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6 de abril de 2012

Líbia: matança continua

Segundo informações da PBS, rede pública americana de TV, em http://www.pbs.org/wnet/need-to-know/security/a-hollow-victory-the-slow-unraveling-of-libya/13520/, em inglês somente num único episódio no extremo sul da Líbia, no último fim de semana, 147 foram mortas por uma das dezenas de gangues que infestam o país. A nota assinala que notícias como essa não são destacas pela mídia global, seguindo a linha da Otan e do governo americano, de que a intervenção na Líbia foi "um êxito". Além disso, a informação dá conta de que a recente revolta dos tuaregues no Norte do Mali, até agora vitoriosa, é um subproduto da queda de Muammar Gaddafi, que era apoiado pelos tuaregues no território da Líbia. Estes, com armas e bagagens, se reuniram a seus semelhantes no Mali.

5 de janeiro de 2012

EUA viraram Estado policial, diz conservador pró-Reagan

Em seu blog, http://www.paulcraigroberts.org/, em inglês, o líder conservador americano Paul Craig Roberts, ex-subsecretário do Tesouro no governo Reagan, afirmou: "No curso de uma década, os EUA deixaram de ser uma sociedade livre e se converteram num Estado policial. A população, se é que se deu conta do que aconteceu, simplesmente aceitou esta revolução vinda do alto". Ele cita uma série de abusos contra os direitos dos cidadãos que têm uma postura crítica em relação ao governo

26 de fevereiro de 2011

EUA: policiais do Wisconsin aderem aos protestos

Segundo o site americanoshttp://redantliberationarmy.wordpress.com/2011/02/26/breaking-wisconsin-police-have-joined-protest-inside-state-capitol/, em inglês, centenas de policiais do Estado do Wisconsin, encarregados de expulsar os 600 manifestantes que ocupam a sede do Legislativo estadual, em Madison, a capital, acabaram sexta-feira dia 25 de fevereiro aderindo à ocupação. Os protestos foram motivados pela decisão do governo do Wisconsin de extinguir a sindicalização dos funcionários públicos.

7 de dezembro de 2010

Embaixador dos EUA denunciou golpe em Honduras

Entre os jornais mais importantes do Hemisfério Ocidental, apenas o The New York Times e o Página 12 de Buenos Aires deram destaque à revelação de que, por ocasião do afastamento do então presidente hondurenho Manuel Zelaya, o embaixador dos Estados Unidos em Tegucigalpa, Hugo Llorens, enviou cabograma ao Departamento de Estado em Washington a 24 de julho de 20009, em que diz: "Sejam quais forem os méritos de um caso contra Zelaya, sua remoção forçada pelos militares foi claramente ilegal e a posse de Micheletti como 'presidente interino' foi totalmente ilegítima". E mais: "Não há dúvida de que os militares, a Corte Suprema e o Congresso conspiraram a 28 de julho no que constituiu um golpe inconstitucional e ilegal". Ver, em castelhano, http://www.pagina12.com.ar/diario/ultimas/subnotas/20-50568-2010-11-29.html

19 de novembro de 2010

Dificuldades para a liberdade de imprensa nos EUA

Há pouco tempo o Diário de S. Paulo me encomendou o seguinte artigo:

O precedente dos Papéis do Pentágono


O caso dos documentos sobre a guerra do Afeganistão agora vazados lembra o episódio dos chamados Papéis do Pentágono, de 1971. A 13 de junho daquele ano, o jornal “The New York Times” começou a publicar uma série de documentos secretos do Departamento da Defesa sobre a atuação dos Estados Unidos na então Indochina. Esse Departamento, equivalente ao Ministério da Defesa brasileiro, e que tem sua sede num edifício chamado Pentágono, por causa de sua forma, havia encomendado uma pesquisa sobre seus documentos secretos a respeito da Indochina, no período entre a Segunda Guerra Mundial e 1968. Os documentos haviam sido passados ao jornal por um dos pesquisadores designados pelo Departamento, Daniel Ellsberg, que era contrário à Guerra do Vietnã. O vazamento foi facilitado pela utilização das recém-introduzidas máquinas copiadores (Xerox).

O então presidente Richard Nixon e o secretário de Estado (equivalente a ministro das Relações Exteriores), Henry Kissinger, forçaram o Departamento da Justiça a entrar com uma ação judicial para proibir o “NY Times” de continuar publicando a série, sob o argumento de que a segurança nacional corria riscos com sua divulgação. Um tribunal federal de Nova York, sede do jornal, decidiu pela suspensão temporária da série.

Ellsberg então procurou o jornal “The Washington Post”, que continuou a publicar a série. O Departamento da Justiça entrou com uma ação num tribunal federal de Washington, sede do jornal, mas esse tribunal julgou que a segurança nacional não estava ameaçada e não suspendeu a publicação. O Departamento recorreu à Suprema Corte, que pela primeira vez se reuniu extraordinariamente num sábado de manhã, 23 de junho, dada a importância do assunto. Em sentença definitiva, a Suprema Corte decidiu que não havia provas de que a segurança nacional estivesse ameaçada, e a imprensa ficou livre para publicar os documentos. Em meio aos intensos debates sobre a Guerra do Vietnã, todo o episódio teve uma repercussão muito maior do que o episódio atual sobre o Afeganistão. No entanto, a vitória da liberdade de imprensa não foi completa, pois ficou claro que, se houvesse provas de que a segurança nacional americana estava ameaçada, a Suprema Corte poderia ter proibido a divulgação dos documentos. Ficou aberto assim um precedente perigosos para a liberdade de circulação de informações.

17 de novembro de 2010

O Brasil como parte dos EUA

A revista Carta Capital publicou há poucos meses a seguinte resenha:

O Brasil como Sul dos EUA


O nosso país é visto como extensão do Sul dos Estados Unidos, no livro “O Sul mais distante – O Brasil, os Estados Unidos e o tráfico de escravos africanos”, do historiador americano Gerald Horne, lançado agora no Brasil pela Companhia das Letras, três anos após a edição original, cujo título seria mais bem traduzido por “O Sul mais profundo – Os Estados Unidos, o Brasil e o tráfico escravista africano”. Ao contrário do que sugere o título brasileiro, o foco do livro não é o Brasil, sim os interesses americanos no nosso país, relacionados com o tráfico de escravos. Utilizando centenas de fontes dos cinco continentes, Horne demonstra à exaustão que empresários americanos, na época do tráfico de escravos, tinham um triplo interesse no Brasil: de um lado, o interesse comum entre os donos e traficantes de escravos dos dois países em se contrapor à campanha da Grã-Bretanha pela abolição do tráfico; de outro lado, o interesse comum do Sul dos EUA e do Brasil em se contrapor à campanha do Norte dos EUA pela abolição da própria escravidão; finalmente, o interesse de setores empresariais americanos de colonizar a Amazônia, de preferência a tornando independente do Brasil. Em outras palavras, o Brasil era visto por muitos empresários americanos como uma extensão do Sul escravista dos Estados Unidos, daí o nosso país ser apresentado por Horne como “o Sul mais distante”, ou “o Sul mais profundo”. – RENATO POMPEU

14 de agosto de 2010

EUA: detentos são explorados pelas Forças Armadas

Artigo do pesquisador americano Stephen Lendman, em inglês, em http://www.informationclearinghouse.info/article26120.htm, afirma: "O Left Business Observer (site Observador Esquerdista dos Negócios) informa que, usando trabalho escravo moderno, as prisões americanas produzem para as Forças Armadas 100 por cento dos capacetes, cartucheiras, coletes à prova de bala, crachás, camisas, calças, tendas, mochilas e cantis".

6 de agosto de 2010

De "combatente da liberdade" a "terrorista"

O paquistanês Hamid Gul continua fazendo o que sempre fez, matar os que considera "inimigos do Islã", só que nos EUA passou rapidamente de "combatente da liberdade" a "terrorista assassino". Escreve o jornalista americano Jacob G. Hornberger, em inglês em http://www.informationclearinghouse.info/article26056.htm
"O jornal The Washington Post ontem fez um perfil de um paquistanês chamado Hamid Gul, que foi chefe da agência de Inteligência Inter-Serviços do Paquistão de 1987 a1989. O artigo apontava que Gul é visto pelas autoridades dos EUA como um terrorista, que tem ajudado o Talibã a expulsar as forças dos EUA do Afeganistão.
"O que torna a história interessante, entretanto, é que não foi sempre assim. Gul costumava ser um combatente da liberdade e um amigo próximo e aliado do governo dos EUA.
"O que aconteceu?
"Há tempo, quando a União Soviética era o ocupante estrangeiro do Afeganistão, Gul e o governo dos Estados Unidos trabalhavam juntos para pôr fim à ocupação soviética. Como aponta o Post, 'Gul ajudou a CIA a reunir combatentes islamistas para combater os soviéticos". De fato, foi durante a ocupação soviética do Afeganistão que Osama bin Laden foi ao Afeganistão e construiu a reputação de combatente da liberdade".
Há anos Bin Laden também passou a ser considerado "terrorista assassino"

24 de julho de 2010

Governo dos EUA financia oposicionistas e jornalistas na Venezuela

Em http://www.chavezcode.com/2010/07/documents-reveal-multimillion-dollar.html, em inglês, a pesquisadora americana Eva Golinger revela: "Documentos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, liberados segundo a Lei da Liberdade de Informação (Foia), evidenciam o financiamento de mais de 4 milhões de dólares a jornalistas e à mídia privada na Venezuela nos últimos três anos. Esse financiamento faz parte de mais de 40 milhões de dólares que agências internacionais estão investindo por ano em grupos anti-Chávez na Venezuela, numa tentativa de provocar a mudança de regime.
"O financiamento tem sido canalizado diretamente pelo Departamento de Estado através de três agências dos EUA: Fundação Panamericana de Desenvolvimento (PADF), Casa da Liberdade e Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Numa aberta tentativa de esconder suas atividades, o Departamento de Estado censurou os nomes das organizações e jornalistas que recebem esses fundos multimilionários em dólares. No entanto, um documento de julho de 2008 revelou por engano os nomes dos principais grupos venezuelanos que estão recebendo as verbas: Espacio Publico e Instituto de Prensa y Sociedad (Ipis)".

17 de maio de 2010

EUA teriam fornecido a Israel urânio enriquecido "em grau de armamento"

Artigo do jornalista americano Grant Smith, em inglês em http://www.informationclearinghouse.info/article25457.htm, com data de 16 de maio, informa que um relatório secreto do governo americano de 1978, somente divulgado a 6 de maio, deixa claro que os presidentes dos Estados Unidos nunca desmentiram, nem confirmaram, que seu país enviou a Israel urânio enriquecido "em grau de armamento" a Israel.

30 de abril de 2010

Passeata protesta contra Wall Street

Numa cada vez mais rara manifestação trabalhista - as grandes manifestações nos EUA nas últimas décadas têm sido de pacifistas, de grupos étnicos ou de direitistas antiimpostos - 5 mil pessoas, partindo da Prefeitura de Nova York, convocadas pela decadente central sindical AFL-CIO, protestaram em Wall Street contra o desemprego e contra as especulações financeiras. A manifestação foi apartidária e havia apenas uma faixa pró-Obama. As informações são do repórter Alexander Zaitchik, do site Alternet, em inglês em http://www.alternet.org/story/146678/

21 de março de 2010

Alarma nos EUA: mortalidade materna

As notícias da Anistia Internacional são alardeadas na grande mídia quando se referem a mazelas em Cuba, na Coréia do Norte e no Irã. Quando, porém, em http://www.amnestyusa.org/ foi postado um levantamento em inglês segundo o qual a mortalidade materna no parto é maior nos Estados Unidos do que em pelo menos outros 40 países menos prósperos, praticamente não houve repercussão. Particularmente chocante é o dado de que as parturientes negras no país têm uma chance quatro vezes maior de morrer do que as parturientes americanas brancas. A Anistia atribui a situação à "discriminação racial" e a "obstáculos econômicos".

15 de março de 2010

Brancos nacionalistas montam movimento de extrema direita nos EUA

A imprensa brasileira não está dando destaque ao movimento de extrema direita americano Tea Party ("Festa do Chá", em inglês, alusão à "Festa do Chá de Boston", a ação, que deu início ao movimento de independência dos Estados Unidos, em que colonos americanos, no porto de Boston, jogaram cargas de chá ao mar, em protesto por, pelas regras coloniais, o chá ter de ser importado da Inglaterra, pagando pesadas taxas, e não diretamente da Ásia). O movimento, organizado por brancos nacionalistas, advoga um populismo de direita, pelo não pagamento de impostos, contra os "imigrantes que nos tiram os empregos", e contra a desindustrialização dos EUA. Ver http://www.informationclearinghouse.info/article24962.htm, em que o pesquisador Glen Ford analisa como o Partido Republicano dos EUA, que defende os interesses de megaempresas, conta em seu eleitorado de massa com pessoas das camadas populares de ideias semelhantes às do Tea Party, que prefeririam votar num Partido Nacionalista Branco.

15 de fevereiro de 2010

Estudantes americanos vão a Cuba aprender medicina

Reportagem da jornalista Julia Landau no jornal East Bay Express, da Califórnia, reproduzida em http://www.alternet.org/story/145523/, conta como estudantes americanos que querem trabalhar em bairros pobres estão indo estudar medicina em Cuba, não só para aprenderem a lidar com questões de saúde pública, mas principalmente pelos baixos custos. Diz a introdução: "A Região da Baía (de São Francisco) é um polo de atração para médicos que pretendem ser médicos de família e ajudar os pobres, mas têm de sair do país para aprender a fazer isso".

2 de fevereiro de 2010

Tropas dos EUA têm mais suicidas do que mortes em combate

Segundo nota do jornal canadense Ottawa Citizen, em inglês, em http://www.ottawacitizen.com/news/Military+needs+monitor+post+combat+suicides+panel+told/2496371/story.html, a repórter Juliet O'Neill, tendo como fontes especialistas em saúde mental e dados governamentais dos EUA, informa que, enquanto 4.500 soldados americanos morreram em combate no Iraque e no Afeganistão, em nove anos de guerra, no próprio território dos Estados Unidos se suicidam por ano 6 mil veteranos de várias guerras. Esses dados não mereceram nenhum destaque na mídia dos EUA e, por extensão, na mídia internacional.

13 de janeiro de 2010

Aumentam os suicídios dos veteranos de guerra dos EUA

Segundo nota em inglês em http://www.accuracy.org/newsrelease.php?articleId=2151, o jornal americano USA Today informou que, entre 2005 e 2007, aumentou 26 por cento a taxa de suicídios de veteranos de guerra dos Estados Unidos.

11 de janeiro de 2010

Abusos e descuidos levaram à morte dezenas de imigrantes nos EUA

A mídia brasileira costumam dar a maior importância a tudo o que o jornal americano The New York Times diz, mas aqui está uma exceção: não foi dada maior importância à reportagem de Nina Bernstein, em http://www.nytimes.com/2010/01/10/us/10detain.html?hp, segundo a qual documentos oficiais da Agência para Imposição da Lei na Imigração e na Alfândega indicam que, entre as 107 mortes ocorridas desde 2003, quando foi fundada a Agência, de imigrantes detidos em prisões privadas, penitenciárias federais e cadeias de condados (municípios, ou, mais exatamente, comarcas, algumas dezenas ocorreram por maus tratos ou por falta de cuidados de saúde legalmente obrigatórios com os imigrantes. E que houve um esforço para esconder do público o número de mortes desses imigrantes e as condições em que elas ocorreram.

3 de janeiro de 2010

EUA "AJUDAM" ISRAEL PARA LHE VENDER ARMAS

Embora o governo do presidente Barack Obama esteja exigindo que Israel retire as colônias judaicas da Cisjordânia, os EUA continuam fornecendo ao governo de Binyamin Netanyahu os meios para manter essas colônias. Obama oficializou logo antes do Natal a outorga de "ajuda" de 30 bilhões de dólares nos próximos dez anos a Israel, desde que seu governo se disponha a gastar 75 por cento da "ajuda" em armamentos produzidos por fábricas americanas, estas atingidas em cheio pela crise financeira mundial. A notícia é do jornal australiano The Sydney Morning Herald, em http://www.smh.com.au/world/us-aid-tied-to-purchase-of-arms-20100101-llsb.html

30 de dezembro de 2009

VISITA IMPORTANTE AO PARAGUAI, POUCO COMENTADA

Foi mal noticiada e ainda pior avaliada a informação de que o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, o general Douglas Fraser, visitou recentemente, de surpresa, o Paraguai. Em nota do SMI América Económica España, de 18 de dezembro, divulgada na lista de notícias argentina Reconquista Popular por José María Cavalleri, <ingcavalleri@yahoo.com.ar>, se diz, em castelhano:
"Isso ocorre depois de ter sido dada a conhecer a notícia de que a oligarquia paraguaia propôs começar um julgamento político, ou o que muitos chamam de um 'golpe de Estado à hondurenha'. Fraser visitará várias unidades militares no marco da cooperação entre as Forças Armadas dos dois países. O comandante, cuja presença no Paraguai não havia sido anunciada anteriormente, se reuniu com o ministro paraguaio da Defesa, Luis Bareiro, e com o comandante das Forças Militares, general Óscar Velázquez. Mais, a visita de Fraser coincide com a presença no Paraguai do secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela", que passou também pela Argentina, Brasil e Uruguai. A especulação é que se está tramando, entre meios paraguaios e americanos, a derrubada do presidente paraguaio Fernando Lugo, católico esquerdista.

19 de dezembro de 2009

DESEMPREGO AUMENTA LUCROS DE BANCOS AMERICANOS


Em http://www.consortiumnews.com/2009/121509b.html, está explicado, em inglês, como os bancos americanos aprenderam a lucrar com o desemprego. Nos Estados Unidos, os governos estaduais pagam grande parte do seguro-desemprego, o que implica gastos administrativos e tempo de trabalho dos caixas, etc. Então, os bancos propuseram um esquema pelo qual os Estados economizam essas despesas: os governos estaduais entregam todo o dinheiro do seguro-desemprego aos bancos, que abrem contas de cartão de débito em nome dos desempregados segurados. Em contrapartida, os bancos ganham os juros enquanto o dinheiro do seguro-desemprego não é gasto no cartão de débito, ganham comissão de cada varejista a cada operação de compra por parte do desempregado segurado, e ainda cobram taxas do desempregado segurado pelo uso do cartão de débito.