24 de setembro de 2010

A história se repete, desta vez se espera como farsa e não como tragédia

Tendo em minha vida passado pelas campanhas da mídia contra Getúlio, Juscelino, Jango e agora contra Lula e Dilma, com a mídia sempre procurando mobilizar setores militares, como agora, em que o Clube Militar realizou um debate sobre liberdade de imprensa, estou consciente de que na sociedade brasileira há décadas se enfrentam dois grandes grupos, um que representa os poderes tradicionais das camadas altas e seus aliados de classe média, outro que representa novos atores políticos das camadas médias e baixas e seus aliados. Pela esquerda sempre surgem posições vanguardistas de crítica a esse segundo grupo que representa as camadas populares, com as vanguardas atacando o que julga serem concessões que esses novos atores políticos fazem aos poderes dominantes. Sabe-se como terminaram em tragédia as ofensivas contra Getúlio (suicídio), Juscelino (eleição do Jânio) e Jango (golpe de 64). O que temos de esperar é que, agora, como disse Hegel e Marx glosou, a história não se repita como tragédia, sim como farsa. De todo modo o confronto maior vai continuar, e as vanguardas de esquerda vão continuar criticando por fora esse confronto.

Um comentário:

mau disse...

Renatão
sou professor de Geografia numa escola que atende, em parte, a comunidade de Heliópolis. A professora de História faz parte do MNN, pequeno grupo trotskista. Eles fazem , enquanto "vanguarda" isso que você relatou: crítica ao PT, que consideram de direita.
O MNN na 3ª feira, dia de mais uma pane no mêtro, com pessoas se aglomerando ainda na Xavier de Toledo para entrar na estação Anhangabaú, batia tambor e com um megafone gritava por um 2º turno.
abraços