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7 de abril de 2013
Coreia: que é a verdade?
A pergunta de Pilatos a Jesus vem a propósito de artigo na revista americana Salon, em http://www.salon.com/2013/04/05/north_korea_whats_really_happening/, em inglês, em que Tom Shorrock defende a inusitada tese de que foram os Estados Unidos que iniciaram e foram intensificando os preparativos bélicos contra a Coreia do Norte e que esta foi reagindo cada vez mais intensamente na medida em que se sentia cada vez mais ameaçada. Diz ainda o artigo que, em seguida, os EUA se assustaram com a reação norte-coreana e passaram a recuar, o que estaria comprovado em reportagem da quinta-feira no jornal The Wall Street Journal, e aí a Coreia do Norte baixou o tom. Qual será a verdade?
25 de março de 2013
Expediente
Blog do Renatão
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Jornalista responsável – Renato Ribeiro Pompeu (MTb-SP 7.711)
Editora de arte: Susana Carlos Pires
Jornal editado com fins de lucro´pela firma Botequim de Ideias Literárias e Jornalisticas Ltda., com sede à rua Teodureto Souto, 532, São Paulo-SP, fone (11) 3208-0880, celular (11) 9.6594-7688, email rrpompeu@uol.com.br, diretor – Renato Ribeiro Pompeu
Lema: “Maior democrata não é quem exige o direito de crítica, sim quem aceita serenamente o risco de ser criticado e mesmo acha que aprende mais com críticas do que com elogios”
Nota – os lucros poderão ou não ser obtidos com anúncios a serem angariados, ou com contribuições voluntárias de qualquer valor para a conta
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23 de junho de 2012
Mídia: cobertura sobre Israel novamente criticada
Em http://www.alternet.org/story/155866/why_the_u.s._media_barely_covered_brutal_right-wing_race_riots_in_tel_aviv?page=entire, em inglês, o especialista judeu americano em questões do Oriente Médio, MJ Rosenberg, critica a mídia dos Estados Unidos, e por extensão a grande mídia global, por praticamente não ter informado,semanas atrás, "as brutais violências raciais em Tel Aviv", quando extremistas israelenses atacaram a comunidade negra da cidade, destruindo lojas e causando incêndios. Rosenberg, em entrevista à Rádio Alternet, uma rádio alternativa, retransmitida em áudio e em texto, diz ainda que os poucos meios de comunicação que informaram as violências às atribuíram à reação contra o supostamente alto índice de criminalidade entre os negros de Tel Aviv, o que, de acordo com Rosenberg, não é comprovado pelas estatísticas policiais. Segundo ele, o pior é que pesquisas de opinião realizadas posteriormente indicaram que metade dos israelenses consideram "um câncer" a presença desses negros e um terço aprovou as violências.
5 de maio de 2012
Argentina: Krugman critica mídia
Em artigo no jornal americano The New York Times,em http://krugman.blogs.nytimes.com/2012/05/03/down-argentina-way/, o badalado economista Paul Krugman, que desta vez não foi divulgado internacionalmente com a costumeira presteza, afirma: "A cobertura da Argentina pela imprensa é outro desses exemplos de como a sabedoria convencional pode aparentemente tornar impossível estabelecer corretamente os fatos. Continuamos a receber matérias sobre a recuperação da Irlanda quando não há, de fato, nenhuma recuperação - mas deveria haver, dane-se, porque eles fizeram a coisa 'certa', então é isso que vamos noticiar.
"E, inversamente, artigos sobre a Argentina são quase sempre de tom muito negativo, eles são irresponsáveis, estão renacionalizando algumas indústrias, sua fala é populista, logo eles devem estar indo muito mal". Krugman em seguida menciona dados segundo os quais a economia argentina está indo bem, pois desde 2006 cresce mais do que o Brasil, tão incensado pela mídia internacional.
"E, inversamente, artigos sobre a Argentina são quase sempre de tom muito negativo, eles são irresponsáveis, estão renacionalizando algumas indústrias, sua fala é populista, logo eles devem estar indo muito mal". Krugman em seguida menciona dados segundo os quais a economia argentina está indo bem, pois desde 2006 cresce mais do que o Brasil, tão incensado pela mídia internacional.
28 de março de 2012
Greve de fome de palestina em Israel completa 40 dias
Em http://electronicintifada.net/blogs/ali-abunimah/why-silence-hana-shalabi-day-40-hunger-strike-israeli-rejects-appeal, em inglês, o blogueiro palestino Ali Abunimah reclama contra o silêncio da mídia global a respeito da greve de fome da ativista também palestina Hana Al-Shalabi, que está há mais de 40 dias sem comer numa prisão israelense, aonde foi levada após ter sido sequestrada a 16 de fevereiro em sua casa em território ocupado, sem acusação e sem julgamento. Ela já havia estado durante dois anos sob "prisão administrativa", sem acusação.
14 de agosto de 2011
Israel: protestos se intensificam
Dezenas de milhares de israelenses voltaram a protestar no sábado 13 de agosto nas ruas, em várias cidades, contra a carestia de alimentos e os altos preços dos aluguéis, segundo nota da agência inglesa de notícias Reuters, em http://www.reuters.com/article/2011/08/13/us-israel-economy-idUSTRE77C27V20110813, em inglês. No fim-de-semana anterior, 250 mil pessoas haviam protestado em Tel Aviv, num país de 7 milhões de habitantes. Assim, proporcionalmente, as manifestações em Israel envolvem uma maior parte da população do que as chamadas revoluções árabes, mas não recebem maior cobertura da mídia global.
13 de agosto de 2011
Uma entrevista de Roubini que não teve repercussão: "Marx tinha razão"
As entrevistas do economista Nouriel Roubini, o guru que previu a crise de 2008 e seus desdobramentos atuais, normalmente têm grande repercussão. Mas a que ele acaba de dar ao jornal econômico americano The Wall Street Journal, reproduzida pelo jornal econômico canadense The Financial Post em http://business.financialpost.com/2011/08/12/roubini-says-more-than-50-chance-of-global-recession/, em inglês, não teve tanta repercussão assim. Diz o texto de Pam Heaven, jornalista do The Financial Post:
"Nouriel Roubini citou esta semana um economista ainda mais controvertido do que ele próprio, ao explicar a situação da turbulenta economia mundial.
"'Karl Marx tinha razão, em algum ponto o capitalismo pode se destruir a si próprio', disse o sr. Roubini, numa entrevista ao The Wall Street Journal. 'Pensávamos que os mercados funcionavam. Não estão funcionando".
"O sr. Roubini também disse que há uma chance de mais de 50 por cento de que o mundo vá afundar em outra recessão global e os próximos dois a três meses vão revelar a direção da economia."
"Nouriel Roubini citou esta semana um economista ainda mais controvertido do que ele próprio, ao explicar a situação da turbulenta economia mundial.
"'Karl Marx tinha razão, em algum ponto o capitalismo pode se destruir a si próprio', disse o sr. Roubini, numa entrevista ao The Wall Street Journal. 'Pensávamos que os mercados funcionavam. Não estão funcionando".
"O sr. Roubini também disse que há uma chance de mais de 50 por cento de que o mundo vá afundar em outra recessão global e os próximos dois a três meses vão revelar a direção da economia."
12 de agosto de 2011
BBC obrigada a pedir desculpas a escritor e apresentador negro
O caso não teve maior repercussão fora da Grã-Bretanha, mas a BBC de Londres se sentiu obrigada a pedir desculpas publicamente ao escritor e apresentador negro Darcus Howe, militante progressida, acusado por uma apresentadora, Fiona Armstrong, numa entrevista ao vivo sobre os atuais conflitos em cidades inglesas, de ter participado de desordens. A informação é do site PressGazette em http://www.pressgazette.co.uk/story.asp?sectioncode=1&storycode=47674&c=1>,, em inglês.
Durante o debate, Fiona Armstrong assim se dirigiu a Howe:
"Desordens não são novidade para você, segundo entendo, não? Você próprio participou delas".
Howe respondeu:
"Nunca participei de nenhuma desordem. Participei de manifestações que terminaram em conflito.Pare de me acusar de ser um desordeiro e tenha algum respeito por um idoso negro das Índias Ocidentais, porque você queria me provocar. Você parece idiota - tenha algum respeito".
Agora, a BBC pediu desculpas.
Durante o debate, Fiona Armstrong assim se dirigiu a Howe:
"Desordens não são novidade para você, segundo entendo, não? Você próprio participou delas".
Howe respondeu:
"Nunca participei de nenhuma desordem. Participei de manifestações que terminaram em conflito.Pare de me acusar de ser um desordeiro e tenha algum respeito por um idoso negro das Índias Ocidentais, porque você queria me provocar. Você parece idiota - tenha algum respeito".
Agora, a BBC pediu desculpas.
6 de agosto de 2011
Venezuela: intelectuais de todo o mundo repudiam falta de cobertura da mídia global sobre assassínios de líderes camponeses
Em carta-aberta ao jornal inglês The Guardian, conhecido por suas posições progressistas que o tornam uma exceção na mídia global, conservadora em sua prática totalidade,mais de vinte intelectuais de todo o mundo, encabeçados pelos americanos Noam Chomsky, linguista, e John Pilger, cineasta,em http://mrzine.monthlyreview.org/2011/guardian010811p.html, em inglês, se pergunta:
"Nós, os abaixo assinados, perguntamos por que o Guardian tem ignorado um dos mais graves problemas de direitos humanos na Venezuela: o assassínio de centenas de ativistas camponeses, desde 2001, por pistoleiros contratados por prósperos donos de terras.
"A 8 de junho, a VenezuelaAnalysis.com noticiou uma marcha de 10 mil pessoas diante da Assembléia Nacional para exigir justiça às vítimas ('Organizações camponesas venezuelanas marcham para exigir justiça sobre assassínios').
"O correspondente do Guardian em Caracas, Rory Carroll, não informou nada disso e tem ignorado há anos essa grave questão de direitos humanos.
"O Guardian recentemente publicou artigos sobre Chávez ficando calvo ("Hugo Chávez espera ficar calvo depois de quimioterapia em Cuba") e sobre suas 'teorias conspirativas' em torno da morte de Simón Bolívar ('Alegações de Hugo Chávez de que Simón Bolívar foi assassinado não são apoiadas pela ciência').
"Camponeses foram claramente escolhidos como alvos para derrotar os esforços do governo de Chávez para remediar as grandes desigualdades na distribuição de terras por toda a Venezuela.. As vítimas dessa violência, e a verdade, merecem coisa melhor".
Além do Guardian, evidentemente, praticamente toda a mídia global ignora essas matanças.
"Nós, os abaixo assinados, perguntamos por que o Guardian tem ignorado um dos mais graves problemas de direitos humanos na Venezuela: o assassínio de centenas de ativistas camponeses, desde 2001, por pistoleiros contratados por prósperos donos de terras.
"A 8 de junho, a VenezuelaAnalysis.com noticiou uma marcha de 10 mil pessoas diante da Assembléia Nacional para exigir justiça às vítimas ('Organizações camponesas venezuelanas marcham para exigir justiça sobre assassínios').
"O correspondente do Guardian em Caracas, Rory Carroll, não informou nada disso e tem ignorado há anos essa grave questão de direitos humanos.
"O Guardian recentemente publicou artigos sobre Chávez ficando calvo ("Hugo Chávez espera ficar calvo depois de quimioterapia em Cuba") e sobre suas 'teorias conspirativas' em torno da morte de Simón Bolívar ('Alegações de Hugo Chávez de que Simón Bolívar foi assassinado não são apoiadas pela ciência').
"Camponeses foram claramente escolhidos como alvos para derrotar os esforços do governo de Chávez para remediar as grandes desigualdades na distribuição de terras por toda a Venezuela.. As vítimas dessa violência, e a verdade, merecem coisa melhor".
Além do Guardian, evidentemente, praticamente toda a mídia global ignora essas matanças.
24 de julho de 2011
Mídia, sem provas, acusou muçulmanos pelo atentado terrorista na Noruega
Em artigo na famosa revista americana Salon, em http://www.salon.com/news/opinion/glenn_greenwald/2011/07/23/nyt/index.html, em inglês, o jornalista Glenn Greenwald listou uma série de publicações que, sem provas, atribuíram a muçulmanos os atentados na Noruega, assim que foram noticiados. Entre os que acusaram os islamitas estão o jornal americano The New York Times, a rede britânica de rádio e televisão BBC, etc. Pior: o jornal, também americano, The Washington Post publicou uma coluna de Jennifer Rubin "explicando" por que os "terroristas" islâmicos tinham interesse em atacar a Noruega. Pior ainda: o The New York Times, mesmo depois de ter sido esclarecido que o terrorista era um norueguês que odeia os muçulmanos, continuou publicando que ele foi "inspirado" pela Al Qaeda. E o cúmulo do pior: depois que ficou sabido que os muçulmanos não eram responsáveis pelos atentados, o The New York Times deixou de considerar que se tratava de terrorismo. Eis o que o jornall publicou para justificar por que se "enganara"::
"Informações iniciais focaram a possibilidade de militantes islâmicos, em particular a Ansal Al-Jihahd Al-Alami, Ajudantes da Jihad Global, citada por alguns analistas como tendo reivindicado a responsabilidade pelos ataques. Autoridades americanas disseram que o grupo era previamente desconhecido e poderia até mesmo não existir.
"Havia muitas razões para a preocupação de que terroristas pudessem ser responsáveis".
Ou seja, agora que não há mais razão para atribuir os ataques a militantes islâmicos, não cabe mais a preocupação de que "terroristas pudessem ser responsáveis". Em suma, para o The New York Times, o mesmo ato, praticado por um militante islâmico, é "terrorismo", mas, praticado por um militante cristão, não é "terrorismo".
"Informações iniciais focaram a possibilidade de militantes islâmicos, em particular a Ansal Al-Jihahd Al-Alami, Ajudantes da Jihad Global, citada por alguns analistas como tendo reivindicado a responsabilidade pelos ataques. Autoridades americanas disseram que o grupo era previamente desconhecido e poderia até mesmo não existir.
"Havia muitas razões para a preocupação de que terroristas pudessem ser responsáveis".
Ou seja, agora que não há mais razão para atribuir os ataques a militantes islâmicos, não cabe mais a preocupação de que "terroristas pudessem ser responsáveis". Em suma, para o The New York Times, o mesmo ato, praticado por um militante islâmico, é "terrorismo", mas, praticado por um militante cristão, não é "terrorismo".
23 de julho de 2011
Manifestações opostas no Egito
Duas grandes manifestações, uma contra e outra a favor do governo provisório egícpio, foram realizadas em praças diferentes na zona central do Cairo, na sexta-feira dia 22, segundo nota a agência chinesa de notícias Xinhua, em http://news.xinhuanet.com/english2010/world/2011-07/23/c_131003376.htm, em inglês. Em uma manifestação, os manifestantes exigiam a derrubada do ministro do Interior, responsável pela repressão e não afetado pela reforma ministerial do início da semana, e protestavam contra a legislação eleitoral imposta pelo governo militar, que não teria convocado as forças políticas que derrubaram o presidente Hosni Mubarak para discutir as reformas. Na outra praça, os manifestantes exigiram que sejam suspensos os atos contra o novo governo militar, que precisaria de apoio para impor as reformas democráticas. Por outro lado, nota da TV Aljazira dá conta de que, no mesmo dia, uma manifestação em Alexandria contra o governo militar foi atacada com brutalidade pela polícia do Exército. Segundo http://english.aljazeera.net/news/middleeast/2011/07/201172314442302734.html, em inglês, os manifestantes de Alexandria haviam bloqueado uma rodovia.
O interessante é que não foram localizados despachos de agências ocidentais sobre essas três manifestaçõpes.
O interessante é que não foram localizados despachos de agências ocidentais sobre essas três manifestaçõpes.
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