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4 de abril de 2013
Vídeo traz a visão dos vizinhos do Itaquerão
Em http://www.apublica.org/2013/03/itaquera-e-so-ir-la-ouvir-os-moradores/, da Agência Pública
11 de julho de 2010
Copa do Mundo: hino holandês ataca a Espanha
"Minha alma se atormenta, povo fiel, vendo como te afronta o espanhol cruel". Esse é um trecho do Hino Nacional da Holanda, cantado por seus jogadores em todos os seus jogos na Copa do Mundo, inclusive na final contra a Espanha. A letra recorda os tempos em que os Países Baixos pertenciam ao Império Espanhol e se revoltaram no século 16.
7 de julho de 2010
Copa do Mundo: barbárie e populismo do Primeiro Mundo não são notícias no Terceiro Mundo
Na segunda-feira, 5 de julho, a Polícia de Hannover, Alemanha, anunciou que, numa briga de bar no centro da cidade, um torcedor alemão matou um torcedor italiano e feriu gravemente outro torcedor italiano. Segundo José María Cavalleri, ingcavalleri@yahoo.com.ar, em mensagem ao grupo de notícias argentino Reconquista Popular, em toda a América Latina a notícia só foi dada pela Telesur, ligada ao governo venezuelano.
Também na Reconquista Popular, Néstor Gorojovsky, nmgoro@gmail.com, informa que o governo do Estado de Hesse, igualmente na Alemanha, havia decretado uma semana de transporte público grátis, e ainda a extensão para todo o mês de agosto dos passes que vencem em julho, caso a Seleção Alemã passasse, como passou, às semifinais da Copa do Mundo. Ele comenta: "Deste populismo ninguém fala".
Também na Reconquista Popular, Néstor Gorojovsky, nmgoro@gmail.com, informa que o governo do Estado de Hesse, igualmente na Alemanha, havia decretado uma semana de transporte público grátis, e ainda a extensão para todo o mês de agosto dos passes que vencem em julho, caso a Seleção Alemã passasse, como passou, às semifinais da Copa do Mundo. Ele comenta: "Deste populismo ninguém fala".
29 de junho de 2010
Racismo na Copa do Mundo
O tema do racismo na Copa do Mundo, pouco divulgado na grande mídia, é discutido na revista da Esquerda Verde da Austrália, por Duroyan Fertl, em artigo em inglês em http://www.greenleft.org.au/taxonomy/term/631> Ele lembra que, na Europa, muitas torcidas organizadas estão ligadas a grupos neonazistas e de extrema direita, como a Liga da Defesa na Inglaterra. A torcida pelas Seleções nacionais também envolve racismo, diz ele, dando o exemplo de uma "fantasia de torcedor holandês" que mostra um torcedor holandês montado aos ombros de um negro; nas instruções que acompanham o traje, há a sugestão de que o holandês "guie" o negro puxando as suas orelhas. No caso do conflito entre os jogadores franceses, muitos deles de origem africana ou árabe, e seu técnico, vários órgãos da imprensa da França deram manchetes sobre o caráter "não-francês" de pessoas criadas em bairros de imigrantes.
19 de junho de 2010
França: Copa do Mundo obscurece escândalo L'Oréal-Nestlé
Em mensagem à lista de notícias americana Marxism, o pesquisador francês Dan Koechlin, d.koechlin@wanadoo.fr, se queixa de que a mídia francesa está dando muito mais importância à má atuação de sua Seleção na Copa de Mundo de futebol, enquanto relega a um segundo plano irrelevante as novidades referentes ao escândalo envolvendo a L'Oréal, empresa que a Nestlé pretende comprar. O escândalo surgiu quando veio a público uma disputa familiar pela presidência da firma de cosméticos, entre a proprietária, Liliane Bettencourt, de 87 anos, a 21.a pessoa e a primeira mulher mais rica do mundo, com 21 bilhões de dólares, e sua filha Françoise Meyers, que argumenta na Justiça estar a mãe mentalmente incapacitada e esbanjando os bens da empresa. Agora, o ex-mordomo de Liliane Bettencourt divulgou à imprensa gravações telefônicas em que ela combina diversas manobras extralegais com o ministro do Trabalho, Eric Woehl, marido da principal executiva da L'Oréal, e com o próprio presidente Sarkozy. Mas a mídia francesa, segundo Koechlin, por enquanto ainda não publicou as revelações mais importantes das gravações, preferindo dar mais atenção ao mau desempenho da França na Copa. Enquanto isso, o ex-mordomo está sendo processado por violação do sigilo telefônico.
15 de junho de 2010
Copa do Mundo: África do Sul não foi beneficiada
Em artigo na revista australiana Links, da organização esquerdista do mesmo nome, em inglês em http://links.org.au/node/1738>, os pesquisadores sulafricanos Ashwin Desai e Goolam Vahed concluem que a África em geral e a África do Sul em particular não estão sendo beneficiadas pela Copa do Mundo. Dizem eles, notadamente:
"O marketing da Copa do Mundo como um evento africano fez aumentar a pressão sobre os organizadores para 'outorgar' não apenas miríades de benefícios prometidos aos sulafricanos, mas também cumprir as expectativas dos países africanos. Entretanto, a economia política do futebol torna difícil realizar um evento 'africano'. O 'modelo' de Copa do Mundo da Fifa (...) permite que ela ganhe uma fortuna a partir dos direitos de televisão, publicidade e vendas de produtos licenciados.
"A África do Sul precisa financiar estádios no 'estado da arte', hospedagem de padrão mundial e desenvolvimentos infraestruturais relacionados. Isso foi um desafio para um país assombrado pela crescente desigualdade e por dificuldades fiscais. O coeficiente Gini, que mede a desigualdade da distribuição de riqueza, subiu de 0,62 em 1992 para 0,77 em 2001. Segundo a Pesquisa de 2005/06 sobre Renda e Gastos, os 10por cento de lares mais ricos na África do Sul receberam mais da metade da renda disponível; os 40 por cento mais pobres, menos de 7 por cento; e os 20 por cento mais pobres, menos de 1,5 por cento. O cidadão negro médio estava ganhando um oitavo de sua contraparte branca, segundo uma pesquisa do Instituto para Justiça e Reconciliação em janeiro de 2008. A desigualdade subiu de 0,60 em 2006 para 0,62, numa escala de zero a 1, na qual 1 representa a desigualdade absoluta".
A conclusão geral é de que os investimentos na Copa beneficiaram muito mais a Fifa do que a África do Sul e de que o próprio futebol africano não vai sair melhor da Copa do que estava sem a Copa.
"O marketing da Copa do Mundo como um evento africano fez aumentar a pressão sobre os organizadores para 'outorgar' não apenas miríades de benefícios prometidos aos sulafricanos, mas também cumprir as expectativas dos países africanos. Entretanto, a economia política do futebol torna difícil realizar um evento 'africano'. O 'modelo' de Copa do Mundo da Fifa (...) permite que ela ganhe uma fortuna a partir dos direitos de televisão, publicidade e vendas de produtos licenciados.
"A África do Sul precisa financiar estádios no 'estado da arte', hospedagem de padrão mundial e desenvolvimentos infraestruturais relacionados. Isso foi um desafio para um país assombrado pela crescente desigualdade e por dificuldades fiscais. O coeficiente Gini, que mede a desigualdade da distribuição de riqueza, subiu de 0,62 em 1992 para 0,77 em 2001. Segundo a Pesquisa de 2005/06 sobre Renda e Gastos, os 10por cento de lares mais ricos na África do Sul receberam mais da metade da renda disponível; os 40 por cento mais pobres, menos de 7 por cento; e os 20 por cento mais pobres, menos de 1,5 por cento. O cidadão negro médio estava ganhando um oitavo de sua contraparte branca, segundo uma pesquisa do Instituto para Justiça e Reconciliação em janeiro de 2008. A desigualdade subiu de 0,60 em 2006 para 0,62, numa escala de zero a 1, na qual 1 representa a desigualdade absoluta".
A conclusão geral é de que os investimentos na Copa beneficiaram muito mais a Fifa do que a África do Sul e de que o próprio futebol africano não vai sair melhor da Copa do que estava sem a Copa.
13 de junho de 2010
A Copa do Mundo e os marxistas; bolas da Adidas e da Nike continuam a ser fabricadas por crianças
Na revista marxista americana The Rustbelt Radical, em inglês em http://rustbeltradical.wordpress.com/2010/06/11/the-world-cup-who-to-support-a-marxist-position/, há conselhos sobre para qual seleção torcer na Copa do Mundo: "1) Para qualquer país (menos a Inglaterra) contra os Estados Unidos. 2) Para qualquer país que alguma vez foi uma colônia. 2) (sic) Contra qualquer país que alguma vez teve uma colônia. 3) Em caso de jogos entre potências imperialistas, torcer para a que tiver a classe trabalhadora mais militante e mais consciente. 4) No caso de um confronto entre duas ex-colônias, o mesmo se aplica. 5) Um Estado socialista supera todos (não incluímos nessa categoria o time posto em campo pela RDPC" (a Coréia do Norte).
Já o jornal australiano The Sydney Morning Herald divulgou em inglês em http://www.smh.com.au/world/soccer-ball-makers-in-poverty-20100610-y0ls.html uma reportagem de James Rupert que descreve a miséria em que vivem os operários asiáticos que fabricam as bolas de futebol das marcas mais vendidas em todo o mundo. Há treze anos a Adidas, a Nike e outras empresas se comprometeram a não empregar mais crianças em suas fábricas de bolas de futebol, diz a reportagem. Mas o Fórum Internacional sobre Direitos Trabalhistas constatou que "o trabalho infantil continua", para costurar as bolas de futebol, nos três principais países produtores, Paquistão, China e Índia. Como na Tailândia, quarto país produtor, as crianças nesses países de fato deixaram as fábricas de bolas de futebol, mas para costurarem bolas em casa, ou para trabalharem em oficinas mecânicas, olarias, etc. Mesmo os trabalhadores adultos das fábricas de bolas de futebol recebem salários abaixo do nível de subsistência. Mais da metade dos operários das fábricas de bola da cidade paquistanesa de Stalkol, o maior centro mundial de fábricas de bolas de futebol da Adidas e da Nike, recebe salário abaixo do salário mínimo vigente no Paquistão, de 70 dólares americanos mensais. Para costurar os 32 gomos de uma bola que é vendida nos EUA por 50 dólares, cada trabalhador recebe 5 centavos de dólar.
Já o jornal australiano The Sydney Morning Herald divulgou em inglês em http://www.smh.com.au/world/soccer-ball-makers-in-poverty-20100610-y0ls.html uma reportagem de James Rupert que descreve a miséria em que vivem os operários asiáticos que fabricam as bolas de futebol das marcas mais vendidas em todo o mundo. Há treze anos a Adidas, a Nike e outras empresas se comprometeram a não empregar mais crianças em suas fábricas de bolas de futebol, diz a reportagem. Mas o Fórum Internacional sobre Direitos Trabalhistas constatou que "o trabalho infantil continua", para costurar as bolas de futebol, nos três principais países produtores, Paquistão, China e Índia. Como na Tailândia, quarto país produtor, as crianças nesses países de fato deixaram as fábricas de bolas de futebol, mas para costurarem bolas em casa, ou para trabalharem em oficinas mecânicas, olarias, etc. Mesmo os trabalhadores adultos das fábricas de bolas de futebol recebem salários abaixo do nível de subsistência. Mais da metade dos operários das fábricas de bola da cidade paquistanesa de Stalkol, o maior centro mundial de fábricas de bolas de futebol da Adidas e da Nike, recebe salário abaixo do salário mínimo vigente no Paquistão, de 70 dólares americanos mensais. Para costurar os 32 gomos de uma bola que é vendida nos EUA por 50 dólares, cada trabalhador recebe 5 centavos de dólar.
3 de abril de 2010
Copa do Mundo: 15 mil sulafricanos em "campo de concentração"
Segundo reportagem de David Smith, correspondente na Cidade do Cabo, na África do Sul, do jornal The Guardian de Londres, em inglês em http://www.guardian.co.uk/world/2010/apr/01/south-africa-world-cup-blikkiesdorp, 15 mil pessoas que moravam em prédios abandonados por elas invadidos, foram há semanas confinadas pelas autoridades municipais num amontoado de barracos de ferro corrugado, conhecido como "Cidade de Lata", embora a designação da Prefeitura seja "Área de Relocalização Temporária", na periferia da cidade. A intenção das autoridades foi afastar essas pessoas da visão dos turistas que virão por ocasião da Copa do Mundo. Os confinados dizem que a Cidade de Lata é um "campo de concentração" pior do que os reservados a negros durante a era do apartheid. Em toda a área não há uma única árvore ou um único gramado. À noite, policiais vasculham o terreno, espancando qualquer morador de qualquer idade que insista em passear fora de seus barracos.
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