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3 de setembro de 2013
Grã-Bretanha vendeu gases tóxicos à Síria dez meses após o início da guerra civil
Segundo nota do jornal inglês Daily Record and Sunday Mail, em http://www.dailyrecord.co.uk/news/uk-world-news/revealed-britain-sold-nerve-gas-2242520, em inglês, assinada por Russell Findlay e Billy Bringgs, o governo britânico autorizou, dez meses depois de iniciada a guerra civil na Síria, a venda ao governo sírio, por empresas britânicas, de fluoreto de potássio e fluoreto de sódio, usados na produção de gás sarin.
13 de maio de 2013
A importância oculta dos negros
A revista Carta Capital me encomendou a seguinte resenha: Esqueça pelo menos parte do que você aprendeu sobre a consagração dos direitos à vida, à liberdade e à busca da felicidade como um dos princípios fundadores do movimento que levou à independência dos Estados Unidos. O historiador britânico Simon Schama, 66 anos, célebre não só por ter coordenado séries televisivas pela BBC, como também por ter sido crítico de arte da revista “The New Yorker”, prova neste livro de 2005, “Travessias difíceis – Grã-Bretanha, os escravos e a Revolução Americana”, agora publicado no Brasil pela Companhia das Letras, que os independentistas lutaram contra negros que se alinharam às tropas britânicas porque na Grã-Bretanha a escravidão era ilegal. E também que a Coroa ofereceu terras na Nova Escócia, no Canadá, e em Serra Leoa, na África, aos escravos fugidos que lutassem por ela. Mais: que a Coroa esteve longe de cumprir a sua palavra, mesmo porque, como havia ingleses senhores de escravos, uma minoria de negros lutou pela independência dos EUA. A leitura é obrigatória, mesmo porque é um estímulo para finalmente especularmos se a Independência do Brasil não teve como motivação a manutenção da escravidão, já que era proibida em Portugal, e se a República não foi aqui proclamada porque o governo imperial, após a Abolição, planejava outorgar terras aos recém-libertos. – RENATO POMPEU
15 de janeiro de 2013
Inglaterra: poder de veto da rainha é maior do que se pensa
Em reportagem de Robert Booth no jornal inglês The Guardian, em http://www.guardian.co.uk/uk/2013/jan/14/secret-papers-royals-veto-bills, em inglês, se conta a história de como a Justiça britânica acaba de ordenar a divulgação de 39 projetos de lei sobre os quais a rainha foi consultada antes de, segundo seu parecer, eles serem ou não aprovados pelo Parlamento. Por exemplo, em 1999 ela desaprovou o projeto de uma lei que transferia da Coroa para o Parlamento o poder de declarar guerra. Com essa decisão judicial, se ficou sabendo que o poder de veto da rainha é bem maior do que o público pensa, apenas permanecendo secreto porque se usa de um subterfúgio: ao invés de o Parlamento aprovar a lei e então submetê-la à rainha, o que tornaria pública a divergência, os projetos de lei polêmicos são enviados a ela antes de serem votados, e o Parlamento segue o que a rainha decidiu - com isso todo o processo pode ser confidencial. Agora, a Justiça mandou divulgar 39 casos de projetos apreciados pela rainha antes de serem votados, que incluem desde assuntos militares à educação superior e pensão alimentícia, incluindo projetos que se refiram a propriedades da família real. Ou seja, de um lado, a Grã-Bretanha não é tão democrática quanto se imagina; de outro lado, a rainha da Inglaterra está longe de ser uma "rainha da Inglaterra".
16 de setembro de 2012
Irã: indicações de preparativos do ataque
Três notícias reproduzidas pela revista americana Information Clearing House indicam preparativos de ataque ao Irã. Numa delas, em http://www.informationclearinghouse.info/article32456.htm, do jornal inglês The Telegraph, se informa que está em curso a maior concentração de encouraçados, porta-aviões, caça-minas e submarinos da história do Golfo Pérsico, com navios de 25 nações, encabeçadas pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Trata-se de uma série de manobras que dura 12 dias e que se realiza anualmente, para proteger o Estreito de Ormuz, mas nunca houve tantos navios-de-guerra quanto agora. Outra notícia, em http://www.informationclearinghouse.info/article32457.htm, do jornal inglês The Daily Mail, relata que o ex-ministro da Defesa, sir Nick Harvey, informou que foi afastado do cargo por que se opunha a que a Grã-Bretanha assinasse com os Estados Unidos e Israel um pacto de ataque preventivo contra o Irã. Finalmente, em http://www.informationclearinghouse.info/article32450.htm, informação das agências Associated Press e Reuters e do jornal israelense Ha'aretz dá conta de que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou, em entrevistas a redes de televisão americanas, que o Irã está para ser capaz, em seis ou sete meses, de fabricar bombas nucleares e que o presidente americano Barack Obama precisa tomar providências contra isso.
31 de julho de 2012
Olimpíada: futebolistas da Escócia e País de Gales não cantam o hino britânico
Segundo o informativo australiano Green Left, em http://www.greenleft.org.au/node/51724, em inglês, na Olimpíada de Londres os jogadores e jogadoras de futebol da Escócia e do País de Gales que atuam nas Seleções da Grã-Bretanha têm cerrado os lábios ao ser entoado o "Deus Salve a Rainha", o hino britânico. Se nas competições da Fifa, Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales são representados por Seleções específicas, nas Olimpíadas é obrigatório que os e as futebolistas desses países joguem pela Grã-Bretanha. O fato de escoceses e escocesas, galeses e galesas se recusarem a cantar o hino britânico indica que eles são favoráveis à independência de seus países, há séculos anexados pela Inglaterra. A situação tem sido veiculada pela mídia britânica, mas não teve maior repercussão na mídia internacional.
27 de fevereiro de 2012
Brasil e Malvinas: Wikileaks revela relatos secretos da Agência Stratfor
Na lista argentina Reconquista Popular, foi reproduzido o seguinte artigo do jornal Página 12, de Buenos Aires, http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-188440-2012-02-27.html, em castelhano, segundo o qual o Brasil quer a Grã-Bretanha bem longe das Malvinas.
Según informes secretos de la Agencia internacional de inteligencia Stratfor obtenidos por el sitio Wikileaks
Brasil quiere a Gran Bretaña bien lejos de Malvinas
Santiago O’Donnell
Página12
Los correos electrónicos de Stratfor reflejan la pulseada política con Gran Bretaña por Malvinas. Los informes dicen que el tema es agitado sólo como cortina de humo y expresan sorpresa porque “todavía” haya en la Argentina quienes creen que las islas sean de este país.
Más allá de los procesos de integración regional y las alianzas estratégicas, según la agencia de inteligencia global Stratfor, Brasil está dispuesto a apoyar a la Argentina en su reclamo por las islas Malvinas porque no quiere a Gran Bretaña cerca de sus yacimientos de petróleo.
Según e-mails de la agencia obtenidos por Wikileaks, el anuncio de que un grupo de empresas petroleras iniciaría perforaciones en aguas argentinas cercanas a las Malvinas en abril del 2009 disparó el siguiente intercambio entre distintos analistas y espías de Stratfor:
Allison Fedirka (desde Argentina): –Por ahora parece que YPF-Repsol, Petrobras y Pan American Energy participarán en la exploración. No estoy seguro cómo afectará las cosas la asociación entre PAE y British Petroleumm (o si no las afecta). No estoy segura por qué creo que Uruguay está involucrado. (¿Será una expresión de deseos?)
Reva Bhalla: –Es muy extraño que Petrobras esté involucrado (también es interesante que España apoya a Argentina). Paulo, ¿podés juntar análisis/información de lo que está pasando acá? La participación de Petrobras en este proyecto es una muestra de apoyo bastante fuerte en una disputa donde Argentina parece perdida. ¿Por qué hace esto Petrobras/Brasil?
Paulo Freire (desde Brasil): –Sí, trataré de conseguir análisis/información. Brasil ha mencionado varias veces que el Atlántico Sur es el Amazonas azul y que ningún país del norte debería estar ocupándolo. Desde que Lula llegó al poder, Brasil ha dado señales de apoyo para Argentina en el tema Malvinas. No quieren al Reino Unido cerca de sus reservas de crudo.
Bhalla: –Interesante. ¿Así que Brasil se está posicionando como el protector de Argentina? Supongo que lo pueden hacer si perciben que Argentina está débil.
Freire: –Ellos creen que Argentina no es una amenaza. Le tienen más miedo al Reino Unido porque lo asocian con la OTAN. El último plan nacional de Defensa de Brasil dice que el Atlántico Sur debería ser una de las prioridades de Brasil en el área de seguridad.
Bhalla: –Eeehhh... Flojito. Espero con interés el análisis/información que Allison y Paulo puedan juntar sobre el tema. (Al parecer no juntaron mucho más, porque el tema no vuelve a aparecer en los mails.)
Los correos electrónicos de Stratfor, más de 10.000 referidos a la Argentina, reflejan que la pulseada política con Gran Bretaña por Malvinas es uno de los temas referidos a este país que más atención concitan entre los clientes de la agencia. En particular, el grado de apoyo que Brasil estaría dispuesto a darle a la Argentina. El tema fue abordado nuevamente en un contacto que Paulo Freire, corresponsal brasileño de la agencia, mantuvo el 7 de septiembre pasado con una fuente de inteligencia militar brasileña que no identifica:
Freire: “Hasta hice un chiste diciendo que un posible conflicto armado entre Argentina y Reino Unido sobre las Malvinas no sería un tema en el que se involucraría Brasil y (la fuente) dijo que no. Dijo que Brasil daría alguna clase de apoyo retórico y algún apoyo logístico, también, pero la verdad que no”.
Otro tema de interés para los clientes de Stratfor es el nivel de militarización que existe en las islas. La agencia no tuvo problemas para describir los activos que conforman el despliegue militar británico en la zona de conflicto. Pero a pesar de una orden del jefe de inteligencia militar de Stratfor para que se informe sobre lo mismo pero desde el lado argentino, en los mails de la agencia no figura respuesta alguna a ese pedido. La falta de respuesta podría obedecer a que Allison y compañía no encontraron información pertinente, porque desde la guerra, Argentina no ha realizado maniobras militares ni desplegado tropas y armamento en el Atlántico Sur, limitándose a dirimir el pleito en foros internacionales por la vía diplomática.
A continuación, el memorándum que escribió Nathan Hughes, director de Análisis Militar de Stratfor, el 22 de febrero del año pasado, que además de preguntar acerca de las tropas argentinas alerta sobre posibles sabotajes argentinos que nunca ocurrieron en contra de las perforadoras de las petroleras británicas operando en Malvinas:
“Queremos vigilar el pozo Oceanside y cualquier intento argentino por interferir o intimidar operaciones. Cualquier actividad naval o aérea en la vecindad de las Malvinas en este momento por lo menos debe ser observada, cuando no informada. Cualquier refuerzo de Reino Unido siendo desplegado o llegando a Malvinas debería ser observado e informado a menos que se trate de una rotación normal.” (Un destructor o un flota de aviones reemplazando a otros, por ejemplo.)
Se trata de informar sobre hechos concretos y despliegues físicos. No habrá escasez de retórica saliendo de Buenos Aires sobre este tema. Pero es un conocimiento profundo sobre lo que realmente está pasando, lo que nos ayudará a ir más allá de la retórica.
“Activos del Reino Unido en estación Malvinas:
- Destructor con misiles guiados HMS York (D98).
- Navío de patrullaje offshore HMS Clyde (P-284).
- Carguero Auxiliar de la Flota Real Wave Ruler (A-390).
- Cuatro cazas Typhoon de superioridad aérea.
Probablemente no lo verán, pero manténganse alerta por cualquier indicio de la presencia de un submarino británico en la estación (Malvinas).”
Si bien el memorándum de Hughes no habría sido respondido por la corresponsal en la Argentina, el “analista táctico” de Stratfor Alex Posey sí lo hizo, confirmando la presencia de submarinos británicos en la zona desde el fin de la guerra:
“Entiendo que mantienen una rotación de submarinos en la región desde 1982.”
Otra de las consultas que recibió la corresponsal argentina de Stratfor se refería a la decisión del gobierno de Cristina Kirchner en febrero del 2010 de exigir permisos de viaje para barcos que entren en aguas argentinas rumbo a las Malvinas. La corresponsal concluyó que se trató de una movida de política interna para distraer a las masas. Sin embargo, la parcialidad de su análisis aparece reflejada en la sorpresa que le da que en la Argentina “todavía” existe gente que defiende la causa Malvinas. A continuación, su análisis del 17 de febrero de 2010, dirigido al supervisor Reva Bhalla:
“Mi opinión en este tema coincide con tu pensamiento –una distracción para escaparles a temas internos. A lo largo del año escucharás al gobierno argentino sacar el tema de la Malvinas–: para ellos el tema nunca se resolvió en 1982. Lo escucharás en las noticias a partir de principios de abril (Día de las Malvinas) y cada vez que haya una visita oficial importante en Reino Unido/Argentina. Por ejemplo, cuando CK fue al Reino Unido por el G-20 prometió sacar el tema. Debo decir que es un tema que les duele a los argentinos. Muchos de ellos todavía creen que las islas deberían ser de ellos por derecho (tal como aparecen en los mapas argentinos junto a la Antártida).”
No era la primera vez que un corresponsal de Stratfor en la Argentina concluía que un gobierno kirchnerista usaba el tema de las islas como maniobra distractiva. El 28 de marzo de 2003, Kornfield, el entonces agente de Stratfor en el país, usó el mismo argumento para explicar la decisión de Néstor Kirchner de dar por finalizada la exploración conjunta con el Reino Unido de las reservas petroleras de las islas. Curiosamente, si bien el agente Kornfield reconocía que el gobierno argentino atravesaba por uno de sus mejores momentos, concluyó que la maniobra de distracción servía para desviar el foco de supuestos problemas no especificados que se venían gestando “debajo de la superficie”. A continuación, los párrafos más salientes de su informe:
“En el 25º aniversario de la Guerra de las Malvinas, Argentina ha cortado su cooperación con Gran Bretaña en la exploración de petróleo en el área y está subiendo su retórica reclamando la completa soberanía sobre las islas y sus recursos. Es probable que el presidente Kirchner pretenda que esto sirva como una descarga para las tensiones internas que podrían amargar sus perspectivas para las próximas elecciones presidenciales en octubre.
(...)
Argentina tendrá elecciones presidenciales en octubre y el presidente Néstor Kirchner es amplio favorito si elige presentarse; si no, se espera que triunfe su esposa, Cristina, actualmente senadora. Los Kirchner han disfrutado de una enorme popularidad en los últimos tres años, manejando un crecimiento económico sostenido del ocho por ciento, sacado al país de su terrible colapso del 2001. Pero debajo de la superficie, el descontento se está gestando.” (Fin del comentario.)
Otro tema referido a las Malvinas que interesó a Stratfor tiene que ver con la fabricación del cohete argentino de mediano alcance Gradicom PXC 2009. Los sabuesos querían saber si el Gradicom tendría capacidad suficiente como para transportar un misil y alcance suficiente como para llegar a las Malvinas. Los informes decían que el misil había viajado cien kilómetros y que podría tener un alcance de hasta 300 kilómetros. Al observar en el mapa que las Malvinas estaban a 482 kilómetros del territorio continental argentino, los expertos de Stratfor concluyeron que no sería posible si no se introducían mejoras en el cohete/misil. Sin embargo, la corresponsal Allison concluyó que no había que preocuparse mucho porque los argentinos suelen anunciar grandes proyectos que al final se demoran mucho más de lo previsto.
Reva Bhalla: “En diciembre del 2009 Argentina probó el Gradicom PXC, que usó tecnología de combustible sólido para lanzar poco más de cien kilómetros. El objetivo es mejorar el Cóndor II, que supuestamente tendría un alcance de mil millas y una carga de 500 kilos. El objetivo de mediano alcance es que los misiles puedan transportar 500 kilos hasta 300 kilómetros, con lo cual podrían llegar a las Malvinas. Nate, ¿qué pensás?”.
(Nate no contesta, contesta Allison.)
Allison Fedirka: “Las Malvinas están a unas 300 millas (482 kilómetros) de la Argentina. No soy una gran experta en misiles, como para comentar acerca de la capacidad del arma. ¿Cuánto tiempo, tecnología y dinero requiere este tipo de mejora? Sé que llevan un año desarrollando el misil. Argentina suele hacer grandes anuncios, pero muchas veces no tiene suficiente dinero ni organización como para terminar el trabajo (por ejemplo la deuda del Club de París. Anunciaron que pagarían en el 2008...)”.
A pesar del escepticismo de la agente local de Stratfor, el sitio aviacionargentina.net tiene fotos de un modelo del Orbit, sucesor del Gradicom II, diseñado para triplicar su distancia de vuelo para alcanzar los 300 kilómetros, y anuncia que estaría listo para ser lanzado “a principios del 2012”. Habrá que estar atentos.
Fuente: http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-188440-2012-02-27.html
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Más allá de los procesos de integración regional y las alianzas estratégicas, según la agencia de inteligencia global Stratfor, Brasil está dispuesto a apoyar a la Argentina en su reclamo por las islas Malvinas porque no quiere a Gran Bretaña cerca de sus yacimientos de petróleo.
Según e-mails de la agencia obtenidos por Wikileaks, el anuncio de que un grupo de empresas petroleras iniciaría perforaciones en aguas argentinas cercanas a las Malvinas en abril del 2009 disparó el siguiente intercambio entre distintos analistas y espías de Stratfor:
Allison Fedirka (desde Argentina): –Por ahora parece que YPF-Repsol, Petrobras y Pan American Energy participarán en la exploración. No estoy seguro cómo afectará las cosas la asociación entre PAE y British Petroleumm (o si no las afecta). No estoy segura por qué creo que Uruguay está involucrado. (¿Será una expresión de deseos?)
Reva Bhalla: –Es muy extraño que Petrobras esté involucrado (también es interesante que España apoya a Argentina). Paulo, ¿podés juntar análisis/información de lo que está pasando acá? La participación de Petrobras en este proyecto es una muestra de apoyo bastante fuerte en una disputa donde Argentina parece perdida. ¿Por qué hace esto Petrobras/Brasil?
Paulo Freire (desde Brasil): –Sí, trataré de conseguir análisis/información. Brasil ha mencionado varias veces que el Atlántico Sur es el Amazonas azul y que ningún país del norte debería estar ocupándolo. Desde que Lula llegó al poder, Brasil ha dado señales de apoyo para Argentina en el tema Malvinas. No quieren al Reino Unido cerca de sus reservas de crudo.
Bhalla: –Interesante. ¿Así que Brasil se está posicionando como el protector de Argentina? Supongo que lo pueden hacer si perciben que Argentina está débil.
Freire: –Ellos creen que Argentina no es una amenaza. Le tienen más miedo al Reino Unido porque lo asocian con la OTAN. El último plan nacional de Defensa de Brasil dice que el Atlántico Sur debería ser una de las prioridades de Brasil en el área de seguridad.
Bhalla: –Eeehhh... Flojito. Espero con interés el análisis/información que Allison y Paulo puedan juntar sobre el tema. (Al parecer no juntaron mucho más, porque el tema no vuelve a aparecer en los mails.)
Los correos electrónicos de Stratfor, más de 10.000 referidos a la Argentina, reflejan que la pulseada política con Gran Bretaña por Malvinas es uno de los temas referidos a este país que más atención concitan entre los clientes de la agencia. En particular, el grado de apoyo que Brasil estaría dispuesto a darle a la Argentina. El tema fue abordado nuevamente en un contacto que Paulo Freire, corresponsal brasileño de la agencia, mantuvo el 7 de septiembre pasado con una fuente de inteligencia militar brasileña que no identifica:
Freire: “Hasta hice un chiste diciendo que un posible conflicto armado entre Argentina y Reino Unido sobre las Malvinas no sería un tema en el que se involucraría Brasil y (la fuente) dijo que no. Dijo que Brasil daría alguna clase de apoyo retórico y algún apoyo logístico, también, pero la verdad que no”.
Otro tema de interés para los clientes de Stratfor es el nivel de militarización que existe en las islas. La agencia no tuvo problemas para describir los activos que conforman el despliegue militar británico en la zona de conflicto. Pero a pesar de una orden del jefe de inteligencia militar de Stratfor para que se informe sobre lo mismo pero desde el lado argentino, en los mails de la agencia no figura respuesta alguna a ese pedido. La falta de respuesta podría obedecer a que Allison y compañía no encontraron información pertinente, porque desde la guerra, Argentina no ha realizado maniobras militares ni desplegado tropas y armamento en el Atlántico Sur, limitándose a dirimir el pleito en foros internacionales por la vía diplomática.
A continuación, el memorándum que escribió Nathan Hughes, director de Análisis Militar de Stratfor, el 22 de febrero del año pasado, que además de preguntar acerca de las tropas argentinas alerta sobre posibles sabotajes argentinos que nunca ocurrieron en contra de las perforadoras de las petroleras británicas operando en Malvinas:
“Queremos vigilar el pozo Oceanside y cualquier intento argentino por interferir o intimidar operaciones. Cualquier actividad naval o aérea en la vecindad de las Malvinas en este momento por lo menos debe ser observada, cuando no informada. Cualquier refuerzo de Reino Unido siendo desplegado o llegando a Malvinas debería ser observado e informado a menos que se trate de una rotación normal.” (Un destructor o un flota de aviones reemplazando a otros, por ejemplo.)
Se trata de informar sobre hechos concretos y despliegues físicos. No habrá escasez de retórica saliendo de Buenos Aires sobre este tema. Pero es un conocimiento profundo sobre lo que realmente está pasando, lo que nos ayudará a ir más allá de la retórica.
“Activos del Reino Unido en estación Malvinas:
- Destructor con misiles guiados HMS York (D98).
- Navío de patrullaje offshore HMS Clyde (P-284).
- Carguero Auxiliar de la Flota Real Wave Ruler (A-390).
- Cuatro cazas Typhoon de superioridad aérea.
Probablemente no lo verán, pero manténganse alerta por cualquier indicio de la presencia de un submarino británico en la estación (Malvinas).”
Si bien el memorándum de Hughes no habría sido respondido por la corresponsal en la Argentina, el “analista táctico” de Stratfor Alex Posey sí lo hizo, confirmando la presencia de submarinos británicos en la zona desde el fin de la guerra:
“Entiendo que mantienen una rotación de submarinos en la región desde 1982.”
Otra de las consultas que recibió la corresponsal argentina de Stratfor se refería a la decisión del gobierno de Cristina Kirchner en febrero del 2010 de exigir permisos de viaje para barcos que entren en aguas argentinas rumbo a las Malvinas. La corresponsal concluyó que se trató de una movida de política interna para distraer a las masas. Sin embargo, la parcialidad de su análisis aparece reflejada en la sorpresa que le da que en la Argentina “todavía” existe gente que defiende la causa Malvinas. A continuación, su análisis del 17 de febrero de 2010, dirigido al supervisor Reva Bhalla:
“Mi opinión en este tema coincide con tu pensamiento –una distracción para escaparles a temas internos. A lo largo del año escucharás al gobierno argentino sacar el tema de la Malvinas–: para ellos el tema nunca se resolvió en 1982. Lo escucharás en las noticias a partir de principios de abril (Día de las Malvinas) y cada vez que haya una visita oficial importante en Reino Unido/Argentina. Por ejemplo, cuando CK fue al Reino Unido por el G-20 prometió sacar el tema. Debo decir que es un tema que les duele a los argentinos. Muchos de ellos todavía creen que las islas deberían ser de ellos por derecho (tal como aparecen en los mapas argentinos junto a la Antártida).”
No era la primera vez que un corresponsal de Stratfor en la Argentina concluía que un gobierno kirchnerista usaba el tema de las islas como maniobra distractiva. El 28 de marzo de 2003, Kornfield, el entonces agente de Stratfor en el país, usó el mismo argumento para explicar la decisión de Néstor Kirchner de dar por finalizada la exploración conjunta con el Reino Unido de las reservas petroleras de las islas. Curiosamente, si bien el agente Kornfield reconocía que el gobierno argentino atravesaba por uno de sus mejores momentos, concluyó que la maniobra de distracción servía para desviar el foco de supuestos problemas no especificados que se venían gestando “debajo de la superficie”. A continuación, los párrafos más salientes de su informe:
“En el 25º aniversario de la Guerra de las Malvinas, Argentina ha cortado su cooperación con Gran Bretaña en la exploración de petróleo en el área y está subiendo su retórica reclamando la completa soberanía sobre las islas y sus recursos. Es probable que el presidente Kirchner pretenda que esto sirva como una descarga para las tensiones internas que podrían amargar sus perspectivas para las próximas elecciones presidenciales en octubre.
(...)
Argentina tendrá elecciones presidenciales en octubre y el presidente Néstor Kirchner es amplio favorito si elige presentarse; si no, se espera que triunfe su esposa, Cristina, actualmente senadora. Los Kirchner han disfrutado de una enorme popularidad en los últimos tres años, manejando un crecimiento económico sostenido del ocho por ciento, sacado al país de su terrible colapso del 2001. Pero debajo de la superficie, el descontento se está gestando.” (Fin del comentario.)
Otro tema referido a las Malvinas que interesó a Stratfor tiene que ver con la fabricación del cohete argentino de mediano alcance Gradicom PXC 2009. Los sabuesos querían saber si el Gradicom tendría capacidad suficiente como para transportar un misil y alcance suficiente como para llegar a las Malvinas. Los informes decían que el misil había viajado cien kilómetros y que podría tener un alcance de hasta 300 kilómetros. Al observar en el mapa que las Malvinas estaban a 482 kilómetros del territorio continental argentino, los expertos de Stratfor concluyeron que no sería posible si no se introducían mejoras en el cohete/misil. Sin embargo, la corresponsal Allison concluyó que no había que preocuparse mucho porque los argentinos suelen anunciar grandes proyectos que al final se demoran mucho más de lo previsto.
Reva Bhalla: “En diciembre del 2009 Argentina probó el Gradicom PXC, que usó tecnología de combustible sólido para lanzar poco más de cien kilómetros. El objetivo es mejorar el Cóndor II, que supuestamente tendría un alcance de mil millas y una carga de 500 kilos. El objetivo de mediano alcance es que los misiles puedan transportar 500 kilos hasta 300 kilómetros, con lo cual podrían llegar a las Malvinas. Nate, ¿qué pensás?”.
(Nate no contesta, contesta Allison.)
Allison Fedirka: “Las Malvinas están a unas 300 millas (482 kilómetros) de la Argentina. No soy una gran experta en misiles, como para comentar acerca de la capacidad del arma. ¿Cuánto tiempo, tecnología y dinero requiere este tipo de mejora? Sé que llevan un año desarrollando el misil. Argentina suele hacer grandes anuncios, pero muchas veces no tiene suficiente dinero ni organización como para terminar el trabajo (por ejemplo la deuda del Club de París. Anunciaron que pagarían en el 2008...)”.
A pesar del escepticismo de la agente local de Stratfor, el sitio aviacionargentina.net tiene fotos de un modelo del Orbit, sucesor del Gradicom II, diseñado para triplicar su distancia de vuelo para alcanzar los 300 kilómetros, y anuncia que estaría listo para ser lanzado “a principios del 2012”. Habrá que estar atentos.
Fuente: http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-188440-2012-02-27.html
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11 de fevereiro de 2012
Milhares de quenianos querem processar a Grã-Bretanha
Segundo despacho do correspondente da agência de notícias AP em Nairóbi, Tom Odula, reproduzido pelo jornal americano The Seattle Post Intelligencer, em http://www.seattlepi.com/news/article/Elderly-Kenyans-threaten-UK-colonial-abuse-lawsuit-3145843.php, en inglês, cerca de 6 mil quenianos idosos, vítimas de torturas, detenções e estupros por parte de agentes britânicos da repressão, durante a chamada rebelião dos Mau Mau nos anos 1950, estão instruindo seus advogados no sentido de que processem o governo britânico para que obtenham reparações. Esses milhares de queixosos tomaram essa atitude depois que, em dezembro do ano passado, um juiz britânico aceitou julgar a ação impetrada por quatro quenianos, considerando improcedente a alegação do governo da Grã-Bretanha, de que o governo queniano é que é herdeiro dos poderes coloniais. Entre os crimes perpetrados então pelos agentes britânicos, está a detenção ilegal de um avô do presidente Barack Obama.
4 de setembro de 2011
Cuba não reconhece Conselho Nacional de Transição da Líbia
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba distribuiu sábado 3 de setembro a seguinte nota, lembrando-se que Havana mantinha relações diplomáticas normais com o regime de Muammar Gaddafi, apesar de neste os serviços de segurança líbios cooperarem em troca de informações e em detenções e em interrogatórios com os serviços secretos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha:
Declaración del MINREX:
Cuba no reconoce al Consejo Nacional de Transición
3 Septiembre 2011
El Ministerio de Relaciones Exteriores ha procedido a retirar a su personal
diplomático en Libia, donde la intervención extranjera y la agresión militar
de la OTAN han agudizado el conflicto, y han impedido al pueblo libio
avanzar hacia una solución negociada y pacífica, en pleno ejercicio de su
autodeterminación.
La República de Cuba no reconoce al Consejo Nacional de Transición ni a
ninguna autoridad provisional y solo dará su reconocimiento a un gobierno
que se constituya en ese país, de manera legítima y sin intervención
extranjera, mediante la libre, soberana y única voluntad del hermano pueblo
libio.
El embajador Víctor Ramírez Peña y el primer secretario Armando Pérez
Suárez, acreditados en Trípoli, han mantenido una conducta intachable,
estrictamente apegada a su estatus diplomático, han corrido riesgos y
acompañado al pueblo libio en esta trágica situación. Han sido testigos
directos de los bombardeos de la OTAN sobre objetivos civiles y de la muerte
de personas inocentes.
Con el burdo pretexto de la protección de civiles, la OTAN ha asesinado a
miles de éstos, ha desconocido las constructivas iniciativas de la Unión
Africana y de otros países e, incluso, violado las cuestionables
resoluciones que impuso al Consejo de Seguridad, en particular con el ataque
a objetivos civiles, el financiamiento y suministro de armamento a una
parte, así como el despliegue de personal operativo y diplomático en el
terreno.
Las Naciones Unidas han ignorado el clamor de la opinión pública
internacional, en defensa de la paz, y han resultado cómplices de una guerra
de conquista. Los hechos confirman las tempranas advertencias del Comandante
en Jefe Fidel Castro Ruz y las oportunas denuncias de Cuba en la ONU. Ahora
se sabe mejor para qué sirve la llamada "responsabilidad de proteger" en
manos de los poderosos.
Cuba proclama que nada puede justificar el asesinato de personas inocentes.
El Ministerio de Relaciones Exteriores reclama el cese inmediato de los
bombardeos de la OTAN que siguen cobrando vidas y reitera la urgencia de que
se permita al pueblo libio encontrar una solución pacífica y negociada, sin
intervención extranjera, en ejercicio de su derecho inalienable a la
independencia y la autodeterminación, a la soberanía sobre sus recursos
naturales y a la integridad territorial de esa hermana nación.
Cuba denuncia que la conducta de la OTAN se dirige a crear similares
condiciones para una intervención en Siria y reclama el fin de la injerencia
extranjera en ese país árabe. Llama a la comunidad internacional a prevenir
una nueva guerra, insta a las Naciones Unidas a cumplir su deber de
salvaguardar la paz y respalda el derecho del pueblo sirio a la plena
independencia y autodeterminación.
La Habana, 3 de septiembre del 2011
Declaración del MINREX:
Cuba no reconoce al Consejo Nacional de Transición
3 Septiembre 2011
El Ministerio de Relaciones Exteriores ha procedido a retirar a su personal
diplomático en Libia, donde la intervención extranjera y la agresión militar
de la OTAN han agudizado el conflicto, y han impedido al pueblo libio
avanzar hacia una solución negociada y pacífica, en pleno ejercicio de su
autodeterminación.
La República de Cuba no reconoce al Consejo Nacional de Transición ni a
ninguna autoridad provisional y solo dará su reconocimiento a un gobierno
que se constituya en ese país, de manera legítima y sin intervención
extranjera, mediante la libre, soberana y única voluntad del hermano pueblo
libio.
El embajador Víctor Ramírez Peña y el primer secretario Armando Pérez
Suárez, acreditados en Trípoli, han mantenido una conducta intachable,
estrictamente apegada a su estatus diplomático, han corrido riesgos y
acompañado al pueblo libio en esta trágica situación. Han sido testigos
directos de los bombardeos de la OTAN sobre objetivos civiles y de la muerte
de personas inocentes.
Con el burdo pretexto de la protección de civiles, la OTAN ha asesinado a
miles de éstos, ha desconocido las constructivas iniciativas de la Unión
Africana y de otros países e, incluso, violado las cuestionables
resoluciones que impuso al Consejo de Seguridad, en particular con el ataque
a objetivos civiles, el financiamiento y suministro de armamento a una
parte, así como el despliegue de personal operativo y diplomático en el
terreno.
Las Naciones Unidas han ignorado el clamor de la opinión pública
internacional, en defensa de la paz, y han resultado cómplices de una guerra
de conquista. Los hechos confirman las tempranas advertencias del Comandante
en Jefe Fidel Castro Ruz y las oportunas denuncias de Cuba en la ONU. Ahora
se sabe mejor para qué sirve la llamada "responsabilidad de proteger" en
manos de los poderosos.
Cuba proclama que nada puede justificar el asesinato de personas inocentes.
El Ministerio de Relaciones Exteriores reclama el cese inmediato de los
bombardeos de la OTAN que siguen cobrando vidas y reitera la urgencia de que
se permita al pueblo libio encontrar una solución pacífica y negociada, sin
intervención extranjera, en ejercicio de su derecho inalienable a la
independencia y la autodeterminación, a la soberanía sobre sus recursos
naturales y a la integridad territorial de esa hermana nación.
Cuba denuncia que la conducta de la OTAN se dirige a crear similares
condiciones para una intervención en Siria y reclama el fin de la injerencia
extranjera en ese país árabe. Llama a la comunidad internacional a prevenir
una nueva guerra, insta a las Naciones Unidas a cumplir su deber de
salvaguardar la paz y respalda el derecho del pueblo sirio a la plena
independencia y autodeterminación.
La Habana, 3 de septiembre del 2011
12 de agosto de 2011
BBC obrigada a pedir desculpas a escritor e apresentador negro
O caso não teve maior repercussão fora da Grã-Bretanha, mas a BBC de Londres se sentiu obrigada a pedir desculpas publicamente ao escritor e apresentador negro Darcus Howe, militante progressida, acusado por uma apresentadora, Fiona Armstrong, numa entrevista ao vivo sobre os atuais conflitos em cidades inglesas, de ter participado de desordens. A informação é do site PressGazette em http://www.pressgazette.co.uk/story.asp?sectioncode=1&storycode=47674&c=1>,, em inglês.
Durante o debate, Fiona Armstrong assim se dirigiu a Howe:
"Desordens não são novidade para você, segundo entendo, não? Você próprio participou delas".
Howe respondeu:
"Nunca participei de nenhuma desordem. Participei de manifestações que terminaram em conflito.Pare de me acusar de ser um desordeiro e tenha algum respeito por um idoso negro das Índias Ocidentais, porque você queria me provocar. Você parece idiota - tenha algum respeito".
Agora, a BBC pediu desculpas.
Durante o debate, Fiona Armstrong assim se dirigiu a Howe:
"Desordens não são novidade para você, segundo entendo, não? Você próprio participou delas".
Howe respondeu:
"Nunca participei de nenhuma desordem. Participei de manifestações que terminaram em conflito.Pare de me acusar de ser um desordeiro e tenha algum respeito por um idoso negro das Índias Ocidentais, porque você queria me provocar. Você parece idiota - tenha algum respeito".
Agora, a BBC pediu desculpas.
8 de agosto de 2011
Governo britânico, como o americano, aprova torturas
Desde o governo Bush certos tipos de tortura, como o afogamento simulado, são legais nos Estados Unidos e isso é proclamado abertamente. Já a Grã-Bretanha também legalizou tipos de torturas, mas isso só veio a público porque o jornal inglês The Guardian acaba de revelar um documento secreto, em http://www.guardian.co.uk/politics/2011/aug/04/uk-allowed-interrogate-tortured-prisoners?INTCMP=SRCH, em inglês.
Escreve o repórter Ian Cobain:
"Um documento altamente secreto, que revela como funcionários do M16 e M15 (serviços secretos) foram autorizados a obter informações de prisioneiros ilegalmente torturados em outros países, foi visto pelo Guardian.
"A política de interrogatório - cujos detalhes se crê são por demais sensíveis para serem revelados no inquérito governamental sobre o papel do Reino Unido na tortura - instruía os altos funcionários da inteligência a pesarem a importância da informação que se buscava em relação ao nivel de dor que eles esperavam que um prisioneiro pudesse sofrer. Essa política foi seguida pelo governo britânico durante quase uma década."
Diz também a reportagem que essa política data de 2002 e assinala: "Como secretário do Exterior, David Milliband disse a membros do Parlamento que a política secreta não podia nunca ser tornada pública, levando em conta que 'nada que publicamos deve dar socorro a nossos inimigos'." Ele é filho de Ralph Miliband; o pai era teórico socialista revolucionário, e o filho participou do governo Tony Blair..
Escreve o repórter Ian Cobain:
"Um documento altamente secreto, que revela como funcionários do M16 e M15 (serviços secretos) foram autorizados a obter informações de prisioneiros ilegalmente torturados em outros países, foi visto pelo Guardian.
"A política de interrogatório - cujos detalhes se crê são por demais sensíveis para serem revelados no inquérito governamental sobre o papel do Reino Unido na tortura - instruía os altos funcionários da inteligência a pesarem a importância da informação que se buscava em relação ao nivel de dor que eles esperavam que um prisioneiro pudesse sofrer. Essa política foi seguida pelo governo britânico durante quase uma década."
Diz também a reportagem que essa política data de 2002 e assinala: "Como secretário do Exterior, David Milliband disse a membros do Parlamento que a política secreta não podia nunca ser tornada pública, levando em conta que 'nada que publicamos deve dar socorro a nossos inimigos'." Ele é filho de Ralph Miliband; o pai era teórico socialista revolucionário, e o filho participou do governo Tony Blair..
19 de julho de 2011
Murdoch "criou" Tony Blair
Para se ter uma ideia da importância de Rupert Murdoch, o magnata da mídia muncial que hoje deve ser interrogado em Londres a respeito da escuta telefônica de milhares de pessoas feita por encomenda de drud jornais, ele é apontado pela ONG jornalística americana Real News, em http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=7025, como o grande responsável pela imagem de Tony Blair como um político jovem, dinâmico e principal idealizador do chamado Novo Trabalhismo. Além disso, seus jornais carregaram nas tintas em supostos escândalos sexuais envolvendo trabalhistas mais à esquerda, rivais de Blair. Assim, Murdoch "moldou a política britânica nos últimos 40 anos".
12 de junho de 2011
Faz cem anos que os ocidentais bombardeiam os árabes.
Em 1911, um avião italiano lançou bombas sobre a Líbia, então pertencente ao Império Otomano e que logo se tornou uma colônia da Itália. Era o início de um século de permanente bombardeio de forças ocidentais contra países árabes, segundo se conta em http://www.brushtail.com.au/july_10_on/100_years_of_bombing_arabs.html, em inglês, em artigo do pesquisador australiano Nick Possum. Em 1912 foi a vez de aviões franceses bombardearem o Marrocos, seguidos em 1913 pelos espanhóis, que lançaram nos anos seguintes até bombas de gás venenoso contra os marroquinos. Em 1915 a Grã-Bretanha começou a bombardear o noroeste da Índia (hoje Paquistão) e, em 1919, o Afeganistão; em seguida, o Iraque. Em 1925 aviões franceses bombardearam dezenas de aldeias sírias e mercenários americanos a serviço da Espanha bombardearam de novo o Marrocos. Tudo isso veio continuando até hoje
20 de dezembro de 2010
A universidade estaria "morta" na Grã-Bretanha, diz Terry Eagleton
Em artigo no jornal inglês The Guardian, o famoso crítico cultural Terry Eagleton afirma, em http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/dec/17/death-universities-malaise-tuition-fees, em inglês:
: "O que testemunhamos no nosso tempo é a morte das universidades como centros de crítica. Desde Margaret Thatcher, o papel da academia tem sido servir o status-quo, não desafiá-lo em nome da justiça, tradição, imaginação, bem-estar humano, o livre jogo da mente e de visões alternativas. Não vamos mudar isso simplesmente aumentando o financiamento estatal das humanidades, em contraposição a reduzi-lo a nada. Vamos mudar isso insistindo em que uma reflexão crítica sobre os valores e princípios humanos deveria ser central para tudo que ocorre nas universidades, não apenas para o estudo de Rembrandt ou Rimbaud".
: "O que testemunhamos no nosso tempo é a morte das universidades como centros de crítica. Desde Margaret Thatcher, o papel da academia tem sido servir o status-quo, não desafiá-lo em nome da justiça, tradição, imaginação, bem-estar humano, o livre jogo da mente e de visões alternativas. Não vamos mudar isso simplesmente aumentando o financiamento estatal das humanidades, em contraposição a reduzi-lo a nada. Vamos mudar isso insistindo em que uma reflexão crítica sobre os valores e princípios humanos deveria ser central para tudo que ocorre nas universidades, não apenas para o estudo de Rembrandt ou Rimbaud".
15 de outubro de 2010
O escritor John Le Carré denuncia Tony Blair
Embora o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair esteja no Brasil e John Le Carré, o ex-espião britânico que se tornou autor de ficções bestsellers sobre espionagem, seja sempre bem divulgado pela mídia, desta vez não tiveram maior repercussão as declarações do escritor à jornalista americana Amy Goodman, em http://www.democracynow.org/blog/2010/10/13/john_le_carr_calling_out_the_traitors, em inglês, em que ele disse: “Não consigo entender que Blair tenha uma vida pública e talvez ainda futuro político. Me parece que qualquer político que tenha levado seu país à guerra sob falsos pretextos cometeu o pecado capital. Acredito que uma guerra, na qual nos negamos a divulgar o número de pessoas que matamos, é uma guerra de que deveríamos estar envergonhados. É preciso sempre ter cuidado com isso. Não falo como profeta, suponho que falo simplesmente como um cidadão desgotoso. Penso que é certo que causamos danos irreparáveis no Oriente Médio e acredito que vamos ter de pagar por isso durante muito tempo."
6 de julho de 2010
Industriais britânicos querem lei para tornar mais difíceis as greves
Segundo notícia publicada pelo jornal londrino The Telegraph, em inglês, em http://www.telegraph.co.uk/finance/jobs/7842269/Strike-ballot-rules-must-be-overhauled-says-CBI.html, a Confederação da Indústria Britânica apresentou projeto para que as greves dos trabalhadores tenham de ser aprovadas em votação da qual participem pelo menos 40 por cento dos empregados. Atualmente, a exigência é de que a maioria presente à assembléia aprove a greve, mas o patronato, representado pela Confederação, afirma que, ou se adota a lei que propõe, ou o país terá de enfrentar anos a fio de "inquietação industrial". Os sindicalistas argumentam que as leis de greve britânicas já são as mais restritivas entre os países desenvolvidos. Recentemente tribunais ordenaram o fim das greves na empresa aérea British Airways e na ferrovia Network Rail.
19 de outubro de 2009
Jornal de Mussolini foi financiado pelo Serviço Secreto britânico
De acordo com artigo da jornalista inglesa Georgina Cooper, distribuído pela Reuters em http://www.reuters.com/article/oddlyEnoughNews/idUSTRE59D4MW20091014?feedType=RSS&feedName=oddlyEnoughNews&rpc=69, revelou-se agora que o jornal que Mussolini dirigia durante a Primeira Guerra Mundial, Il Poppolo d'Italia, recebia 100 libras por semana do Serviço Secreto britânico, o que na época era muito dinheiro, para que o então futuro líder fascista italiano defendesse a participação da Itália, ao lado da Grã-Bretanha e da França, na guerra contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. Mussolini, entre outras coisas, comandava valentões que atacavam manifestantes pacifistas. A pergunta crucial é: será que vamos levar também 90 anos para saber quem financia quem na mídia de hoje?
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