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27 de agosto de 2012

Presidente do Uruguai diz que o verdadeiro desenvolvimento é o da felicidade humana

Em discurso pronunciado na Rio+20, que passou despercebido pela grande mídia e que está reproduzido em http://www.youtube.com/watch?v=zsOGZKRVqHQ, em castelhano, com legendas em português e em inglês, o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, diz que os problemas ambientais e econômicos que a humanidade está enfrentando não são causas, mas efeitos do tipo de civilização que adotamos, dependente de extremo consumismo. Mais importante do que o desenvolvimento fomentado por esse consumismo, afirma Mujica, é a felicidade humana.

28 de agosto de 2011

Irã: protestos internos e conselhos externos à Síria

Num site de oposicionistas iranianos, Fensenjan Revolucionário, em http://revolutionaryfesenjan.blogspot.com/2011/08/people-of-oroumieh-and-tabriz-in-iran.html, em inglês, se relata que no sábado, 27 de agosto, ocorreram manifestações, violentamente reprimidas pela polícia, nas cidades iranianas de Tabriz e de Oroumieh, em protesto contra o secamento em 60 por cento do lago Oroumieh, previsto para desaparecer em cinco anos. Um grande número de lavradores de arroz está sem trabalho, pois dependiam do lago para produzir; antes, já enfrentavam dificuldades, por causa da política neoliberal do governo de importar arroz de outros países. Dezenas de pessoas foram presas e muitas ficaram feridas, com a polícia tendo usado gás lacrimogêneo, balas de plástico e cassetetes.
No mesmo dia, sábado 27 de agosto, o ministro do Exterior do Irã, Ali Akhar Saleh, dirigiu uma mensagem ao governo sírio em que pede o atendimento das reivindicações do movimento de protestos no país aliado. A informação é de Nada Bakri, correspondente do jornal americano The New York Times, em http://www.nytimes.com/2011/08/28/world/middleeast/28syria.html?_r=1, em inglês.

4 de fevereiro de 2011

Amazônia: uma dúvida

Todos concordam que a devastação da Amazônia teria consequências catastróficas para o planeta inteiro. No entanto, tenho uma pergunta a fazer que não me sai da cabeça. A Mata Atlântica, no último século e meio, foi totalmente devastada, mas eu pelo menos não tenho informações sobre consequências catastróficas que isso tenha trazido, fora a devastação em si da flora e da fauna. Alguém pode me ajudar?

10 de dezembro de 2010

Uma história dos desastres ecológicos

O Diário de S. Paulo recentemente me encomendou o seguinte artigo:


Desastres ambientais célebres


Uma catástrofe ecológica pode ser definida como um desastre monumental, algo semelhante às catástrofes naturais, desencadeado pelas atividades de seres humanos. Embora se especule que os antigos impérios do Oriente Médio se arruinaram por causa da salinização das águas provocada por seu confinamento em sistemas de irrigação, o fato é que isso não ocorreu, por exemplo, com o Império Chinês, onde os sistemas de irrigação também eram extensos e confinados. Quando à devastação da flora na Ilha de Páscoa, ora é atribuída à população local, ora aos europeus que chegaram no século 19. De modo que convém começar uma lista de desastres importantes no século 20, embora os coelhos inadvertidamente introduzidos na Austrália nos anos 1850 tenham destruído muitas espécies de plantas e afetado colheitas.
As famosas tempestades de poeira que devastaram 400 mil quilômetros quadrados em torno do Texas e do Oklahoma, nos Estados Unidos, por todos os anos 1930, foram em parte causadas pela falta de rotação de culturas durante décadas; os agricultores preferiam o lucro fácil à preservação do solo. Em 1952, a poluição do ar pelo escapamento de veículos e fuligem de chaminés foi tão intensa em Londres que matou quatro mil pessoas.
Na China, na passagem dos anos 1950 para os anos 1960, o governo de Mao Zedong mandou o povo em geral exterminar os pardais, moscas, mosquitos e ratos. O extermínio dos pardais levou a uma monstruosa praga de gafanhotos que devastaram as colheitas, matando de fome 38 milhões de pessoas.
Nos anos 1950 e 1960, um número ainda a ser determinado de pessoas, seguramente milhares, começaram a morrer em torno da baía de Minamata, no Japão, envenenadas por peixes contaminados pelo mercúrio lançado na baía pelo conglomerado químico Chisso. Também um acidente numa indústria química ligada à Hoffmann-La Roche, em 1976, em Seveso, perto de Milão, Itália, ocasionou intoxicação em massa por dioxina, também em milhares de pessoas.
Em 1984, a fábrica de pesticidas da Union Carbide, em Bhopal, na índia, fez emanarem em poucas horas gases tóxicos que afetaram 500 mil pessoas, tendo matado por volta de 15 mil. Os gases continuam vazando até hoje, mais lentamente. No mesmo ano houve o desastre químico na Vila Parisi, em Cubatão-SP, em que dezenas de pessoas morreram queimadas Vazaram substâncias químicas da Sandoz no rio Reno, em 1986, na Suíça.
Ainda em 1986, o desastre na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, matou pelo menos 4 mil pessoas e afetou 350 mil. Particularmente trágico é o fato de que a explosão radiativa ocorreu depois que a usina tinha sido desligada; ela estava funcionando à deriva, assim como um ventilador continua girando algum tempo depois de ter sido desligado.
Em 1991, cerca de 700 poços de petróleo no Kuwait, incendiados por tropas iraquianas em fuga, ficaram durante meses queimando seis milhões de barris de petróleo por dia, contaminando com fumaça tóxica toda a região em volta. O número de vítimas não foi calculado.
Não é conhecida a extensão do Grande Lixão do Pacífico, um imenso mar de lixo proveniente de navios e de esgotos que flutua no Norte do Pacífico, mas ele deve ter pelo menos superfície equivalente à do Estado americano do Texas.
Quanto aos vazamentos de petróleo, os maiores desastres ocorreram em 1909, no condado de Kern, Califórnia, EUA, tendo escapado 1,2 milhão de toneladas; em 1979, na parte mexicana do Golfo do México, com 470 mil toneladas; em 1991, no Kuwait, com 1,5 milhão de toneladas. O maior derramamento de petróleo no mar nos Estados Unidos, até agora, tinha sido o do navio Exxon Valdez, em 1989, no Golfo do Alasca, quando se espalharam no mar 270 mil barris, que afetaram 2 mil quilômetros de litoral e mataram 270 mil aves aquáticas, 2 mil lontras, 300 focas, 22 baleias, 150 águias carecas e bilhões de ovas de salmão e arenque. Das 28 espécies de peixes e animais atingidas, somente duas, a águia careca e a lontra haviam recuperado em 2000 os seus números originais.

18 de abril de 2010

Clima: referendo e tribunal

Já foram encerradas as inscrições pela Internet para a Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe-Terra, e não há mais alojamentos vagos em Cochabamba, na Bolívia, onde a reunião começa na terça dia 20 e vai até a quinta dia 22. Os trabalhos podem ser acompanhados, em castelhano, pelo site oficial da Conferência, em http://cmpcc.org/. Dois dos principais grupos de trabalho vão discutir a convocação de um Referendo Mundial sobre a Mudança Climática, em que as populações diriam se estão ou não de acordo com medidas de combate às causas das mudanças climáticas, e a instauração de um Tribunal Internacional de Justiça Climática, com jurisdição para punir as empresas responsáveis por danos ambientais.

20 de fevereiro de 2010

Joinville discute seu verde

O jornal A Notícia, de Joinville-SC, informa em http://wp.clicrbs.com.br/anverde/2010/02/19/todo-mundo-convidado-para-debater-o-futuro-do-boa-vista-em-joinville/?topo=84,2,18,,,84 que toda a população da cidade está convidada para debater com as autoridades municipais, no dia 27 de fevereiro, o futuro da floresta que cobre o Morro da Boa Vista. É uma das raras ocasiões em que qualquer pessoa pode debater como vão ficar uma área verde e as suas vizinhanças.

24 de janeiro de 2010

Protesto contra termelétrica em Pinhal

O jornal A Cidade, de Espírito Santo do Pinhal-SP, publica questionamentos do engenheiro mecânico Itamar Ferreira, professor da Unicamp, sobre a instalação no município, em 2013, de uma termelétrica em terreno doado pela Prefeitura: "Ao ceder o terreno do distrito industrial 2 para um empreendimento com grande poder de poluição atmosférica, o poder público sabe quantos dias por ano os ventos sopram na direção da cidade? E quantos dias por ano são de calmaria? Quais bairros e setores da cidade seriam os mais atingidos pela pluma de gases CO2, CO, NOx, SOx e pelos hidrocarbonetos não queimados e os emanados pela usina? Da mesma forma, o poder público foi informado pelos pretendentes de que uma usina termelétrica desse porte utilizaria cerca de 130 litros de água por segundo, mais do que a própria cidade consome? E de que uma proporção importante dessa vazão, de 60% a 80%, pode ser perdida por evaporação nas torres de resfriamento da usina?" A reportagem é do jornalista Luís Fernando Perez.

9 de janeiro de 2010

BOLÍVIA CONVOCA REUNIÃO ALTERNATIVA A COPENHAGUE

A grande mídia não está dando muita bola, mas pelo menos o The New York Times, em http://www.nytimes.com/aponline/2010/01/05/world/AP-Climate-Bolivia.html?_r=4, reconheceu a importância da reunião convocada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, como alternativa à fracassada cúpula de Copenhague sobre o meio ambiente. Para os dias 20, 21 e 22 de abril, em Cochabamba, Morales convidou governos "que queiram trabalhar para seus povos", ativistas, ambientalistas, cientistas e povos indígenas de todo o mundo.

31 de dezembro de 2009

Em Roraima, operação de proteção a tartarugas e tracajás

O jornal BV News, de Boa Vista, Roraima, informa em http://www.bvnews.com.br/cotidiano5198.htm que durante um mês seis fiscais da Fundação Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia-Femact e quatro policiais militares percorreram a região do Baixo Rio Branco, para coibir o tráfico de quelônios (tartarugas e tracajás) e prevenir a pesca ilegal nos rios locais. Uma tartaruga chega a valer 500 reais no mercado negro, mas a posse ilegal de cada quelônio gera multa de 5 mil reais, além de processo administrativo na Femact e criminal nas Delegacias de Polícia. Na atual estação os animais estão particularmente vulneráveis, pois é época de desova.