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26 de junho de 2012

Bolívia: golpe em andamento?

Segundo o informativo argentino Cadeia Mariano Moreno, em http://www.cadenamarianomoreno.com.ar/?p=41992, em castelhano, na segunda-feira dia 25 de junho milhares de policiais amotinados impediram em La Paz uma manifestação antigolpe convocada pelo presidente Evo Morales. Os policiais estão em greve por aumento de salário.

22 de junho de 2011

Presidente eleito do Peru propõe reunificação com a Bolívia

Segundo nota da agência argentina Télam, reproduzida na lista de notícias também argentina Reconquista Popular pelo colisteiro Néstor Gorojovsky  nmgoro@gmail.com, o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, afirmou em La Paz, em almoço ofereido pelo presidente boliviano Evo Morales: “Sonho com a reunificação do Peru e Bolívia, sonho com que em algum momento essa linha fronteiriça desapareça e voltemos a ser uma mesma nação, um só país".
No tempo das colônias da Espanha, a Bolívia formava o Alto Peru e suas populações indígenas são semelhantes às peruanas.

3 de maio de 2011

Mineiros da Bolívia se opõem à nacionalização das minas

Segundo nota do jornal econômico americano The Wall Street Journal, em inglês, em http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703703304576297780463939672.html?mod=googlenews_wsj, entidades de mineiros da Bolívia, incluídas entidades de esquerda contrárias ao governo, manifestaram oposição aos planos do presidente Evo Morales de nacionalizar as mineradoras. Haveria planos do governo de montar novas entidades dos mineiros.

18 de abril de 2011

Protestos na Bolívia contra o governo de Evo Morales

Segundo notícia da BBC, em http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-13099827, em inglês, professores e trabalhadores da saúde na Bolívia se mobilizaram durante vários dias por um aumento salarial de 15 por cento, bloqueando estradas em diferentes pontos do país, em protesto contra o governo do presidente Evo Morales. Em algumas cidades, a Polícia lançou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que reagiram com pedras atiradas à mão e por estilingues.

5 de janeiro de 2011

Bandeira venezuelana queimada em protesto na Bolívia, depredado monumento a Che Guevara

Em http://www.cadenamarianomoreno.com.ar/?p=3436, em castelhano, o presidente boliviano Evo Morales pede desculpas ao povo venezuelano, por ter sido queimada uma bandeira da Venezuela por manifestantes que protestavam contra o recente aumento, depois cancelado, dos preços dos combustíveis na Bolívia. Também manifestantes tentaram destruir o monumento ao líder guerrilheiro Ernesto Che Guevara.

11 de dezembro de 2010

Conferência de Cancún: o presidente da Bolívia dá motivos para não assinar a declaração final

A mídia noticiou que a Bolívia foi o único país a não ter assinado a Declaração Final da Conferência sobre a Mudança Climática em Cancún, no México. Mas não deu o devido destaque às afirmações do presidente boliviano, Evo Morales, feitas à TeleSur e transcritas por um site argentino em http://www.cadenamarianomoreno.com.ar/?p=1706, em castelhano: "Agora está em debate não só a luta de classes, mas a luta da raça humana com a natureza, a vivência em harmonia com a Mãe Terra. Quais são os direitos da Mãe Terra? Direitos a regenerar sua biodiversidade, direitos da Mãe Terra a viver sem contaminação, direito ao equilíbrio". O presidente voltou a propor a criação de um Tribunal Climático Internacional.

6 de setembro de 2010

Bolívia: cai a popularidade de Evo Morales

Segundo notícia da agência PSI, divulgada na lista argentina Reconquista Popular por Camila Bages, camybages@gmail.com , o índice de popularidade do presidente boliviano Evo Morales caiu em seu país de 55 por cento em julho para 46 por cento em agosto.ou seja, uma queda de 9 pontos em um mês, de acordo com pesquisa do canal de TV ATB e da empresa Ipsos. Em janeiro, o índice era de 70 por cento e vem caindo desde então. Em agosto, houve durante 19 dias manifestações em Potosí, reivindicando melhoras para a região, mas Morales sequer atendeu ao convite para ir a Potosí acompanhar de perto a situação.

9 de janeiro de 2010

BOLÍVIA CONVOCA REUNIÃO ALTERNATIVA A COPENHAGUE

A grande mídia não está dando muita bola, mas pelo menos o The New York Times, em http://www.nytimes.com/aponline/2010/01/05/world/AP-Climate-Bolivia.html?_r=4, reconheceu a importância da reunião convocada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, como alternativa à fracassada cúpula de Copenhague sobre o meio ambiente. Para os dias 20, 21 e 22 de abril, em Cochabamba, Morales convidou governos "que queiram trabalhar para seus povos", ativistas, ambientalistas, cientistas e povos indígenas de todo o mundo.

8 de dezembro de 2009

BOLÍVIA: LIMITES DA REFORMA AGRÁRIA

Avaliando os impasses do recém-reeleito governo de Evo Morales, a pesquisadora americana Tanya Kerssen, tkerssen@berkeley.edu, faz em www.nacla.org, em inglês, observações que são praticamente novas para os leitores brasileiros, como a pequenez dos avanços obtidos na Bolívia:


"Num país com um dos sistemas mais desiguais de posse da terra na América Latina, aprofundar o programa de reforma agrária é um desafio central para esse governo. Como as grandes propriedades ruais são a base do poder da elite, a reforma agrária é uma questão abertamente, e às vezes violentamente, contestada. Segundo as mudanças introduzidas na lei de reforma agrária em 2006 e aprovadas pelo Congresso, a terra deve preencher uma "função social e econômica" - independente do pagamento do imposto territorial - para evitar a expropriação e redistribuição a famílias de camponeses pobres. O processo de reforma agrária, que segundo números do governo titulou 26 milhões de hectares e distribuíu 958.454 hectares desde 2006, foi intensificado por uma medida aprovada pelos eleitores em 2009 limitando as propriedades privadas rurais a 5 mil hectares, ao invés dos 10 mil hectares exigidos pela elite agrária.
"Entretanto, como resultado da pressão de proprietários de terra conservadores no processo de redação da nova Constituição, essas reformas não serão retroativas e não incluirão as propriedades já existentes. Esse acordo amortece a potencial radicalidade da legislação. Em outra capitulação diante da direita, o trecho que proibia o uso e produção de organismos geneticamente modificados foi retirado do texto final, num duro golpe para os movimentos camponeses e ONGs ambientais que lutaram pela inclusão da proibição".