21 de fevereiro de 2011

Ilusões da esquerda

O fato de as revoltas nos países árabes estarem ocorrendo tanto em países como a Tunísia e o Egito, em que as medidas neoliberais e pró-Ocidente afetaram com desemprego, baixos salários e aumentos de preços grandes parcelas da população, como na Líbia, em que o regime proporcionava um populismo redistributivista antiamericano, como também no Irã (que não é país árabe), igualmente antiamericano, parece atestar que o que há de comum entre as várias mobilizações é um anseio por maior democracia, inclusive nas decisões econômicas. A esquerda que tem simpatia pela Líbia de Gaddafi e pelo Irã dos aiatolás estava esperando que a revolução árabe e muçulmana evoluísse no sentido de um estatismo esquerdista anti-imperialista, mas parece que o caso da Líbia, país tão admirado por setores da esquerda por seu estatismo, demonstra que o buraco, desta vez, é mais em cima.

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