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17 de junho de 2012
Espanha: grevistas atiram foguetes contra policiais
De acordo com o jornal canadense The Globe and Mail, em http://www.theglobeandmail.com/news/world/striking-miners-fearing-austerity-measures-in-violent-clash-with-police/article4291455/, em inglês, mineiros em greve em El Sotón, no Norte da Espanha, atiraram foguetes caseiros e, com estilingues, bolas de rolamento, contra policiais que os atacaram com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Ficaram feridos quatro policiais e três jornalistas, estes feridos por balas de borracha. Os grevistas protestam contra a redução de 300 milhões de euros para 110 milhões de euros nos subsídios governamentais anuais para as minas de carvão. Pelo menos 4 mil mineiros devem perder o emprego.O corte faz parte do chamado pacote de austeridade do governo espanhol. Apesar de a notícia ter sido distribuída pela agência americana Associated Press, não houve maior repercussão na grande mídia.
5 de abril de 2012
China: aumenta o número de greves
Em março, houve 38 greves na China, segundo o China Labour Bulletin, em http://www.clb.org.hk/en/node/110032, em inglês, o maior número mensal desde que começou o levantamento, há 15 meses. A maioria delas ocorreram em empresas industriais ou de transportes. A Polícia interveio em 13 dos episódios e houve detenções em 2. Isso tudo indica um agravamento das tensões sociais no país.
18 de fevereiro de 2012
Até nos EUA se fala em "greve geral"
Segundo o informativo americano Waging Nonviolence, em http://wagingnonviolence.org/2012/02/occupy-wall-street-calls-for-may-day-general-strike/, em inglês, uma assembleia geral ligada ao movimento Ocupe Wall Street aprovou a 14 de fevereiro uma proposta de convocação de greve geral a 1.o de maio. Note-se que o Dia do Trabalho nos Estados Unidos é comemorado no segundo semestre, de modo que a escolha do 1.o de maio tem um sentido de internacionalismo. Diz a convocação:
"O Ocupe Wall Street de 1.o de maio de 2012 se ergue em solidariedade com as convocações para um dia sem os 99 por cento, uma greve geral e mais!! A 1.o de maio, onde quer que você esteja, convocamos para Não Trabalhar, Não Ir à Escola, Não Fazer Serviço de Casa, Não Ir às Compras, Não Ir ao Banco, IR ÁS RUAS!!!!!"
O informativo não indica o número de pessoas presentes à assembleia, mas a impressão que fica é que se trata de um grupo radical sem maiores raízes populares.
"O Ocupe Wall Street de 1.o de maio de 2012 se ergue em solidariedade com as convocações para um dia sem os 99 por cento, uma greve geral e mais!! A 1.o de maio, onde quer que você esteja, convocamos para Não Trabalhar, Não Ir à Escola, Não Fazer Serviço de Casa, Não Ir às Compras, Não Ir ao Banco, IR ÁS RUAS!!!!!"
O informativo não indica o número de pessoas presentes à assembleia, mas a impressão que fica é que se trata de um grupo radical sem maiores raízes populares.
19 de agosto de 2010
Um milhão de funcionários em greve na África do Sul
Decepcionados com o não cumprimento das promessas pelo Congresso Nacional Africano, no governo desde o fim do apartheid, e pelo presidente Jacob Zuma, mais de um milhão dos funcionários públicos da África do Sul estão em greve desde o dia 18. Exigem aumento salarial de 8,6 por cento e auxílio-moradia de mil rands. Lembre-se que o presidente Zuma representa a ala esquerda do partido governante e que foi eleito também com o apoio do Partido Comunista.
6 de julho de 2010
Industriais britânicos querem lei para tornar mais difíceis as greves
Segundo notícia publicada pelo jornal londrino The Telegraph, em inglês, em http://www.telegraph.co.uk/finance/jobs/7842269/Strike-ballot-rules-must-be-overhauled-says-CBI.html, a Confederação da Indústria Britânica apresentou projeto para que as greves dos trabalhadores tenham de ser aprovadas em votação da qual participem pelo menos 40 por cento dos empregados. Atualmente, a exigência é de que a maioria presente à assembléia aprove a greve, mas o patronato, representado pela Confederação, afirma que, ou se adota a lei que propõe, ou o país terá de enfrentar anos a fio de "inquietação industrial". Os sindicalistas argumentam que as leis de greve britânicas já são as mais restritivas entre os países desenvolvidos. Recentemente tribunais ordenaram o fim das greves na empresa aérea British Airways e na ferrovia Network Rail.
23 de junho de 2010
Manobra patronal retira cesta básica de trabalhadores em Tatuí, que entraram em greve
Cerca de mil trabalhadores da Lopesco, indústria de frios de Tatuí-SP, entraram em greve na quarta-feira dia 16, em protesto contra o corte do pagamento da cesta básica. A Lopesco era filiada ao sindicato patronal de frios, cuja convenção prevê o fornecimento de cesta básica aos funcionários. Mas, sem avisar os trabalhadores, a Lopesco se afastou do sindicato de frios e se associou ao sindicato patronal de carnes, cuja convenção não prevê a cesta, e cancelou o pagamento desta última. A notícia foi publicada no jornal O Progresso, de Tatuí, em http://www.asseta.net/oprogressodetatui/.
9 de junho de 2010
Inquietação trabalhista na Alemanha e na China
O jornal econômico inglês Financial Times, o mais respeitado pelos altos executivos do mundo, noticia em http://www.ft.com/cms/s/0/3f640924-7335-11df-ae73-00144feabdc0.html (registro gratuito exigido) que o recente "pacote de austeridade" do governo alemão está causando "inquietação" entre os trabalhadores do país, especialmente no setor público, o mais atingido.
Já na China, o jornal alternativo The Epoch Times, em http://www.theepochtimes.com/n2/content/view/37002/, em inglês, diz que a imprensa estatal do país divulgou em maio a ocorrência de pelo menos doze grandes greves em indústrias importantes, como a Honda, a Sharp e a Nikon. Segundo o The Epoch Times, o Birô Político do Partido Comunista Chinês tem feito reuniões para lidar com esse "sinal de perigo" de que se espalhem as movimentações trabalhistas, em especial às vésperas do 21.o aniversário do massacre na Praça da Paz Celestial.
As indicações são de que, em países importantes do mundo, por causa da atual crise econômica estrutural do capitalismo, estão ressuscitando os movimentos trabalhistas. O problema é que, diante do fracasso tão recente do comunismo, não há garantias de que essas movimentações todas sejam de sentido progressista. Podem também desembocar em reivindicações nacionalistas e xenófobas, na Alemanha, por exemplo, contra os trabalhadores imigrantes estrangeiros; na China, contra as multinacionais estrangeiras e contra o partido marxista que as trouxe ao país.
Já na China, o jornal alternativo The Epoch Times, em http://www.theepochtimes.com/n2/content/view/37002/, em inglês, diz que a imprensa estatal do país divulgou em maio a ocorrência de pelo menos doze grandes greves em indústrias importantes, como a Honda, a Sharp e a Nikon. Segundo o The Epoch Times, o Birô Político do Partido Comunista Chinês tem feito reuniões para lidar com esse "sinal de perigo" de que se espalhem as movimentações trabalhistas, em especial às vésperas do 21.o aniversário do massacre na Praça da Paz Celestial.
As indicações são de que, em países importantes do mundo, por causa da atual crise econômica estrutural do capitalismo, estão ressuscitando os movimentos trabalhistas. O problema é que, diante do fracasso tão recente do comunismo, não há garantias de que essas movimentações todas sejam de sentido progressista. Podem também desembocar em reivindicações nacionalistas e xenófobas, na Alemanha, por exemplo, contra os trabalhadores imigrantes estrangeiros; na China, contra as multinacionais estrangeiras e contra o partido marxista que as trouxe ao país.
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