a Declaração Final da Conferência sobre a Mudança Climática em Cancún, no México. Mas não deu o devido destaque às afirmações do presidente boliviano, Evo Morales, feitas à TeleSur e transcritas por um site argentino em http://www.cadenamarianomoreno.com.ar/?p=1706, em castelhano: "Agora está em debate não só a luta de classes, mas a luta da raça humana com a natureza, a vivência em harmonia com a Mãe Terra. Quais são os direitos da Mãe Terra? Direitos a regenerar sua biodiversidade, direitos da Mãe Terra a viver sem contaminação, direito ao equilíbrio". O presidente voltou a propor a criação de um Tribunal Climático Internacional.

22 de novembro de 2010

ONU retira proteção a homossexuais

Não foi muito divulgada a resolução recém-aprovada pela Assembleia Geral da ONU, por iniciativa do bloco africano e com o apoio de Cuba, de excluir o homossexualismo da lista de "crimes" sujeitos à pena capital. Até agora, a ONU apelava para a isenção de pena de morte para pessoas discriminadas, incluindo explicitamente os homossexuais e bissexuais, além dos discriminados por etnia, religião e idioma. A nova resolução diz para isentar de pena de morte todas as pessoas discriminadas, mas não cita explicitamente os homossexuais. Um total de 76 países considera "crime" o homossexualismo, em alguns deles punível com a pena capital. A informação consta em inglês em http://news.pinkpaper.com/NewsStory/4319/18/11/2010/countries-vote-to-accept-execution-of-gays.aspx

5 de agosto de 2010

Uribe seria a raposa no galinheiro da investigação sobre a Frota da Liberdade de Gaza

Em http://mondoweiss.net/2010/08/uribe-appointment-undermines-u-n-flotilla-investigation.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2FWDBc+%28Mondoweiss%29, em inglês, os jornalistas Carmen Andrea Rivera e Nico Udu-Gama questionam a validade da indicação do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe para vice-presidente da comissão internacional da ONU, de quatro integrantes, que está investigando o ataque de Israel à Frota da Liberdade de Gaza, com a morte de nove pessoas. Afinal, diz o artigo, Uribe frequentemente entrou em choque com o Judiciário de seu próprio país e reconheceu que suas Forças Armadas violaram a Convenção de Genebra, ao usar o emblema da Cruz Vermelha Internacional numa operação de resgate de reféns mantidos por guerrilheiros. O governo de Uribe também tem sido documentadamente acusado de chacinar civis.